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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Chroma

Primeiro, ela escolheu se chamar Chrome. Pensou que soava bem, que transmitia bem a idéia que ela queria e exemplificava seus poderes. Essa era metade da importância do nom de guerre de um mutante, não era? Explicar seus poderes antes que precisassem perguntar. Na primeira semana, soube através de um militante dos direitos mutantes que já existia um Chrome, um já falecido capanga de Magneto. Querendo se distanciar de qualquer relação com aquele homem assustador, ela decidiu se chamar Chroma, o que trazia (pelo menos para ela) um certa sensação de empoderamento feminino.

Ela sempre teve dificuldades em decidir o que fazer da vida. Sem muitos sonhos ou grandes paixões, nem mesmo com traumas e dificuldades extremos, ela seguia pela vida na pista do meio, sem grandes excessos. Era uma vida que não era nunca mais nem menos, uma vida monótona e confortável, mais uma pessoa na multidão. Ela não sabia dizer, hoje, se gostava ou não daquela vida que seguia. Só que quando a revelação chegou, as coisas espiralaram fora de controle e não tinham mais volta. E era tudo culpa dela.

Um dia, no bar com os amigos de faculdade, ela serviu todos de cerveja e colocou a garrafa de volta na mesa. Alguns minutos depois, comentaram que a garrafa estava vermelha. Isso levou a meia dúzia de comentários, uns mais alarmados que outro, e outra garrafa veio. Mais tarde, em seu apartamento, ela ouviu um grito vindo do banheiro. Era sua amiga, que passara a noite dormindo no sofá e ao se olhar no espelho, viu que seu cabelo estava azul. Foi quando ela descobriu que era Chroma - possuía a habilidade mutante de mudar a cor das coisas.

Claro, uma mutação tão pequena podia ser ocultada se fosse controlada. Mas vendo na TV todos aqueles homens e mulheres uniformizados, como eles pareciam tão acima dos problemas mundanos que ela enfrentava sonolenta dia-a-dia, ela se decidiu. Não seria só uma mutante, seria uma mutante uniformizada, uma super-heroína.

As boas intenções de Chroma não deram muito certo. Seu poder primeiro ajudou com a confecção do uniforme - era só juntar as pessoas que queria e depois mudar as cores ao seu bel prazer. Após alguns dias rodando pela cidade em seu novo uniforme e recebendo mais atenção masculina do que nunca (ela nunca se achou muito bonita, mas aparentemente colantes e decotes tinham esse efeito), ela encontrou o primeiro crime em que se intrometeu - um assalto a uma farmácia. Felizmente eles não tinha armas. Ela foi empurrada para o lado, tentou perseguir os ladrões, ficou sem fôlego mais rápido que esperava. Não teve a chance de mudar a cor de nada. Mas perseverou em seu objetivo de se tornar um símbolo de alguma coisa através de suas ações e poderes. Ajudou um policial a impedir um estupro, ainda sem mudar a cor de coisa alguma. O policial, apenas um pouco mais velho que ela, recomendou que ela entrasse para a força policial ou procurasse um dos grupos de ajuda mutantes da cidade. Ela não gostou das sugestões e continuou nas suas patrulhas, até interromper um assalto a mão armada. Chroma nunca teve nenhum treinamento de defesa pessoal ou artes marciais, mas dessa vez ela pensou no que fazer. Saltou pela porta, a capa segura firme nas mãos, balançando-a enquanto trocava as cores da mesma com velocidade estonteante e se movia rápido na direção de seu alvo, seu vilão. O show de cores atordoou o homem por tempo suficiente para o soco de Chroma atingi-lo em cheio. Ela tomou a arma dele, eufórica, e apontou para o mesmo para que não se movesse. Nervosa e sem nenhuma prática com armas de fogo, ela atirou sem querer.

Presa por homicídio, com a faculdade interrompida, Chroma não tinha muito mais o que fazer na cadeia a não ser praticar seus poderes de mudança de cor (ela ainda não conseguia mudar as cores de algo que não estivesse tocando, por exemplo) e se manter viva.

