In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil's might,
Beware my power...Green Lantern's light!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Reflexo de um julho perdido
- Não é a primeira vez. - ele murmurou para mais ninguém.
Em outro lugar, a bordo de um avião, uma jovem lia um romance de R.A. Salvatore. Ela não demonstrava a menor intenção de olhar para os lados, para a frente e (especialmente) para trás - sua atenção focava-se, única e exclusivamente, na leitura. A literatura de fantasia sempre lhe pareceu tola, fraca, sem valor - nada melhor para passar o tempo em uma viagem como aquelas, nada para lhe ocupar os pensamentos. E ela lia e seguia, sem se importar, sem olhar para trás.
Ele observava o céu da noite. Não é a primeira vez, repetiu para si mesmo mentalmente. Que direito ele tinha de se chatear, que direito ele tinha de se irritar, que direito ele tinha afinal? Nenhum. Fui eu quem fiz isso comigo mesmo. E a culpa pesava. Revendo minhas atitudes, só posso me arrepender.
- Eu sinto sua falta! - gritando para o céu. - E do jeito como tudo costumava ser.
Ela lia. E sorria.
- Uma soda, por favor. - sem olhar para a aeromoça.
- Laetitia! - ele gritou, dedos cravados no batente, sem pensar. - Você me destrói! - Não consigo entender como eu me sinto tão sozinho...
- Nós nunca poderíamos ficar juntos para sempre. - ela disse após um gole de soda, o livro fechado, indicador marcando a página. Quando o livro se abriu ela continuou não olhando para trás mas também não sorriu.
- Eu sei que você pode me ver! - e lágrimas brotando devagar.
Ele correu seus olhos pelo quarto. Livros. Lembranças. Julho parecia muito distante, um sonho, uma brincadeira para todos, exceto para ele. Apenas palavras.
- Como se acontecer não fosse o suficiente... - a voz embargada, murmúrios para mais ninguém.
Ficou quieto, não se sentiu bem, passeou pela cozinha. Lembranças. E agora eu quero te matar como só um melhor amigo pode. Mas a raiva passa.
Um avião, músicas, atenção dispersa. Olhos no agora, nem no passado nem no futuro. E no fundo ela sabia que não lembrava porque não queria. É isso que você chama de tato? Ela se perguntou. É isso que você chama de fuga?. Ela suspirou. Vamos terminar esse pensamento e essa conversa.
E chorando, ele concluiu. Mesmo que o avião caia, ela vai me desapontar. Não vai se queimar nas ferragens nem se afogar no fundo do mar. Laetitia, eu me reservo o direito de te odiar. Ele riu do pensamento idiota. Olhou pela janela mais uma vez.
- Amor. Ódio. E tem você. - e ela olhou para trás pela janela. E sorriu tristemente.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
O dia em que ela parou de tentar (e conseguiu)
Ela parada diante de uma loja de relógios. Quando criança, achava o tic tac constante reconfortante e gostava de observar os diferentes relógios – as torres de mogno, os pequenos circulares pendurados nas paredes, os cucos.
O céu cinzento vomitava minúsculas gotas de chuva fria que atingiam ritimadamente o pequeno guarda-chuva preto que ela segurava em uma mão; a outra estava enfiada na bolsa, segurando alguma coisa com força. Vestia um sobretudo marrom-escuro, um par de botas recém engraxadas, calças de brim e camiseta. A maquiagem aplicada com perfeição milimétrica no rosto tentava disfarçar qualquer imperfeição que tivesse surgido nos últimos anos. Os olhos, pequenos do choro da noite anterior, corriam de um lado para o outro da rua deserta.
E ele apareceu diante dela, saído de lugar nenhum. Cabelo despenteado, a barba por fazer, jeans e camiseta, exatamente como ela se lembrava. Mãos dentro dos bolsos.
- Oi. – ele disse, um meio sorriso se formando.
- Oi. – ela respondeu, num misto de assustada e ansiosa.
Continuaram se olhando. Ela segurando o guarda-chuva e ouvindo o tic tac para se fingir segura. A chuva continuava e ele impassível, mantendo seu eterno meio sorriso. Ela pensando na última vez que o vira sorrir por completo.
- Então. – ele começou, sabendo que ela não o faria. – Você me chamou aqui.
Ela apenas acenou com a cabeça.
- Pra gente ficar junto. – ele concluiu. E ela acenou.
Mais silêncio, mais chuva. E ela apertando alguma coisa dentro da bolsa.
- Então, é assim...? – o meio sorriso dele quase se desfez. – Pensei que... Existem outros jeitos.
- Prefiro assim. – ela quase chorando.
- Conseguiu com seu tio? Ele é militar, não é?
- Ele é. Mas não contei nada. – ela chorando, arruinando a maquiagem.
- Não é que eu não queira. – ele passou a mão pelos cabelos secos. – Tudo que eu quis nesses últimos anos... foi ter você. Ter você comigo. Ter você comigo de novo. Mas, mas assim? Não sei. E as crianças?
- Ficam com a minha mãe. Já está tudo certo. Eu tenho dinheiro guardado. Não vai faltar nada para elas. – os nós dos dedos dela brancos, apertando o guarda-chuva e uma coisa dentro da bolsa.
- Eu senti muito a sua falta. – e ele completou o sorriso.
- Eu sinto muito a sua falta. – e mais lágrimas, borrando a maquiagem.
- Então vou estar te esperando. – um passo para trás.
E um estrondo surdo, um estampido. E cheiro de pólvora. E cheiro de sangue. E a chuva caindo.
sábado, 24 de novembro de 2007
Narutinho
Naruto novo sai dia 18, 19 ou 20?! Nunca sei.
Não vou poder ir ao show do Vagner por falta de grana, muito chato isso. Queria muito ir, ele definitivamente merece apoio nesse momento, primeiro show é sempre complicado. Só posso desejar muita boa sorte, amigão - mas você está em boas mãos, o Márcio tem mais experiência com shows do que eu tenho com D&D. E olha que eu tenho experiência pra caralho em D&D. Não no sentido de estar em nível alto, mas... deu pra entender, né?
Esse período foi um desastre TOTAL, cacete... espero conseguir me endireitar período que vem.
Cada um tem o Orochimaru que merece.
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I can remember a place I used to go
Chrysanthemums of white, they seemed so beautiful
I can remember, I searched for the amaranth
I'd shut my eyes... to see
Oh, how I smiled then, so near the cherished ones
I knew they would appear... saw not a single one
Oh, how I smiled then, waiting so patiently
I'd make a wish... and bleed
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
I can remember... dreamt them so vividly
Soft creatures draped in white, light kisses gracing me
I can remember when I first realized
Dreams were the only place to see them
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
Hope was wasting away
Faith was wasting away
I was wasting away
I never, never wanted this
I always wanted to believe
I never, never wanted this
How could I have become?
I never, never wanted this
But from the start I'd been deceived
I never, never wanted this
How could I have become?
I never, never wanted this
I always wanted to believe
I never, never wanted this
I never, never wanted this
But from the start I'd been deceived
I never, never wanted this
Inside a crumbling effigy
But you promised
So dies all innocence
But you promised me
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
Hope was wasting away
Faith was wasting away
I was wasting away
- AFI, The Great Disappointment
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Guildas de Magos
Devia mudar o nome do blog pra Grand Dream ou coisa assim. ^^ Tô com uma idéia de conto e vou ver se ponho no papel (bom, ñ é bem papel, mas enfim) pra mudar o disco. So, guildas de magos
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Sem dúvida as organizações mais poderosas
Visper, o reino com maior influência de magia, é o lar do Conselho dos Magos, onde os mestres das guildas mais importantes se reúnem para discussão. Existem muitas guildas, algumas apenas locais, mas as guildas com um assento no Conselho possuem influência em todo o Grande Círculo. São elas:
Contempladores de Astros
Classes Básicas Relacionadas: Bard, Cleric, Psion
Classes de Prestígio Relacionadas: Divine Oracle (Complete Divine), Horizon Walker
Esta guilda antiga se baseia nos textos de Ariosto o Louco, um anão psion que deixou para trás um livro sem nome com diversas profecias que previam o fim dos tempos após uma titânica batalha entre o bem e o mal. Para os Contempladores, muitos dos indícios apresentados por Ariosto estão acontecendo – eles viajam por toda Rubia em busca de pistas do apocalipse iminente, utilizando astrologia para prever quando os próximos sinais ocorrerão. Quase todos os contempladores são completos fanáticos em relação a essa causa.
Ordem Transcendente
Classes Básicas Relacionadas: Binder (Tome of Magic), Warlock (Complete Arcane), Wizard
Classes de Prestígio Relacionadas: Acolyte of the Skin (Complete Arcane), Alienist (Complete Arcane), Dragon Devotee (Races of the Dragon), Dragon Disciple, Hellfire Warlock (Fiendish Codex II), Greenstar Adept (Complete Arcane)
A Ordem Transcendente acredita que o humanóide mortal é uma forma pequena e fraca diante dos mistérios do universo e busca transcender esta forma, seja de forma temporária ou (de preferência) permanente. Peritos na arte de mudança de forma, no estudo dos planos e de raças exóticas e na criação das criaturas mais diversas (normalmente como fonte de estudo), a Ordem – como muitas guildas – vende seu conhecimento para financiar suas pesquisas. As criaturas criadas pela Ordem (golens, quimeras, homúnculos, you name it) são vendidos como guardas ou bestas de arena; eles realizam consultoria sobre o comportamento e/ou fisiologia de dragões, extraplanares e praticamente qualquer tipo de criatura.