Faltando dias para ser liberada, ela não fazia idéia do mundo que encontraria lá fora ou do que faria quando saísse. Ela era só uma menina que mudava cores.

sábado, 21 de novembro de 2009

Amor à deriva (Yu Yu Hakusho)

Putz, a trilha sonora de YYH dublada é muito foda.
O espelho se quebra e te reflete
Só vejo tristeza nos teus olhos.
Não sei dizer, nem sei porque
é sempre tão difícil te encontrar.
Ouço a tua voz a me chamar.
Sigo noite a dentro a te procurar.
Só você pra me dizer
que tudo que eu preciso é viver.
Nessa noite eu quero
sentir você mais perto de mim,
te envolver em meus braços
e ver a força deste amor não ter mais fim...
Nosso amor assim feito um barco,
com seus altos e baixos, à deriva no mar.
No meu peito bate a certeza
de que toda tristeza vai acabar.
Vai acabar...

sábado, 24 de outubro de 2009

Picareta: Bal perfuração (ouch)

Normalmente eu não falo sobre esse tipo de assunto, mas a coisa tomou uma proporção bem grande e eu acho uma boa dividir meus pensamentos sobre isso.
Recentemente, um conhecido portal de RPG nacional fez uma chamada de "trabalho" em que dizia basicamente Seu trabalho não será remunerado, mas lhe dará visibilidade no mercado de RPG... o que é uma tremenda picaretagem.
Sinceramente, essa picaretagem toda no mercado de RPG nacional me entristece muito. Quem joga pelo menos desde o começo do século deve lembrar dos pequenos escândalos que rodeavam as publicações de uma certa editora, com regras sempre muito semelhantes a lançamentos importados e chegando ao ponto de usar fotos de filmes famosos com filtros de Photoshop como ilustrações originais (sem pagar direitos autorais). Eu gastei meu dinheiro comprando o "Guia de Classes de Prestígio" dessa editora, que claramente foi escrito por alguém sem NENHUMA experiência em d20, citando absurdos como Acuidade como Arma (arco)* e me arrependi horrores, puro oportunismo e picaretagem. Agora, um camarada que foi responsável por afundar em cinco edições uma revista que tinha durado 111 antes dele aparece querendo escravizar a molecada enquanto oferece "visibilidade no mercado"?!
Quando eu comecei a ler material de RPG, só existiam as traduções da Devir e eu desde moleque ficava com a pulga atrás da orelha por causa dela (desde a primeira vez que eu li a desvantagem "Mau Humor" de GURPS sabia que o nome devia ser "Cabeça Quente"... e eu tinha DEZ ANOS quando li GURPS pela primeira vez) mas nunca, jamais pensei que fosse picaretagem da Devir. Tradução é uma coisa complicada. Quando eu acompanhava a DB, muitas vezes coisas me incomodaram (falo e repito quantas vezes precisar que detestei a adaptação de Yu Yu Hakusho, que não tinha absolutamente NADA além de umas fichas com as quais eu nem concordo e ainda era matéria de capa) mas era claro que era um trabalho sério feito por gente que amava o que fazia. Agora com a Jambô a gente vê a qualidade das traduções subindo mais e mais, a editora fazendo opções que o povo jamais pensaria dez anos atrás para baratear livros (como o Mutantes & Malfeitores P&B) e (gasp!) download gratuito de um dos livros mais esperados dos últimos anos no RPG nacional.
Bom profissional dá bola fora de tempos em tempos, ninguém é perfeito... mas não faz picaretagem.
*Para quem não sabe, arcos são armas de ataque à distância, em D&D 3.0/3.5 você faz ataques à distância usando seu modificador de Destreza. O talento Acuidade com Arma (Weapon Finesse) na 3.0 exigia que você escolhesse uma arma corpo-a-corpo leve específica para receber seu benefício (na 3.5 funcionava com todas as armas leves, o sabre, a corrente com cravos e algumas armas exóticas de suplementos posteriores) - usar o modificador de Destreza para ataques em vez do modificador de Força. Percebam que não só um arco não pode receber o benefício do talento Acuidade com Arma como se pudesse não faria diferença nenhuma, porque um arco já usa o modificador de Destreza. Era só ler o Livro do Jogador!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