Patrulha do Destino
Classes Básicas Relacionadas: Dread Necromancer (Heroes of Horror)
Classes de Prestígio Relacionadas: Doomlord (Planar Handbook), Entropomancer (Complete Divine)
Fatalistas e adoradores da entropia, os membros da Patrulha do Destino sabem que o universo está destinado a um final e não se importam nem um pouco de acelerar o processo. Eles apreciam a destruição, em especial a destruição absoluta oriunda de magias como desintegrar.
A Patrulha do Destino vende itens mágicos capazes de causar destruição e buscam eles próprios seus meios de destruição. Muitos rendem homenagens aos arquidiabos.
Sociedade da Sensação
Classes Básicas Relacionadas: Nenhuma e todas. Ver abaixo.
Classes de Prestígio Relacionadas: Ardent Dilettante (Planar Handbook)
O universo contém uma infinidade de experiências e sensações a se experimentar. Os membros da Sociedade da Sensação buscam experimentar todas - ou pelo menos quanto mais puderem. sensacionistas, como são chamados, são personagens multiclasse. Os mais graduados dentro da guilda praticam pelo menos dois tipos de magia.
Nota Importante: Em GD, o Ardent Dilettante troca seu requisito de conjurar magias arcanas por conjurar magias de qualquer cor e seu requisito de conjurar magias divinas por conjurar magias de uma segunda cor.
Vingadores Escarlates
Classes Básicas Relacionadas: Ranger, Warblade, Swordsage
Classes de Prestígio Relacianadas: Assassin, Avenging Executioner (Complete Scoundrel), Suel Arcanamach (Complete Adventurer)
Os vingadores escarlates são movidos pelo ódio e sua mercadoria é a vingança. Mestres da magia vermelha, eles são também portadores de uma das poucas cópias do Grimório Suloise, uma fonte de conhecimentos místicos antiga. Quando surge uma pessoa com o manto vermelho dos vingadores, é certo de que a morte chegará sem seguida.
domingo, 18 de novembro de 2007
GD Update
Ia falar sobre as guildas de magos, mas primeiro vou fazer o update e falar sobre as guildas em outro post.
GD Update
Sobre as regras básicas de GD, eu repensei algumas coisas e fiz algumas mudanças.
Raças - Hengeyokai (Oriental Adventures) adicionada às raças inteligentes do mundo e portanto disponíveis como jogadores. A Dragon Magazine 318 atualizou OA para a edição 3.5, tornando os hengeyokai Nível de Ajuste +0.
Classes - Após pensar bastante, decidi manter os Bardos como classe básica. Paladino ainda é uma classe de prestígio - Clérigo/Crusader é uma boa entry nela, btw. Rangers usam a variante do Complete Champion com bonus feats em vez de spells; é parecida com a que eu descrevi antes, mas ganha as feats antes (níveis 4, 8 e ñ lembro mais) e tem uma lista bem maior, delimitada por estilo de luta.
Lista de classes básicas banidas - Druida, Feiticeiro, Paladino (todos do PHB), truenamer, shadow adept (ambos do Tome of Magic), samurai (Complete Warrior), shugenja (Complete Divine), ninja (Complete Adventurer), sohei, shaman (ambos do Oriental Adventurers), wilder (Expanded Psionics Handbook), ardent, divine mind, erudite, (todos do Complete Psionic), wu jen (Complete Arcane). Mind you, apesar de todas essas proibições aidna são mais de 30 classes básicas disponíveis.
Magia - O limite de níveis em classes full-caster que ganham magias de nível 9 é de 2/3. Outras classes caster não tem nenhuma limitação de nível, incluindo os martial adepts e meldshapers (mas não os manifesters). Talvez eu reveja a questão dos meldshapers, mas por enquanto me parece aceitável. Classes afetadas pela restrição: Cleric, Wizard, Favored Soul, Spirit Shaman, Psion, Archivist, Warmage. É provável que eu tenha esquecido alguma.
Grand Dream so far - Resumo
Na capital de Falenia, Ivalice, Dolores e Van convocam Neal e explicam um plano para resgatar o arquimago Zerth o Azul, mantido prisioneiro no farol Wolfcrest. Van e Neal invadem o farol utilizando o conhecimento prévio que Neal tinha do local, mas percebem tratar-se de uma cilada trade demais. O capitão Jarred força Van a ficar para trás, dando a Neal uma brecha para escapar - entregando a ele a Estrela da Força com a instrução de segui-la. Durante a fuga, porém, Neal é atacado por uma criatura dos esgotos e salvo pelo Rosa Negra. Novamente encontrado pela Brigada mais tarde, Neal caiu desacordado no Rio Raven.
Na vila de Arni, próxima da fronteira entre Falenia e Visper, Mist leva sua vida como de costume, brincando com seu amigo Serge, pescando e treinando com seu pai adotivo, Radius... até que encontra Neal boiando no rio. Ao mesmo tempo, explode uma batalha entre os elfos e a Brigada Negra em plena vila e Radius é abatido. Neal e Mist tentam resgatá-lo, mas acabam emboscados novamente pelo capitão Jarred - que revela ter observado o tempo todo com seu familiar, um pequeno demônio, que - invisível - seguira Neal. Não fosse pela intervenção do Rosa Negra, de Quenthel Baenre e pela ativação da Estrela da Força por Neal, eles não teriam escapado.
02- Rios de Sangue
Emboscados novamente pela Brigada enquanto fugiam em um bote, Neal e Mist levam o ferido Radius para a mata, onde são mais uma vez emboscados. Radius é mais uma vez ferido gravemente - Neal e Mist escapam da morte certa apenas com a intervenção de Delfim, que os ajuda mas não consegue curar Radius. Ela teoriza que pode salvá-lo com um ritual, mas para tanto ela precisa de escamas de basilisco. Mist e Neal vão para Ravenport atrás das escamas e as conseguem do mercador Boca de Rato; Neal fica na cidade enquanto Mist volta para a cabana de Delfim, esperando roubar um arco, já que havia perdido o seu na fuga de Ivalice. Após uma tentativa de invasão fracassada, Neal conversa com Quarion e acaba ganhando dele um arco curto obra-prima feito de madeira negra - mas Quarion exige que ele volte para pagar assim que puder.
O ritual de Delfim falha, mantendo Radius em coma. O grupo é atacado por batedores da Brigada Negra, liderados pela elfaVierna Da'Erte. Capturados, Mist e Neal são jogados na cela de Domaris e Ragnar e obrigados a lutar na Arena de Ravenport, controlada por um tiefling chamado Spike.
Após batalhas contra zumbis, eles são contatados por Vierna - ela tem um plano para que eles escapem, deixando Spike em desgraça para que ela tome seulugar. Mas quando o grupo derrota Spike na arena, as maquinações da elfa se tornam inúteis.
Protagonistas:
Neal Connel Wolfcrest - Herdeiro de uma família nobre, Neal está na Resistência Rebelde para recuperar o lugar de prstígio de sua família. Apesar do objetivo um tanto quanto egoísta e de uma quantidade excessiva de precaução, ela é um companheiro valoroso e salvou Mist repetidas vezes.
Mist Aesir - Herdeira do trono de Falenia, Mist é uma jovem aasimar de apenas 15 anos. Apesar do bom coração e da grande coragem que tem, ela ainda tem muito o que aprender antes de derrubar a Brigada Negra ou retomar o trono. Heck, ninguém nem sabe se ela QUER fazer isso tudo...
Domaris - Uma elan de bom coração, depois de uma epifania que envolve um sátiro. Da mesma idade que Mist, Domaris carrega um fardo muito pesado como ex-membro da Brigada Negra e busca se redimir. Ela é capaz de manifestar um lâmina mental, possuindo os exóticos poderes psíquicos de uma nativa da Ilha Proibida.
Ragnar - Um triste e silencioso sobrevivente do Povo do Norte. Incapaz de falar a língua Comum, os motivos para sua tristeza e o destino de seu povo são um mistério.
Outros Personagens:
Boca de Rato: Mercador anão residente em Ravenport com uma fachada de machão, mas que no fundo é uma bichona. Deu as escamas de basilisco para Mist e Neal.
Capitão Jarred - Responsável pela emboscada no Forte Wolfcrest; um mago poderoso e ardiloso que agora possui o Cajado Real de Falenia, tomado de Zerth o Azul.
Delfim - Membro do povo-espírito, Delfim é um espírito dos rios que auxiliou Neal, Mist e Radius durante uma esmbocada da Brigada Negra.
Dolores - Uma humana ruiva, com quase trinta anos. Dolores é uma mulher bonita e ativa, além de ser uma excelente líder. Sua arma predileta é a besta de mão - ela costuma inclusive utilizá-las aos pares. Junto aos poderes de cura advindos de seus tempos como curandeira, Dolores é a peça fundamental da Resistência.
Quarion - Elfo arqueiro brincalhão, residente de Ravenport, que tem um menino xeph como assistente. Emprestou a Neal um arco de madeira negra, mas espera pagamento mais tarde.
Quenthel Baenre - Elfa gish que liderou o lado élfico na Batalha de Arni.
Radius - Pai adotivo de Mist. Pescador por profissão e guerreiro por vocação.
Rosa Negra - Um guerreiro mascarado de poucas palavras e muitos bônus em combate, com olhos de um azul único.
Serge - Amigo de Mist que sonha em ser um guerreiro aventureiro.
Spike - Tiefling mestre da arena de Ravenport. Jamais havia sido derrotado até confrontar Mist, Neal, Domaris e Ragnar.
Van - O Portador da Estrela da Força, Van é um azurin, nativo do longínquo Deserto Azul. Ele é um gish - alguém que mescla espada e magia em um único (e mortífero) estilo de combate. Desaparecido depois da emboscada no Farol Wolfcrest.
Vierna Da'erte - Elfa de olhos tristes que deseja tomar o lugar de Spike como mestra da arena de Ravenport.
Zerth o Azul - Arquimago real de Falenia. Torturado até a morte por não revelar a localização do último Aesir.
Mistérios:
Rosa Negra
- Quem ele é?
- Por que ajudou Neal?
- Por que a Estrela da Força parou de brilhar perto dele?
Radius
- Quanto ele sabia sobre Mist?
- O que está acontecendo com ele, afinal?
Visper e a Brigada Negra
- Os elfos ficaram 10 anos observando o reino vizinho dominado pelos demônios e aberrações da Ilha Proibida. Por que tomaram uma atitude agora?
domingo, 23 de setembro de 2007
No poetic device
O Crepúsculo era para ser um espaço para eu manter meus contos, minhas idéias sobre RPG, minhas músicas... enfim, as besteiras que eu escrevo. Mais que rapidamente, se tornou um lugar onde aleatoriamente eu intercalo RPG com contos com meus numerosos 'rants'.
Ninguém nunca me perguntou o pq do nome. Pq diabos 'Crepúsculo Esmeralda', afinal? Crepúsculo Esmeralda/Emerald Twilight é o arco de histórias (publicado nos EUA em Green Lantern 48-50 e aqui em uma edição encadernada) que transforma Hal Jordan, o Lanterna Verde clássico, no supervilão Parallax. Resumidamente, Hal volta de uma temporada no espaço para encontrar sua cidade natal (e todos os habitantes da mesma) destruída. Imagine voltar de uma viagem de férias e encontrar um enorme buraco no lugar de sua casa. Hal enfrentou e derrotou o responsável pela atrocidade. Ele e outros heróis fizeram um memorial em homenagem às vítimas. Mas é claro que não era o suficiente para Hal. Como Lanterna, ele havia visto diversos planetas morrerem; mas agora era diferente. Era sua cidade, sua gente. E ele tinha o anel energético - com ele, podia fazer qualquer coisa desde que tivesse força de vontade suficiente. E Hal refez Coast City com seu anel. Apenas para ser repreendido pelos Guardiões, os chefões dos Lanternas e ter seu poder tomado. Furioso, Hal decide enfrentar os Guardiões e obter o poder que precisa... no processo destruindo toda a Tropa dos Lanternas Verdes. O que isso tudo tem a ver comigo? Nada, para dizer a verdade. Não tenho um anel energético e apesar de já ter perdido muitas pessoas importantes, sei que não é nada perto da situação hipotética de Hal. O Crepúsculo de Hal e o meu Crepúsculo estão ligados por serem marcos. Hal Jordan deixou de ser um Lanterna Verde para se tornar Parallax; se foi uma escolha certa, se ele estava fazendo a coisa certa da forma errada ou se ele estava sendo apenas um filho da puta, tanto faz - ele mudou e é isso que importa. A criação do meu Crepúsculo é o marco de uma mudança minha. Na minha forma de encarar o mundo, de me relacionar com as pessoas, de lidar com meus sentimentos, de planejar (ou não) o meu futuro. Não sei se foi a coisa certa a fazer. Me senti melhor muitas vezes, me senti pior muitas vezes também e provavelmente na maior parte do tempo não fez diferença. Mas uma era acabou. E é isso que o Crepúsculo significa.
Recentemente, ando me irritando muito com o que falam de mim pelas costas. Isso me incomoda principalmente pq o que eu acho das pessoas eu falo na cara delas. Todo mundo sabe quando eu gosto de alguém ou quando não gosto; e as pessoas de quem eu gosto ou não gosto normalmente são as primeiras a saber. Eu odeio segredos, odeio esconder as coisas... odeio que escondam coisas de mim. Odeio meias palavras e meias verdades - prefiro que me digam logo o que quer que seja, doa o quanto doer.
You can't keep a secret if it never was a secret to start...
...secrets don't make friends.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Grand Dream - Update 1. Elfos, espíritos, dragões... ah, um monte de coisa
Dragonic Feats Races of the Dragon, página 99: Disponíveis para qualquer conjurador arcano que conjure magias espontaneamente (até pq não existem sorcerers em Grand Dream). Isso inclui duskblades, beguilers e warmages.
Elfos: Os elfos meio que sempre foram a pior raça, let's face it. Redutor em Con é bem ruim e as outras habilidades são bem subpar. Quando você percebe que Duskblade como favored class torna a única habilidade que de fato servia de alguma coisa na raça (i.e., saber automaticamente usar espadas longas, sabres e arcos) inútil (já que duskblades já sabem de graça), precisa mudar. Para compensar essa perda e de acordo com a cultura élfica que tem o maior desenvolvimento da escrita de todas as outras raças (vejam em [i]Races of the Wild[/i]), decidi que todos os elfos podem considerar todas as perícias de Knwoledge (Conhecimento) como perícias de classe para todas as suas classes. Como fluffy, um elfo Barbarian não precisa gastar skill points para saber ler. Vou colocar um bônus racial de +2 em Decipher Script também and call it a day.
No final das contas, os elfos ganharam:
- Conhecimento Avançado: Todo elfo aprende, desde a mais tenra idade, a ler, escrever e respeitar o conhecimento repassado por seus antepassados. Todas as perícias de Conhecimento são perícias de classe para um elfo; além disso, ele recebe um bônus racial de +2 em testes de Decifrar Escrita.
E não perderam nada. Lembrem-se que muitas classes de prestígio usam ranks em Knowledge como pré-requisitos...
Dragonborn Elves
Os dragonborn (Races of the Dragon, olhe o índice seu preguiçoso) são uma 'raça' de seguidores de Bahamut que sofrem uma metamorfose, mantendo uma pequena parcela de suas características raciais originais e ganhando poderes de dragão. Originalmente, eles ganha um bônus de esquiva contra dragões, por serem usados por Bahamut para enfrentar os seguidores de Tiamat.
Em GD, dragonborn surgem através de um ritual mágico, conhecido pelos elfos e pelos dragões; não é conhecido nenhum dragonborn não-elfo. Em vez do bônus de esquiva contra dragões, eles mantém a habilidade élfica de Reverie (o transe élfico de 4 horas em vez de dormir 8 horas) e imunidade a sono. Os ajustes de dragonborn (+2 Con, -2 Dex) anulam os ajustes élficos. Para mais detalhes, veja Races of the Dragon. A classe favorecida de um dragonborn (preciso de um nome melhor para eles, btw) é Dragon Shaman (PHB 2) ou Dragonfire Adept (Dragon Magic).
Classe Favorecida Dupla
Ah-há, bem quando você estava pensando "wtf, como assim Shaman ou Adept?" eu surpreendo com uma explicação. I'm like the most unpredictable amateur game designer EVER.
Erm, well.
Em GD, muitas raças tem duas classes favorecidas, como os dragonborn elves. Nesse caso, as duas classes NÃO SÃO simplesmente consideradas favorecidas e é tudo festa; mas a classe de nível mais alto entre as duas é considerada favorecida. Exemplo: Um dragon elf Dragon Shaman 3/Fighter 1 não tem penalidade nenhuma de XP, já que Dragon Shaman (sua classe de nível mais alto) é ignorada no cálculo de penalidade de XP. Se ele adicionasse um nível de Dragonfire Adept, se tornando um Dragon Shaman 3/Fighter 1/Dragonfire Adept 1 ainda não teria penalidade nenhuma, pq suas classes não-favorecidas (no caso, Dragonfire Adept e Fighter) têm nível igual. Ele pode aumentar Fighter para 2 e Dragonfire Adept para 2 também sem sofrer penalidades, a aumentar seu nível de Dragon Shaman sem penalidade nenhuma. Se em algum momento ele for um Dragon Shaman 3/Fighter 2/Dragonfire Adept 3, ele poderá avançar para Dragonfire Adept 4 e a a partir daí DF Adept será considerada sua classe favorecida.
Complicado? Jogue com um Commoner e pare de reclamar.