The Kobold Victory Table

(Retirado Draconomicon: Chromatic Wyrms - muito provavelmente será adaptado para goblins no GD)
When a kobold reduces a character to 0 or fewer hit  points, roll d20 and refer to the following table if you  want to inject some random craziness into your game.
1–10   No effect. Chitters, giggles, or does a little victory dance. 
11   Kill things, take their stuff! Spends minor action to pick item off the fallen adventurer then runs off to hide its treasure. 
12   Ask not what you can do for the tribe! Spends 1 round delivering a victory speech. All kobolds within 5 squares heal 5 hit points. 
13   I attribute my success solely to luck! Immediately hides in its victim’s backpack or under his unconscious/dead form. 
14  Whoa! That’s never happened before! Stunned until the end of its next turn. 
15   Come get some! Spends 1 round taunting the nearest PC. 
16   Victory! Lets out an inspiring whoop granting kobolds within 5 squares +1 on attacks for the rest of the fight. 
17  You’re next! Gains 1 action point. 
18   This will only anger them! Flees but returns to fight in 1d4 rounds. 
19   I’m only getting started! Heals back up to its bloodied hit points, or up to full if not yet 
bloodied.  [NOTA: bloodied significa metade da HP total]
20   Fear me! Gains +2 on attack rolls and damage and +1 on defenses until the end of the encounter.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Year of Rogue Dragons

Ultimamente, quase tudo que eu leio me decepciona. Ultimate Spider-man piorou ao ponto que eu parei de comprar, já praticamente desisti da DC (é, no ano dos Lanternas Verdes, pra vocês verem como a coisa tá preta - trocadilho proposital), não quero nem falar dos mangás porque eu corro sério risco de chorar.
Nem tudo são trevas, relly - Kick-Ass me surpreendeu, minhas webcomics nunca me abandonam, One Piece fica cada vez mais foda (mas os dois últimos capítulos de Fairy Tail foram meio meh - taí, pronto, falei, agora logo mais eu vou chorar, fodeu)...
...e tem Year of Rogue Dragons.
Não, não é uma história em quadrinhos e sim um livro (uma trilogia, actually)... infelizmente. Não que seja mal escrito, não que a narrativa não seja instigante, não que os personagens não sejam bem desenvolvidos e carismáticos, não que a história não seja bem amarrada - anos-luz longe disso, a série é MUITO maravilhosamente foda. O que falta é o visual. Embora eu tenha minhas próprias imagens mentais de Dorn, Taegan e cia (aliás, tenho que mencionar - pra mim o Taegan parece o Domenik de Merc$ e as escamas da Kara são roxas, não importa o que o livro me diga não consigo imaginar diferente), tem algumas cenas tão supercalifragilisticamente ultrafodásticas que eu PRECISO ver aquilo em tinta, o vermelho do sangue, o brilho do metal, o ódio nos olhos dos dragões e a fodacidade do Dorn.
Dorn Graybrook, protagonista da série, é sem dúvida alguma o Chuck Norris de Faerun. Ele encara na unha (literalmente) um dragão negro praticamente por conta própria logo no começo do livro. Dorn tem todo um estilo de luta exótico, tem cu de encarar dragões usando armadura de couro (tá, metade do corpo dele é de metal, foda-se, mas enfim) e não leva desaforo pra casa.
Tá, vou parar de fanboyzice e falar da série de verdade. Primeiro, uma sinopse simples, rápida e rasteira spoiler free: os dragões de Faerun de tempos em tempos passam por uma Rage, em que todos enlouquecem gradualmente e esse tempo está chegando... mas essa nova Rage será diferente e aparentemente pra sempre. A base da história é essa. Mais adiante eu vou fazer uma longa rant com spoilers sobre o vilão, me aguardem.
Em termos de estilo, esses livros não têm nenhuma grande novidade. Rick Byers segue meio que uma fórmula consagrada de R.A. Salvatore nesse sentido, o que dá uma certa uniformidade a todos os romances de Forgotten Relams. Literatura de fantasia em geral sofre muito preconceito então sinceramente não vejo nenhum motivo pra condenar um escritor por seguir uma fórmula de tamanho sucesso. Um twist bem interessante que é mais uma questão de narrativa que de estilo é que os personagens principais possuem históricos interessantes mas bem simples, que podem ser resumidos em uma frase - como os bons e memoráveis personagens da sua mesa de D&D da noite de sábado (eu sei que é isso que você faz das suas noites de sábado, não pense que você me engana). R.A. Salvatore tem toda aquela paixão por longos históricos maravilhosamente intricados e complexos que você simplesmente vai esquecer quando a coisa voltar pro plot principal. Rick manter tudo simples e irado.
Ah, se tem uma coisa que os protagonistas têm é carisma. A dinâmica do grupo é deliciosa. Dá pena nos momentos que eles se separam. Todos, sem exceção, têm seus momentos de brilhar. E que momentos, cara. O livro tem sua dose de frases de impacto e elas te fazem perder o fôlego por si só. Quando alguém armado apenas com uma espada mundana para na frente de um dracolich e diz "So be it" antes de partir pra porrada, não tem como não se levantar da poltrona ou abafar um grito de "AWESOME!". Well, não tenho como pra mim, pelo menos.
A história avança num ritmo mais acelerado que o seu romance de fantasia padrão, o que sinceramente é muito bem-vindo. Chega de descrever cafés da manhã. O ritmo é muito acertadinho, porém - a coisa não parece corrida, tudo flui muito naturalmente.
Ah, não aguento mais. Preciso falar do Sammaster logo. Mas antes disso, 6 de 6 no MSQ.