Classes Favorecidas Alteradas
Hoje é o dia das classes favorecidas, it seems.
As seguintes raças têm classes favorecidas diferentes em GD (elfos e dragonborn são repetidos por questão de repetição):
Aasimar - Crusader ou Favored Soul
Azurin - Soulborn ou Incarnate ou Totemist
Elfo - Duskblade ou Warblade
Tiefling - Rogue ou Warlock
Xeph - Soulknife ou Swordsage
Acho que no final das contas só os anões não tem classe favorecida dupla. Ah, sim, half-giants existem em GD também... mas fica pro próximo update falar deles. Too lazy.
Spell Points por Classe
O Unearthed Arcana cobre apenas as classes básicas do Player's Handbook. Determinar os spell points para cada classe não é difícil, porém. Basta checar na tabela da classe quantas magias de determinado nível teria e multiplicar pelos spell points necessários... pelo menos até eu arrumar um idéia melhor, mind you.
Spirit Folk
Last but not least. Faltava uma raça 'selvagem' para GD e eu não queria apelar para orcs. I mean, os orcs estão lá. Os aterrorizantes monstros da montanha, um povo realmente bárbaro e coisa e tal, uma ameaça para os povos civilizados, isso não mudou. Mas e os povos não-tão-civilizados, I mean, que não tem cidades certinhas no modelo europeu? Temos os azurin no Deserto Azul, os xeph em suas terras-ainda-sem-nome (Pensei em Shadow Rift, mas ainda não sei ao certo se é o melhor. Ficaria nojento em português. Mas será Goobles das Sombras ou coisa assim no final das contas)... e nas outskirts da civilização, emc cada floresta, em cada rio... o povo-espírito.
Confiram Unapproachable East, página 13. Btw, livros específicos de cenários são banidos em GD; os spirit folk são exceção pq eu não sei em que página de Oriental Adventures eles estão (e as ilustrações de Unapproachable East são lindinhas).
O povo-espírito é irado.
Ficamos por aqui e até o próximo GD update. No próximo trataremos de... hm... alguma coisa. Alguma coisa irada.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
A vida continua sem você
Pieces are falling I can't seem to make them stay
You run away
Faster and faster you can't seem to get away
- Drowning Pool, Tear Away
Eu ando pensando sobre quanto do meu péssimo humor, surtos de grosseria e falta de paciência são pose e quanto é verdade. Ultimamente eu costumava pensar "ah, eu tenho essa pose mas todo mundo sabe que importa sabe que eu não sou assim" mas não tenho mais tanta certeza. O que signfica que eu não estou mais me reconhecendo, o que é bastante estranho. Bom, talvez nem tanto, já que eu estou tentando fazer várias coisas que eu não estou acostumado a fazer, tais como ignorar determinados sentimentos ou evitar pensar em determinadas coisas. Não tenho feito nada disso muito bem, admito, mas todo esse conjunto estava me fazendo passar por um momento muito, muito ruim e agora, quando finalmente tudo parecia estar entrando nos eixos, eu me vejo cada vez mais parecido com a persona de bad guy (por falta de termo melhor) que eu construí pra mim mesmo ao longo desses anos todos.
Todo mundo tem problemas, montes deles. Hoje conversei com uma menina da faculdade sobre isso e fiquei abismado com os problemas imediatos dela, que fazem os meus parecerem brincadeira de criança. Granted, meus problemas a longo prazo são muito sérios, tanto que eu evito pensar neles (ou escrever sobre eles, ou falar deles) a maior parte do tempo... mas acho que são eles que me incomodam mais, no final das contas. São o que me fazem pensar se vale a pena estar estudando pra cacete quando nem sei se vou conseguir de fato exercer essa profissão; heck, nem sei se vou estar conseguindo somar dois e dois quando (se) concluir a faculdade.
Hoje é aniversário do meu pai. Tentei ligar pra ele, mas ele não atendeu. Não dá pra fazer muita coisa em relação a isso. Eu tava evitando comentar pq, sei lá, eu só reclamo de tudo e isso incomoda (até eu ando cansado da minha auto-piedade)... mas meu pai tá com câncer no pulmão. Eu não sei a quantas tá, exatamente, mas deve ser muito sério. Ele tinha me chamado pra morar com ele, mas eu fiquei muito com o pé atrás. Por um lado, é o meu pai e (PUTAQUEPARIU!) eu quero passar o tempo que eu puder com ele, mas por outro lado ele não me dá a mínima atenção faz oito anos e atrapalhou muito a minha vida, da minha mãe e dos meus irmãos direta e indiretamente nesse período de tempo. Detesto o pensamento de que ele merece morrer velho e sozinho, corroído por dentro por um vício que eu tento fazê-lo largar desde os seis anos... mas é um pensamento que me cruza a mente de tempos em tempos. Não quero pensar assim, não tenho o direito de determinar quem merece ou quem não merece esse ou aquele destino, mas também não consigo dar a cara a tapa e dizer "saca só, você fodeu com a minha vida e agora eu vou terminar de foder com ela pra você não morrer sozinho".
Eu queria muitas coisas. Eu queria poder determinar conscientemente de quem eu não gosto ou não gosto, pra não sofrer quando falsos amigos esfregam na minha cara o quão pouco se importam comigo. Eu queria poder retribuir na medida certa a afeição que as pessoas que gostam comigo demonstram; queria gostar de quem gosta de mim, não gostar de quem não gosta, odiar quem odeia e amar quem ama. Queria guardar minha grosseria pra quem é grosso comigo, em vez de descarregar nas pessoas que eu mais amo. Queria conseguir me dedicar verdadeiramente ao estudo de japonês. Queria uma banda e queria ter mais aptidão musical. Queria parar de ser idiota e viver no passado e aceitar que a merda do mundo mudou e já estava na hora de eu mudar também. Queria ter meus amigos perdidos de volta, queria conhecer mais pessoas novas, queria ser uma pessoa mais interessante.
Acima de tudo isso, queria subverter o status quo. Pelo menos no que tange um certo alguém.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
You are not that social, just a good drinker
aliás, releia as últimas frases e vc vai perceber que praticamente falou 'quero ser sua putinha'
vini_elfo@yahoo.com.br (Endereço de email não confirmado) diz:
UAHAUhAUaHaUhauaHuahaUhAuahuaHAUhaUhAuAHuaha
vini_elfo@yahoo.com.br (Endereço de email não confirmado) diz:
vc tem algo contra ?
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Se eu ouvisse essas coisas de mulheres, seria umas trinta vezes mais feliz.
Acho que trinta é eufemismo.
It's all fun and games until someone gets hurt
It's all fun and games until sorrow
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Grand Dream - Tudo o que você sempre quis saber (e o que não quis também)
Btw, Grand Dream é uma referência a um jogo. Quem descobrir o que é (I mean, qual o jogo e qual a referência) ganha um prêmio secreto. E irado.
Regras Opcionais: Defense Bonus (Unearthed Arcana, página 110), Armor as Damage Reduction (Unearthed Arcana, página 111; confira Behind the Curtain na página 112 sobre a combinação), Vitality and Wound Points (Unearthed Arcana, páginas 115 a 119), Death and Dying (Unearthed Arcana, páginas 121 e 122), Action Points (Unearthed Arcana, páginas 121 a 124; com a adição de que action points são resetados a cada nível, como em Eberron), Taint (Unearthed Arcana, páginas 189 até 194), Spell Points (Unearthed Arcana, página 153 a 157, com a variante vitalizing), limited spellcasting (Complete Warrior, página 137)
Classes: Paladinos e Bardos são classes de prestígio (Unearthed Arcana, página 69 (prestige bard) e 70-71 (prestige paladin), atenção para a sidebar Unique Spells). Rangers não conjuram magia; em vez disso, recebem talentos adicionais nos níveis 6, 11, 13 e 16, escolhidos da lista de talentos bônus do Scout (Complete Adventurer, página 13).
A classe Clérigo não serve a deuses e sim a celestial paragons (encontrados em Book of Exalted Deeds, ver páginas 123 ‘Celestial Paragons and Clerics’) e archfiends (encontrados no Book of Vile Darkness, curiosamente na página 123 ‘Archfiends and Clerics’). Como explicado nos dois livros, clérigos que sirvam a estes ‘anjos’ e ‘demônios’ prestem homenagem a eles mas na verdade é a devoção dos clérigos a fontes abstratas de poder divino que lhes concede os poderes.
Os conjuradores divinos mais comuns e populares em Grand Dream, porém, são os Spirit Shamans (Complete Divine, página 14); todas as culturas do Grande Círculo e muitas fora dele dão muito valor aos espíritos ancestrais e da natureza, tornando o papel do Spirit Shaman muito importante. O mais respeitado dentro os conjuradores divinos é, sem dúvida alguma, porém, o Favored Soul (Complete Divine, página 6). Eles têm uma ligação com os Planos Celestiais (nunca com os Planos Abissais; veja o Warlock) e a população costuma acreditar que são tão puros quanto os celestiais de quem descendem. Esta nem sempre é a verdade, mas muitos dos Favored Souls são de fato homens santos.
Classes e Restrição de Magia:
Um personagem pode ter níveis em Favored Soul ou Warlock no primeiro nível de personagem, por estas classes representarem uma herança genética e espirital. Ele ainda precisa, porém, respeitar o limite de metade dos níveis de personagem.
Um Duskblade (e qualquer outra classe (básica ou de prestígio) com acesso a magias de nível de nível 5 e 6, mas não acima, como o Psychic Warrior) é um caso especial, sendo limitado a 2/3 do nível total do personagem em vez de ½; esta restrição passa a se aplicar somente a partir do terceiro nível de personagem. Classes básicas ou de prestígio com acesso a magias de níveis 1 a 4, somente (como o Hexblade e o Vigilante, por exemplo) não sofrem restrições quanto à quantidade de níveis. Outros casos são explorados mais adiante, na seção dos Livros de Referência Importantes. A restrição de magia serve para cada cor da magia, porém; ou seja, você pode ter metade dos seus níveis em uma classe que utilize magia verde e a outra metade em uma classe que utilize magia vermelha, por exemplo. Como a maior parte destas classes não está disponível antes do terceiro nível (com a exceção das usuárias de magia vermelha), este é um caso raro.
Magia e Suas Cores:
A magia existe em cinco cores em Grand Dream, sendo que algumas cores são mais usadas por determinados povos. Sempre que uma magia é utilizada, um pequeno efeito associado a sua natureza acompanha a manifestação – para as magias de níveis mais baixos (0 a 3), geralmente é um brilho da cor adequada nos olhos do usuário e nas magias de nível mais elevado é uma aura que envolve o corpo todo. Estes efeitos tornam a magia bem mais difícil de ser utilizada de forma insuspeita em GD que em outros cenários e tornam bastante fácil perceber que tipo de magia a pessoa está utilizando. As cores da magia são:
Azul – Também conhecida como incarnum, usa a energia espiritual ambiente para focar os chakras obtendo efeitos fantásticos. É o tipo de magia mais rara no Grande Círculo, praticada pelos azurins do Deserto Azul e pelo extinto povo bárbaro das Terras do Norte. O termo para o uso de magia azul é moldar, seus usuários são conhecidos como moldadores. Efeitos de magia azul são chamados moldes espirituais ou apenas moldes.
Branca – A magia advinda dos planos Celestiais, capaz de cura e efeitos relacionados à energia positiva. Utilizada por Clérigos, Favored Souls e Spirit Shamans. O termo para o uso de magia branca é conjurar, ssuas ‘magias’ são muitas vezes chamadas de milagres e seus usuários são conhecidos como conjuradores. A maior parte da população não sabe, mas a magia utilizada pelos clérigos adoradores de demônio ainda é considerada magia branca.
Negra – A magia arcana, utilizada pelos Magos, Hexblades, Duskblades e Warlocks, dentre outros. A maior parte do conhecimento desta magia advém dos dragões. Seu funcionamento é muito semelhante ao da magia branca, usando os mesmos termos conjurar e conjuradores; efeitos de magia negra são normalmente referidos como magias ou feitiços. A magia negra é a que sofre maior preconceito, pois muitos magos fazem experimentos inescrupulosos que resultam em tragédia. Magia negra é, também, considerada o tipo de magia mais poderoso. Talentos metamágicos podem ser aplicados somente à magia negra.
Vermelha – Também conhecida como o Caminho Sublime, a tradição guerreira comum entre os elfos, xephs e anões. A magia Vermelha ocorre dentro do personagem, correndo pelo seu sangue. É fruto do treinamento em combate e é talvez o tipo de magia mais fácil de dominar. Subestimar a magia vermelha, porém, é uma tolice sem tamanho. Utilizar magia vermelha é chamado de iniciar, suas ‘magias’ são chamadas manobras e seus usuários são chamados iniciadores ou adeptos marciais.
Verde – O poder da mente acima da matéria, a magia verde é comum nas terras dos xephs e na Ilha Proibida. Sua ligação com os exércitos elans em geral a torna temida. Boa parte da população acha que existe alguma ligação entre a Mácula e a magia verde, muitas vezes gerando problemas para seus usuários. Utilizar magia verde é chamado de manifestar, suas ‘magias’ são chamadas poderes e seus usuários são chamados manifestadores ou psiônicos.
Política e Geografia:
O mundo de Grand Dream é um planeta chamado Farh-Torr, uma denominação usada muito raramente, normalmente pelos anões; a maior parte do povo pensa mais no continente principal, Rubia, ou no reino em que vive.
Em Lugia, a maior massa de terra de Farh-Torr, a região mais importante é conhecida como Grande Círculo e se estende do litoral leste, nas terras de Visper, habitadas pelos elfos, até um pouco além da metade do continente, nas fronteiras de Terr-Ahlor, reino dos anões. Falenia, o reino principal, multi-racial, governado por uma dinastia aasimar, está exatamente no centro desta região – daí o nome Grande Círculo, pois é como se Falenia fosse o centro deste círculo que representa a região mais civilizada de Rubia. Dentro do Círculo existem ainda algumas cidades livres, reinos menores e algumas regiões selvagens – como o temido Vale dos Dragões, lar da maior população do povo escamoso em toda Farh-Torr e a cidade livre de Norak, maior centro de comércio do mundo – o local onde tudo pode ser encontrado e tudo tem seu preço.
Além do Círculo, existem as Planícies Sombrias, terras dos xephs, o Deserto Azul, lar dos nômades azurins, as Cordilheiras Orcuth, onde vivem muitos orcs e outras terras. Viajar além do Círculo é mais perigoso, existindo maior chance de encontros com monstros ou grupos de assaltantes orcs.
A Ilha Proibida, algumas milhas afastada do litoral oeste de Rubia, é o lar da maior quantidade de mortos-vivos, aberrações e humanóides monstruosos de Farh-Torr. Era considerada uma terra sem lei até a década passada, quando a Brigada Negra invadiu Falenia e derrubou o governo local, se tornando uma ameaça real. Pouco se sabe sobre a Ilha Proibida, como ela surgiu ou o que nela existe. O povo a teme acima de qualquer coisa, em especial pela sua Mácula – a simples presença na Ilha, a posse de um instrumento nela criado ou contato com uma criatura de lá advinda pode macular corpo e alma com aquilo que é considerado a essência do puro Mal.
Atualmente, com Falenia sob o domínio da Brigada Negra, da Ilha Proibida, a política entre os reinos está complicada. Os anões de Terr-Ahlor já realizaram alguns ataques preventivos contra Falenia, no início da invasão, mas fizeram um acordo de não-agressão e não-interferência com Villa, o líder da Brigada Negra, pouco depois. Até recentemente, os elfos de Visper também não haviam feito nenhum movimento; nos últimos meses, porém, ataques elfos têm sido realizados em cidades na fronteira, sendo que algumas já foram anexadas a Visper. O objetivos dos elfos com estes ataques é nebuloso e o Mago-Rei elfo ainda não se pronunciou sobre o assunto oficialmente; mas aparentemente uma declaração de guerra é apenas questão de tempo.
Raças:
Aasimar
Toda a família Aesir, dinastia dominante de Falenia, era composta de Aasimar, mas eles foram dizimados pela Brigada Negra. Alguns vivem nos Planos Celestiais, bem como alguns aasimar que surgem de relações entre meio-celestiais e humanos. Races of Faerun tem uma coleção de feats interessantes para Aasimar.
Anões
O povo robusto, forte e poderoso em seus castelos rochosos e cavernas subterrâneas, são uma potência comercial e militar que não pode ser subestimada. Seu reino, incluindo território acima e abaixo da terra, tem extensão maior que Falenia. Combater os anões em seus túneis subterrâneos é muito difícil, o que possibilitou a este povo orgulhoso expulsar os orcs de suas terras anos atrás sem grande dificuldade. Com exceção da magia vermelha (em especial do estilo Stone Dragon) e da magia branca, os anões raramente utilizam magia.
Anões deixam suas terras geralmente para estabelecer laços comerciais. Eles não gostam muito do mar e gostam menos ainda de voar, o que faz com que evitem a todo custo navios (voadores ou não). O livro Races of Stone inclui muitas feats adequadas para anões.
Ajustes: Anões recebem a feat Earth Sense (Races of Stone, página 138) como um talento bônus, gratuitamente. Eles não recebem, porén, bônus de esquiva contra gigantes ou bônus nos ataques contra goblinóides (até recebem, mas não existem goblinóides em GD, então é meio como se não recebessem no final das contas).
Azurins (Magic of Incarnum, página 7)
Nativos do Deserto Azul, os azurins são um povo nomádico e misterioso. Mestres da magia azul, o tipo de magia mais raro no Grande Círculo, eles são temidos com tanta freqüência quanto são respeitados. Eles são um povo apaixonado e extremo – sua tendência pode ser Caótica e Boa, Leal e Boa, Caótica e Má ou Leal e Má (ou seja, eles nunca são Neutros), raramente esquecem insultos e têm uma visão muito própria do ciclo da vida e do papel das pessoas no mesmo. São também guerreiros ferozes e suas táticas exóticas os tornam imprevisíveis.