SPOILER ADIANTE VOCÊ FOI AVISADO ENTÃO NÃO RECLAME CACETE
Sammaster. Pra quem não sabe, a história começa assim. Existia esse garoto, Sammaster, mago talentoso e prodigioso, com uma franjinha caindo por cima do olho (se duvidar ele tinha uma cicatriz gay que curiosamente era igual a um relâmpago, até). Sammy vivia feliz e contente com seus amiguinhos rsrsrs (ok não sei se ele tinha amiguinhos, mas aposto que tinha) discutindo quem tinha a maior varinha, onde guardavam os cajados e coisa e tal. Um belo dia, Mystra, a Deusa da Magia olhou pra Sammy e disse "Você será um dos meus Escolhidos". Os Escolhidos de Mystra são magos 00ber que recebem poderes dessa deusa pra serem mais 00ber e fazerem mil coisas sinceramente bem desnecessárias (geralmente atrapalhar as aventuras que um Mestre dedicado cuidadosamente elabora quando um bando de jogadores preguiçosos chegam pra eles chorando e pedindo ajuda - os game designers genialmente deram até endereço fixo pra vários deles). Sammy, recebendo esse dom (que, vamos lembrar, várias outras pessoas possuem) pensa com seus botões enquanto espreme uma espinha na frente do espelho "Puxa, essa tal de Mystra deve estar querendo dar pra mim". Etão ele fica todo lactoso falando "Mystra, Mystra, dá pra mim, dá pra mim, por favor, Mytra, puxa só uma vezinha Mystra, ai, Mystra dá pra mim" e Mystra nada. Chateadinho e butthurt, Sammy erra uma magia e mata um povo. Ele se revolta, decide que a culpa é dos outros e vai se vingar... e é reduzido a um amontado de cocô em com franjinha, porque ele é só uma bicha emo e Mystra é a deusa onipotente da maldita força que Sammaster quer usar contra ela. Enfim, um dos amiguinhos rsrsrs de Sammy (não falei que ele tinha?) o revive e Sammy fica todo revoltado pq Mystra tirou dele seus superpoderes de Escolhido. [NOTA IMPORTANTE: Reparem que até aqui eu não mencionei nenhum dragão] Procurando uma forma de se vingar, ele encontra uma nota de rodapé num livro de profecias de um cara aí (eu acho que Sammy deve ter comprado a bagaça de um mendigo por uma peça de cobre ou coisa assim) dizendo que um dia o mundo vai ser dominado por dragões mortos-vivos. Sammy decide que isso é irado, mas tem um probleminha: não existiam dragões mortos-vivos. Claro, isso pro Sammy não queria dizer que a profecia estava errada, só queria dizer que ele precisava INVENTAR os dragões mortos-vivos. Quero reforçar meu ponto de que Sammy não tinha nenhum amor em especial pelos dragões, erasó uma coisa de "ah, eu não tenho nada melhor para fazer mesmo". Ele pesquisou, convenceu um monte de magos (acho que esse pessoal faz qualquer coisa pra arrumar amigos, sei lá... deviam estar tão solitários que um cara falando "Hey! Vamos ajudar uns bichos maiores e mais fortes que a gente a dominar o mundo, pra eles nos devorarem depois?" parecia uma excelente idéia) a ajudarem-no e após muitas tentativas fracassadas, conseguiu inventar os dracoliches. No processo ele expandiu a nota de rodapé pra um livro inteiro (O Tomo do Dragão), fez robes púrpuras (eles são conhecidos como os Trajados de Púrpura. Isso é gay ou não é?) pro seu grupinho e umas garras fashion que eles prendem ao pulso por braceletes (eu não tô inventando isso, juro). Tá, aí o plano perfeito de Sammyboy esbarrou em um probleminha - dragões já vivem milhares de anos SEM precisarem apodrecer e com isso perder os prazeres da carne. Dragões NÃO QUEREM ser mortos-vivos porque, saca só, eles NÃO PRECISAM. Aí Sammy virou um lich (mas manteve a franjinha) e passou séculos se fodendo, batendo a cabeça na parede e tentando convencer os dragões um por um a virarem liches, geralmente fazendo favores e coisas assim. Claro que as forças que lutam pelo status quo em Faerun (nem só as forças do bem, todo mundo mesmo - Harpistas, Magos Vermelhos, os Escolhidos de Mystra, you name it) não queriam essa bagaça e sempre arruinavam os planos de Sammaster, que ficava a cada dia mais butthurt. Um belo dia enquanto se cortava, fazia as unhas e ouvia Fresno no rádio, Sammy descobriu um jeito de fazer os dragões entrarem numa fúria incontrolável, reduzindo-os a bestas sem mente, num processo longo e penoso que somente uma magia que ELE conhecia podia amenizar e que só podia ser completamente evitado com a transformação em dracolich.
Alguém reparou que esse filho de duas putas está ameaçando a merda do mundo inteiro só porque ele não conseguiu comer uma mulher?! Não tem como não odiar um vilão desses. Bem trabalhado pra cacete.