Elans (Expanded Psionics Handbook, página 10)
Os elans são frutos de terríveis experiências de magos e psions da Ilha Proibida. São humanos imbuídos de potencial psiônico, capazes de feitos incríveis com a força da mente. Complete Psionic tem algumas feats exclusivas dos elans.
Ajustes: Os elans são imunes à Mácula da Ilha Proibida. Na verdade, seu próprio potencial psiônico advém dela e o bloqueia de forma instintiva. Em relação à magia detect taint e similares, um elan conta como se tivesse um taint score igual ao seu nível de experiência.
Elfos
Esta raça antiga habita o reino de Visper, considerado por muitos o lugar mais belo de Rubia, com sua harmonia perfeita entre civilização e natureza, com as casas brotando de árvores. São mestres da espada e da magia, dominando as magias negra e vermelha como poucos outros povos, além de honrarem os ancestrais e os espíritos da natureza com a prática da magia branca. Visper é o reino mais próximo do Vale dos Dragões e os elfos são a raça com o tempo de vida mais próximo dos dragões, o que gera uma afinidade natural entre os dois povos. Muitos elfos se tornam Discípulos do Dragão. Races of the Wild tem algumas feats exclusivas para elfos.
Ajustes: A classe favorecida dos elfos em GD é Duskblade.
Humanos
O povo mais numeroso de Farh-Torr, sendo a maior parte da população em Falenia e sendo encontrados em grande quantidade em todos os outros reinos, povoados ou tribos. Os aasimar, azurin, elans, tieflings e xephs têm um parentesco distante com os humanos, bem como os raros meio-elfos e meio-orcs. Humanos podem cruzar com quase todas as raças inteligentes, com exceção dos anões (quer dizer, eles ainda podem ter relações sexuais e coisa e tal, mas as raças não são geneticamente compatíveis). Races of Destiny inclui feats exclusivas para humanos.
Tieflings
Alguns vivem na Ilha Proibida. Tieflings não formam comunidades, vivendo entre os humanos. Possuem grande destaque na Brigada Negra; muitos são soldados de elite. Raramente atuam como comandantes de exércitos; sua falta de Carisma não ajuda a inspirar as tropas. Races of Faerun tem uma coleção de feats interessantes para tieflings
Xephs (Expanded Psionics Handbook, página 15)
Habitantes de distantes terras no oeste, os xephs são admirados pelo povo das regiões ‘civilizadas’. Muitas vezes eles viajam para o Grande Círculo para se aventurar, retornando a suas tribos mais tarde. Com freqüência os xephs são spirit shamans, swordsages ou soulknifes. São os criadores do estilo de combate e filosofia bushido, baseado na feat Combat Focus. Complete Psionic tem algumas feats exclusivas dos xephs.
Livros de Referência Importantes:
Unearthed Arcana – A maior parte das regras opcionais de Grand Dream está neste livro. É importante estar familiarizado com elas antes do início do jogo, já que elas têm um impacto muito grande na ação; em especial em relação às armaduras. As classes de prestígio Bard e Paladin também estão neste livro.
Complete Warrior – As restrições no uso de magia são descritas neste livro. Além disso, os talentos e classes de prestígio nele apresentados são em geral bastante apropriados em Grand Dream.
Tome of Battle – O Caminho Sublime, a sabedoria marcial que representa a Magia Vermelha, é descrito em detalhes neste livro, bem como as classes básicas Swordsage, Crusader e Warblade. Repare que estas classes sofrem as mesmas restrições das demais classes usuárias de magia, ou seja, seu nível total não pode ser maior que metade do nível máximo do personagem. Elas podem, porém, ser adquiridas desde o primeiro nível.
Magic of Incarnum – Os azurins, habitantes do Deserto Azul, são descritos neste livro, bem como a Magia Azul da qual são os mestres. Não existem em GD dusklings, rilkans ou skarns. Este livro contém também as classes Incarnate, Soulborn e Totemist. O Incarnate e o Totemist estão sujeitos às restrições das classes usuárias de magia; o Soulborn não.
Expanded Psionics Handbook – Apresenta os xephs e elans, raças importantes dentro do mundo de Grand Dream, além do psionicismo, a Magia Verde. A classe Wilder não existe em GD; a classe Psion é sujeita às restrições para classes usuárias de magia e Soulknife (que dificilmente pode ser considerado um usuário de magia) não. O Psychic Warrior, por outro lado, tem uma mecânica especial, sendo limitado a 2/3 do nível total do personagem em vez de ½, da mesma forma que o Duskblade.
Player’s Handbook 2 – Apresenta as Combat Form feats, comuns entre os xephs, e a classe Duskblade, a mais comum entre os elfos de Visper.
EDIT: Geez, eu sou muito tapado. Ainda bem que ninguém percebeu.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Sound the revolution's thunder
so much I can't believe
grown man just tryin' to be true to myself impossibly
I may not ever get rich might wind up diggin' a ditch
I won't cry and I won't bitch
I wont back down and I'll never quit
It is my badge of pride; hardcore 'til the day I die
just tryin' to survive
I won't back down or apologize
Say what you wanna say
I'm not listening anyway
I'll believe in what I wanna believe
true to myself
that's how it's gotta be.
All the methods that I use
all the things I use and abuse
it all leaves me confused
I've been torn up, beat down and bruised
but somehow I was saved and I'm standing here today
Now I do things my own way cause I'm never going back again
Pennywise, Badge of Pride
Heck, não sei como vocês aguentavam o Shinken emo, holy fucking geez. Let it be heard once again, the thunder of revolution! Tem pessoas que não aprendem nunca... eu sou um desses caras. ^^
Acabei de ler o livro quatro de Tsuki no Senshi Dragon Kishi. O protagonista dessa série, Satori Ryu, é um órfão que aos onze anos descobre ser a reencarnação de Silver, um guerrreiro do Milênio de Prata. A partir daí, ele passa a enfrentar ameaças ao planeta usando o poder da Luz, o elemento proibido. Dos onze aos vinte anos, Ryu praticamente só lutou. Lutou contra youmas, espécie de criaturas demoníacas nativas do próprio planeta Terra ao lado de Sailor V, enfrentou o Império Estelar de Garot no planeta Terra e depois foi atrás dele, atravessando mais de uma galáxia, deixando para trás os poucos amigos que tinha feito e a mulher que amava para cumprir um juramento feito em outra encarnação. Contra todas as chances, Ryu e os demais Dragon Kishi venceram Garot e voltaram ao planeta Terra... para encontrá-lo sob ataque das forças extradimensionais de Dark Angel, que além de derrotá-los e matarem alguns de seus amigos e aliados roubaram seus poderes. Agora apenas um humano normal com lembranças do Milênio de Prata, Ryu liderou seus amigos para um país dominado por demônios ainda mais poderosos que ele havia enfrentado anteriormente (quando ainda tinha seus poderes) para recuperar o Cristal de Prata. Três dos companheiros de equipe de Ryu, incluindo sua companheira de treinamento, morreram. Além disso, o Príncipe da Terra, Endymion, um dos fundadores de Crystal Tokyo, o futuro utópico pelo qual eles lutavam, morreu - com isso, toda a esperança de Ryu por uma recompensa pelos seus sacrifícios também morreu. Por fim, Aino Minako (a Sailor V), por quem Ryu era apaixonado, se sacrificou para salvá-los. Sozinho, sem poderes, sem recompensa e sem amor, Ryu ainda assim recuperou o Cristal de Prata, contra todas as chances, fugiu com ele para outra dimensão e apesar de demonstar alguns momentos de fraqueza conseguiu retornar com o mesmo, no processo adquirindo uma outra arma poderosa. Tudo por causa de um juramento... um juramento que nem mesmo foi ele quem fez.
Até que a última gota do nosso sangue seja arrancada de nós, até que oAté a última gota de sangue. Impressionante como a gente pode parecer pequeno lendo uma obra de ficção. Como a gente pode pensar em desistir de uma faculdade, por exemplo, quando Ryu não desistiu de lutar contra um mundo inteiro (heck, MAIS DE UM mundo inteiro).
último de nós caia, nós vamos proteger os Reinos com o máximo da nossa capacidade.
Pela honra dos Dragon Kishi, isso nós juramos.
Até a última gota de sangue. Obrigado, Ryu.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Coração da tempestade
Estava frio. Ignorou o casaco; havia deixado-o para trás faz muito tempo. Se é que ainda havia atrás, pensou tristemente. Deve ter sido engraçado, pelo menos para ele, porque riu. Uma única risada, quase um sorriso, o máximo que podia fazer sem desfazer seu olhar. Alegria não combinava com aquele olhar. Um sorriso não combinava com aquele olhar. Uma pessoa não combinava com aquele olhar.
Se levantou. A água escorreu por todo seu corpo. O vento desnudou seu ombro direito, mas ele não se importou. Ou talvez nem tenha percebido. Deu dois passos para trás; escorregou na graxa presa na sola dos sapatos. Recomposto em alguns segundos, sem desviar o olhar mesmo enquanto caía, correu. Quebrou telhas, escorregou, quase caiu. E quanto estava perto o bastante (quando julgou estar perto o bastante), saltou.