domingo, 13 de julho de 2008

Controvérsia em Heroes for Hire


Heroes for Hire era inicialmente o nome da revista do Luke Cage, eventualmente se tornou uma super-equipe e passou por várias formações e visões diferentes. Com o advento de Civil War (com Luke e Punho de Ferro nos Novos Vingadores) a nova formação de Heroes for Hire era comandada por Misty Knight, que consegue somar duas das coisas mais bizarras dos anos 70 em uma só: blaxploitation e Kung-fu craze. A equipe me chamou a atenção por muitos motivos - o principal era a inclusão de Shang Chi e Black Cat no rooster. Shang está parecendo o Liu Kang de Mortal Kombat, mas pelo menos tem atuações incríveis em combate. Black Cat está completamente descaracterizadas e inclusive parecem ter esquecido do poder mutante dela de controlar as propabilidades. Apesar disso, eu estava lendo a revista e gostando bastante até. Nada 'OMFG' como Thunderbolts, mas nada mal também.
Então algum imbecil fã de hentai fez essa capa.
Claro, deu uma puta duma discussão, a Marvel se defendeu, mimimimi. Mês seguinte saiu o último número de Heroes for Hire.
Gotta hate those tentacles.

Scorpion


Scorpion
Carmilla Black é a segunda personagem no universo Marvel a adotar a alcunha Escorpião. Diferente no que costuma acontecer em casos de alcunhas repetidas, Carmilla não tem nenhuma relação com Mac Gargan, o primeiro Escorpião.
Fruto de um experimento da IMA (Idéias Mecânicas Avançadas) dirigido por sua própria mãe, Carmilla possui a habilidade de metabolizar qualquer substância, tornado-a imune a qualquer droga ou veneno. A eficiência de seus processos metabólicos também a mantém na melhor forma física possível. Ela é capaz de usar o "Ferrão do Escorpião" através de uma glândula no seu braço que lhe permite transmitir efeitos maléficos das substâncias que seu corpo absorve para um alvo qualquer.
Aparentemente, Carmilla Black é filha do doutor Robert Bruce Banner.
Entre seus feitos notáveis estão nocautear o Hulk com apenas um golpe no período em que ele estava mais poderoso, a World War Hulk.
E sim, ela é minha nova musa.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Avengers, ASSEMBLE!

Sabe, tem horas que a gente se arrepende de várias coisas que fez. Tem horas que a gente percebe que fez tudo certo. Tem horas que tudo é mistureba só. E tem horas que você simplesmente queria que uma boa parcela dos últimos anos tivesse acontecido muito, muito diferente. Mas não adianta nada querer quando você não pode fazer nada. Daí, o que você faz...?