O ar congelou a seu redor, o tempo desacelerou, a gravidade inexistia. As gotas não o atingiam em seu momento sublime parado em pleno ar, sua camisa pendurada no braço esquerdo. Voava; invencível, inabalável, seguro. Determinado. Nem por um segundo achou que não conseguiria. Havia vencido desde que tomara a decisão. Esticou o braço, uma certeza absoluta guiando seus movimentos como uma máquina perfeitamente calibrada. Uma gota tocou seu rosto. Os dedos tocaram a borda. Flutuou e se segurou. Gotas o atingiram como uma metralhadora, seu mundo explodiu em dor contra a parede. Ele apenas esticou o outro braço e se puxou para cima com um único movimento, apesar dos braços finos, colocando-se imediatamente de pé no último telhado. E a chuva se tornou tempestade.
Gotas se tornaram baldes, vento se tornou furacão, o frio se tornou gelo. Seu olhar se transformou. Desafiava a água, desafiava o vento, desafiava o frio, com seu olhar destemido, um sorriso selvagem estampado no rosto molhado de chuva e lágrimas. O vento arrancou de vez a camisa e ele precisou ajustar a base para não cair do telhado. Respirou fundo e começou a gargalhar. Era imbatível. Via o vento arrastando folhas que nada podiam faezr para reagir, a força das pancadas de água dobrando plantas e as pessoas tremendo de frio abaixo dele. Sim, abaixo dele. Havia superado a água, o vento e o frio. Havia superado a tempestade.
Mas era tolo. Como toda pessoa, havia tolice escondide em algum canto de sua mente e sua alma e, como tolo que era, lançou um olhar para o céu. Um único olhar para o céu, para a imensa, assustadora e magnífica nuvem negra que vomitava água e vento e frio. Um brilho azul e ele olhou o coração da tempestade. E a tempestade olhou em seu coração. E o trovão soou como uma gargalhada depois que o relâmpago o ofuscou e o raio atravessou seu corpo.
sábado, 28 de julho de 2007
Chotto shiawase
someone tries to hide himself, down inside himself he prays
someone swears its true love until the end of time, another runs away
separate or united, healthy or insane
Eu não queria que meu blog fosse super famoso. Não acho que mereça. Não queria - não quero - um sucesso de público e crítica, não quero ser uma pseudo-celebridade virtual.
Só quero mais que dois comments por post. I mean, é pedir demais? ^^
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Sic Transit Gloria
It used to be the reason I breathed
but now it's choking me up.
Die young and save yourself.
Hoje fui tentar resolver o lance da TIM. Fui ao shopping sozinho e no caminho pensei como, quando eu era mais novo, ficava olhando para as pessoas sozinhas nos McDonald's e pensando como achava triste. Nessa mesma época eu fui ao cinema sozinho pela primeira e última vez; foi um dos dias mais tristes da minha vida e só reafirmou minha teoria de que ir ao shopping sozinho era triste e patético. Mas eu era jovem e (mais) idiota.
Não resolvi nada na TIM, me enrolaram de novo. Fiquei na Siciliano lendo Artemis Fowl - A vingança de Opala (Acho que era isso. Posso estar redondamente enganado, porém). Cheguei na metade. Foi o livro que eu menos gostei até agora. Os personagens secundários não são tratados com o detalhismo de antes, perdendo todo o seu charme e os personagens principais estão tão previsíveis que perdem o carisma. A narrativa é meio arrastada e parece ter piorado desde o último livro que eu li. Até onde eu li, Artemis não havia recuperado suas memórias; meu único motivo para terminar o livro é descobrir como ele o faz. Lembro que eu fiquei hipnotizado quando li o primeiro Artemis Fowl. Mas eu era jovem e (mais) idiota.
No caminho de volta, decidi caminhar, mais na esperança de me perder que por qualquer outra coisa. Não me perdi e descobri que o Norte Shopping é bem mais perto da minha casa que eu me lembrava. Enquanto andava, percebi que já fazia uma quantidade absurda de tempo desde que eu tinha falado com alguém; hell, eu nem mesmo tinha aberto a boca nas últimas duas ou três horas. E eu não estava me sentindo necessariamente mal, o que me fez lembrar dos períodos em que eu ficava muito triste e daí me desligava do mundo só para ver se alguém percebia. Invariavelmente ninguém percebia, eu ficava ainda mais triste e tentava fazer alguma estupidez para chamar atenção. Mas eu era jovem e (mais) idiota.
Sempre gostei de coisas planejadas, de controlar cada aspecto de tudo, ter planos de contingência. Mania de mestre de RPG, provavelmente. Hoje eu percebi que não tenho controle de nada, que mesmo os melhores planos de contingência têm brechas e que no final das contas não adiantam nada. Na vida pelos motivos óbvios e na mesa de jogo porque os jogadores NUNCA acreditam que você tinha tudo planejado antes. Hoje eu tive muitas idéias para Grand Dream e ia colocar tudo no papel, tentar fazer alguma coisa que me deixasse bem... mas eu estou velho e a cada dia mais idiota.
E como eu queria ter morrido mais jovem e menos idiota.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Avengers, ASSEMBLE!
Nada mais óbvio, você copia o Lam (amigo do Tarik) e faz seu casting para um filme dos Vingadores. Não, nada dessa babaquice de Vingadores clássicos que você vai ver logo logo nos cinemas -- um filme dos New Avengers mesmo! Quem se importa se é obscuro, nem um pouco mainstream e se só quem é nerd true mesmo conhece?! O casting é meu e eu faço o que quiser com ele!
New Avengers
Roteiro: Kevin Smith. Duh.Direção: Não sei. Sério. Oh, eu? Eu não poderia... pensando bem, poderia sim.
Elenco:
Arrumem uma peruca, bigode ele já usou em vários filmes. Stephen Strange requer um ator poderoso, irado, boladão, salve-salve... erm. Ben Kingsley é experiente, tem a idade certa e um olhar de que poderia te mandar pra outra dimensão sem o Olho de Agamotto. E ele é bastante Estranho...
Face it: Hugh Jackman É o Wolverine. Fiz algumas pesquisas e descobri que ele é canadense, já foi casado com uma nativo-americana e uma japonesa, tem um fator de cura mutante e idade aproximada de 200 anos. E o cara já fez musical da Broadway... mas I mean, quem vai chamar de bicha um cara que É o Wolverine, pelamordeJoey? Não eu, garanto.
Claro, óbvio, EVIDENTE que a imagem é menor que a do Jackman. Não me levem a mal, eu adoro o Spidey, mas ele também É o Tobey Maguire. Olhem a cara tortar desse infeliz, esse sorriso de "eu tomo Nescau todo dia de manhã" e o cabelo, omfg, o que esse cara faz com o cabelo?
A grande questão: o canalha é talentoso e tem experiência como Pete. Então, pra que complicar? Maguire it is.
Tá, e daí que Clint Barton é loiro, uh? O codinome do cara é Ronin e ele era um arqueiro, for crying out loud. A última coisa de que podem reclamar é da cor dos cabelos do Viggo garotão (sendo que ele JÁ tingiu de loiro para outros filmes). Viggo Mortensen tem a energia, carisma, vigor e charme que Clint Barton merecem. E ele finalmente vai virar um ranger de verdade e usar uma espada em cada mão, weeeee.
Tá, essa eu vou precisar explicar bastante. Pra começo de conversa, apesar de obscura, Echo é uma personagem foda. Ela é uma latina surda que cresceu na Cozinha do Inferno (bairro do Demolidor) e que tem o poder mutante de reflexos fotográficos; ela podia copiar os movimentos de tudo o que vê. Basicamente, se ela vê Bruce Lee, ela pode lutar como Bruce Lee. Agora lembre-se que ela estará em cena junto com Punho de Ferro (um dos maiores artistas marciais do mundo), Luke Cage (the scariest mottafucka nigga you ever saw), Clint Barton (que venceu um Celestial com FLECHAS) e Wolverine. Imagina o que a menina poderia fazer, meu povo minha pova. Foda, pra resumir em uma palavra. Por mais que me corte o coração pintar uma mão branca no rosto de Milla Jovovich, escalar Salma Hayek para o papel seria pedir demais. E, geez, por acaso a imagem dela nos quadrinhos parece latina? Claro que não. E quem reclamar de ver Milla Jovovich em um papel que vai fazer com que rasgue as próprias roupas e faça poses interessantes e reveladoras devia se internar.
Tyrese Gibson MY ASS! Ntare Mwine (M'ed, de Diamante de Sangue) é a cara de Luke Cage. Sinceramente não me lembro dele muito bem no filme, mas ele não pode ser pior que o Tyrese Gibson. NINGUÉM é pior que o Tyrese Gibson.
Eu adoro o Luke Cage. Sem motivo, eu sei, mas adoro. Muito. Loucamente. De um jeito meio gay até. Ui.
Outro personagem que requer apresentações, Punho de Ferro é fruto de duas coisas: a febre de Kung-fu dos anos 70 nos EUA e a Marvel ter os direitos da série Kung-fu. Eles lançaram zilhões de personagens artistas marciais na época, incluindo Punho de Ferro. Basicamente, ele pode curar e dar uns socos fenomenais. Matthew Marsden tem uma certa semelhança física com Danny Rand e tem uma certa experiência com artes marciais de (argh) DOA: Dead or Alive. Provavelmente Danny merecia um ator melhor, mas sinceramente, nem Kevin Smith ia achar muito espaço para ele dentro do filme. Só o que Punho de Ferro faz é lutar kung-fu, cacilda. Tudo o que ele faz outra pessoa na equipe faz melhor. Não me entendam mal, eu adoro Danny Rand. Ele tem um character design excelente, algumas quotes memoráveis e teve peito de se vestir de Demolidor durante Civil War. E, cacete, qualquer um que sobrevive durante anos tendo o Cage como parceiro merece respeito.
Carrie Anne-Moss é praticamente uma musa nerd depois de Matrix, convenhamos. E uma personagem apagada como a Mulher-Aranha precisa de uma atriz forte para que tenha um bom papel. Se bem que, com os poderes que ela tem, Kevin Smith provavelmente ia basear o roteiro todo nela. E na Echo. E o filme se chamaria Mulher-Aranha & Echo. E seria pornô.
Jessica é provavelmente uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos. Super-heroína prematuramente aposentada por traumas emocionais, Jess tem problemas de gente normal e alegrias de gente normal. Ela é o interesse romântico de Luke Cage (o quão romântico Cage pode ser) e precisa de uma atriz que saiba fazer pequenos papéis e ainda assim se destacar. Alyson Hannigan me parece perfeita, principalmente se levarmos em consideração a adolescência problemática de Jess.
Os Antagonistas:
Um bom filme de heróis precisa de vilões. Um bom filme com uma equipe de heróis obviamente precisa de uma equipe de vilões. Mas, sinceramente, eu só consigo pensar no...
Ninguém, nem mesmo Brian Michael Bendis (o autor de Alias; a excelente série em quadrinhos da Marvel, não o seriado nojento que só vale pela Jennifer Goobles), me convencerá de que o Homem-Púrpura (pelo menos como aparece em Alias) não foi feito espelhado em Robert Downey Jr. I mean, eles são, hmm, ya' know, iguais! Eu realmente devia estar me esforçando mais para deixar essas explicações mais explicativas. Aliás, algum de vocês aí SABE quem é o Homem-Púrpura?
Ufa, isso deu um trabalho desgraçado. E provavelmente ficou ruim. ^^
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Sina
Bom, meu destino não é ter um blog. Não sei, não funciona. Nunca funcionou. Ninguém comenta dessa bodega. Ninguém GOSTA dessa porcaria. Muito menos eu. Odeio o design, odeio o jeito que eu escrevo, odeio tudo. Odeio tudo.
Acho que minha sina deve ser essa, odiar o que eu faço. É o que me fez largar Ryu no Densetsu sem final, o que me fez abandonar o Karyu, largar o Espadas e Melancias... e sabe-se lá o que mais. Sou um imbecil auto-destrutivo em ciclos de odiar aquilo que faço e a mim mesmo. E geralmente com razão.
Sem contar que eu nunca consigo o que quero. É sempre so close... yet so far.
domingo, 15 de julho de 2007
A curva, versão 2.5
Sem mais...
A curva
A música soava com uma freqüência rotineira. Os alto-falantes suavemente vazavam o som de teclados e percussão leve, criando uma sedutora trilha sonora para nossa viagem à meia-noite através das cortinas do negrume. As janelas estavam frias ao toque, refletindo as condições geladas do lado de fora. Manchas de sal e impressões digitais sujavam o vidro e nas ruas neve derretia escorria como cascata das calçadas. Um casal se abraçava na esquina, dividindo mais calor que eu sentia em meu assento estofado e casaco fechado.
A música pulsou mais alta, porém gentil, como o chiado distante de um pote de água fervente. O céu brilhava fracamente, dando-nos um vago vislumbre da aurora distante (o dia em que eu aprender a voar, eu nunca vou descer, pensei despreocupadamente). O carro disparava por um trecho dolorosamente reto da estrada e ela não tinha movido o volante nem ao menos dois graus nos últimos vinte minutos, nem mesmo falado.
Percebi finalmente que tinha chegado a época dos resfriados e sobretudos. Se estávamos quietos na viagem era porque queríamos chegar em casa, pensei. Resquícios das memórias do verão inundaram minha mente, os dias que eu guardava nos confins da minha mente. Como nós fomos; tão perfeitos e tão felizes, nas memórias do verão tão distante do medo e dos ciúmes. Agora, entre cada sorriso há uma lágrima nos olhos. O tempo era tão tangível (eu nunca o deixarei escapar). Nossos sonhos pareciam tão distantes. Um trem havia saído da cidade uma hora atrás; mas esperara por ela... e nem eu.
A música parou e por um instante o carro parecia parado também, a paisagem tão repetitiva que era estática. Sem desviar o olhar, com um gesto quase mecânico, ela tocou o botão de reprodução suavemente com a ponta de sua unha manicurada. Se eu fosse resoluto, ela me pediria para mudar?
"Por que você está fazendo isso?", ela disse sem esperar uma resposta. Sua voz penetrou o ar viciado como um espião em filmes de criança, tão silenciosamente que fez meu coração saltar.
"Eu não estou fazendo nada", eu disse, sem um átimo de crença no que dizia. "Isso é o que é melhor. Para mim, para você, para nós." Ou talvez apenas para mim, eu pensei, enquanto uma lágrima se formava no canto de seu olho esquerdo. Chovia; não uma torrente mas uma garoa fina, triste e gelada que parecia seguir o ritmo sonolento que pingava dos alto-falantes. Eu não te amo mais, era tudo o que eu queria dizer. Nunca havia sentido tanto frio. E sob o véu do crepúsculo seguimos.
Súbito, a música jorrou dos alto-falantes e nós estávamos nos perdendo na cadência, duas poças crescentes em uma tempestade. Ela olhou para baixo e fechou seus olhos por um pouco mais que um instante, suas mãos delicadas se fechando com força no volante. Então ela estava chorando. Então ela estava gritando. Então eu estava gritando. Nossos mundos se chocavam e a distância se mantinha, a culpa e a apatia fazendo chover confissões, sem respostas ou soluções... e nós nem ao menos sabíamos as perguntas.
Nossas vozes entrecortadas se tornaram parte da música. O carro dardejava pela noite. Enquanto nossas vozes diminuíam, a cadência novamente dominou o ar. Adiante, uma curva se aproximava. Ela não fez menção de frear.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Scrutiny
Years go flying by
No one seems to hesitate or cast an earnest eye
Judgment comes in many forms but never scare or shy
And the litany is long as the confidence is strong in their delight
Hoje eu parei em uma dessas ligações entre um bloco e outro da UERJ e fiquei olhando as pessoas se arrastando lá em baixo, feito formigas sem rumo. E... saco, não consigo terminar nenhuma linha de raciocínio. Foda-se.
Enfim, eu tava lá olhando pra baixo e percebi que dá pra pular pra varanda da biblioteca do andar de baixo a partir do parapeito e nem é muito arriscado. Alguém quer ir comigo pra tirar uma foto do meu triunfo? I mean, não tem nada mais gratificante que arriscar sua vida por motivo NENHUM. Pelo que eu olhei, dá uns 65% de chance de sucesso.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Just burn the photographs and bury all the pages that we knew
Para começo de conversa e fingir que isso é útil e que alguém vai ler, vou falar sobre Grand Dream. Meu novo e ambicioso projeto de RPG, Grand Dream é um remake de um plot que eu já tentei fazer várias vezes - um reino governado por uma linhagem de meio-celestiais (ou aasimar, ainda ñ tenho certeza) cai diante de uma força maligna, ameaçando a paz em todo o mundo. A única esperança é o(a) único(a) sobrevivente dessa dinastia e seus valentes companheiros, que precisam enfrentar a Mácula da Ilha Sombria e conseguir aliados dos demais reinos para conseguir salvar o mundo do terrível Villa, líder dos exércitos do mal.
Sim, é clichê, sim é simples e sim chega a ser ridiculamente maniqueísta. Ou pelo menos é o que eu quero que todo mundo acredite. Estou fazendo um puta trabalho em termos de regras para deixar Grand Dream com uma cara bem única e espero que valha a pena. Planejo usar spell points e armor as damage reduction, dando um ar mais anime ao cenário. Não sei se opto por um cenário de baixa magia ou um cenáiro onde a magia é usada de forma "realista" (vide Eberron). Algumas raças terão papéis especiais: os Xeph (do Expanded Psionic's Handbook) serão guerreiros reclusos de uma tribo afastada; os Anões terão uma ligação quase elemental com o elemento terra (talvez faça a mesma coisa com os Elfos, usando a variante Elfos do Fogo do Unearthed Arcana, mas dunno). Sobre classes, bomba: talvez eu proíba o Guerreiro e o Ladino.
Cansei de falar sobre Grand Dream. Até outro post.