Nada mais óbvio, você copia o Lam (amigo do Tarik) e faz seu casting para um filme dos Vingadores. Não, nada dessa babaquice de Vingadores clássicos que você vai ver logo logo nos cinemas -- um filme dos New Avengers mesmo! Quem se importa se é obscuro, nem um pouco mainstream e se só quem é nerd true mesmo conhece?! O casting é meu e eu faço o que quiser com ele!

New Avengers

Roteiro: Kevin Smith. Duh.
Direção: Não sei. Sério. Oh, eu? Eu não poderia... pensando bem, poderia sim.
Elenco:
Doutor Estranho
Arrumem uma peruca, bigode ele já usou em vários filmes. Stephen Strange requer um ator poderoso, irado, boladão, salve-salve... erm. Ben Kingsley é experiente, tem a idade certa e um olhar de que poderia te mandar pra outra dimensão sem o Olho de Agamotto. E ele é bastante Estranho...


Wolverine
Face it: Hugh Jackman É o Wolverine. Fiz algumas pesquisas e descobri que ele é canadense, já foi casado com uma nativo-americana e uma japonesa, tem um fator de cura mutante e idade aproximada de 200 anos. E o cara já fez musical da Broadway... mas I mean, quem vai chamar de bicha um cara que É o Wolverine, pelamordeJoey? Não eu, garanto.

Homem-Aranha
Claro, óbvio, EVIDENTE que a imagem é menor que a do Jackman. Não me levem a mal, eu adoro o Spidey, mas ele também É o Tobey Maguire. Olhem a cara tortar desse infeliz, esse sorriso de "eu tomo Nescau todo dia de manhã" e o cabelo, omfg, o que esse cara faz com o cabelo?
A grande questão: o canalha é talentoso e tem experiência como Pete. Então, pra que complicar? Maguire it is.


Ronin
Tá, e daí que Clint Barton é loiro, uh? O codinome do cara é Ronin e ele era um arqueiro, for crying out loud. A última coisa de que podem reclamar é da cor dos cabelos do Viggo garotão (sendo que ele JÁ tingiu de loiro para outros filmes). Viggo Mortensen tem a energia, carisma, vigor e charme que Clint Barton merecem. E ele finalmente vai virar um ranger de verdade e usar uma espada em cada mão, weeeee.


Echo
Tá, essa eu vou precisar explicar bastante. Pra começo de conversa, apesar de obscura, Echo é uma personagem foda. Ela é uma latina surda que cresceu na Cozinha do Inferno (bairro do Demolidor) e que tem o poder mutante de reflexos fotográficos; ela podia copiar os movimentos de tudo o que vê. Basicamente, se ela vê Bruce Lee, ela pode lutar como Bruce Lee. Agora lembre-se que ela estará em cena junto com Punho de Ferro (um dos maiores artistas marciais do mundo), Luke Cage (the scariest mottafucka nigga you ever saw), Clint Barton (que venceu um Celestial com FLECHAS) e Wolverine. Imagina o que a menina poderia fazer, meu povo minha pova. Foda, pra resumir em uma palavra. Por mais que me corte o coração pintar uma mão branca no rosto de Milla Jovovich, escalar Salma Hayek para o papel seria pedir demais. E, geez, por acaso a imagem dela nos quadrinhos parece latina? Claro que não. E quem reclamar de ver Milla Jovovich em um papel que vai fazer com que rasgue as próprias roupas e faça poses interessantes e reveladoras devia se internar.

Luke Cage
Tyrese Gibson MY ASS! Ntare Mwine (M'ed, de Diamante de Sangue) é a cara de Luke Cage. Sinceramente não me lembro dele muito bem no filme, mas ele não pode ser pior que o Tyrese Gibson. NINGUÉM é pior que o Tyrese Gibson.
Eu adoro o Luke Cage. Sem motivo, eu sei, mas adoro. Muito. Loucamente. De um jeito meio gay até. Ui.

Punho de Ferro
Outro personagem que requer apresentações, Punho de Ferro é fruto de duas coisas: a febre de Kung-fu dos anos 70 nos EUA e a Marvel ter os direitos da série Kung-fu. Eles lançaram zilhões de personagens artistas marciais na época, incluindo Punho de Ferro. Basicamente, ele pode curar e dar uns socos fenomenais. Matthew Marsden tem uma certa semelhança física com Danny Rand e tem uma certa experiência com artes marciais de (argh) DOA: Dead or Alive. Provavelmente Danny merecia um ator melhor, mas sinceramente, nem Kevin Smith ia achar muito espaço para ele dentro do filme. Só o que Punho de Ferro faz é lutar kung-fu, cacilda. Tudo o que ele faz outra pessoa na equipe faz melhor. Não me entendam mal, eu adoro Danny Rand. Ele tem um character design excelente, algumas quotes memoráveis e teve peito de se vestir de Demolidor durante Civil War. E, cacete, qualquer um que sobrevive durante anos tendo o Cage como parceiro merece respeito.

Mulher-Aranha
Carrie Anne-Moss é praticamente uma musa nerd depois de Matrix, convenhamos. E uma personagem apagada como a Mulher-Aranha precisa de uma atriz forte para que tenha um bom papel. Se bem que, com os poderes que ela tem, Kevin Smith provavelmente ia basear o roteiro todo nela. E na Echo. E o filme se chamaria Mulher-Aranha & Echo. E seria pornô.

Jessica Jones
Jessica é provavelmente uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos. Super-heroína prematuramente aposentada por traumas emocionais, Jess tem problemas de gente normal e alegrias de gente normal. Ela é o interesse romântico de Luke Cage (o quão romântico Cage pode ser) e precisa de uma atriz que saiba fazer pequenos papéis e ainda assim se destacar. Alyson Hannigan me parece perfeita, principalmente se levarmos em consideração a adolescência problemática de Jess.
Os Antagonistas:
Um bom filme de heróis precisa de vilões. Um bom filme com uma equipe de heróis obviamente precisa de uma equipe de vilões. Mas, sinceramente, eu só consigo pensar no...

Homem-Púrpura
Ninguém, nem mesmo Brian Michael Bendis (o autor de Alias; a excelente série em quadrinhos da Marvel, não o seriado nojento que só vale pela Jennifer Goobles), me convencerá de que o Homem-Púrpura (pelo menos como aparece em Alias) não foi feito espelhado em Robert Downey Jr. I mean, eles são, hmm, ya' know, iguais! Eu realmente devia estar me esforçando mais para deixar essas explicações mais explicativas. Aliás, algum de vocês aí SABE quem é o Homem-Púrpura?


Ufa, isso deu um trabalho desgraçado. E provavelmente ficou ruim. ^^

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Just burn the photographs and bury all the pages that we knew

Esse meu novo blog (o título é temporário) tem como objetivo servir de casa para as coisas aleatórias que eu escrevo. Os contos meia-boca, as idéias para aventuras de RPG jamais executadas, os OFs que nunca passam do Capítulo 6. Com o fim do LJ, preferi organizar as coisas melhor. Agora quem quiser ver comentários breves sobre minha vida e saber o que diabos eu ando fazendo, pode visitar http://www1.fotolog.com/true_shinken e descobrir de tabela o quão baixo eu desci (a ponto de ter um fotolog, coisa que eu abomino).

Para começo de conversa e fingir que isso é útil e que alguém vai ler, vou falar sobre Grand Dream. Meu novo e ambicioso projeto de RPG, Grand Dream é um remake de um plot que eu já tentei fazer várias vezes - um reino governado por uma linhagem de meio-celestiais (ou aasimar, ainda ñ tenho certeza) cai diante de uma força maligna, ameaçando a paz em todo o mundo. A única esperança é o(a) único(a) sobrevivente dessa dinastia e seus valentes companheiros, que precisam enfrentar a Mácula da Ilha Sombria e conseguir aliados dos demais reinos para conseguir salvar o mundo do terrível Villa, líder dos exércitos do mal.

Sim, é clichê, sim é simples e sim chega a ser ridiculamente maniqueísta. Ou pelo menos é o que eu quero que todo mundo acredite. Estou fazendo um puta trabalho em termos de regras para deixar Grand Dream com uma cara bem única e espero que valha a pena. Planejo usar spell points e armor as damage reduction, dando um ar mais anime ao cenário. Não sei se opto por um cenário de baixa magia ou um cenáiro onde a magia é usada de forma "realista" (vide Eberron). Algumas raças terão papéis especiais: os Xeph (do Expanded Psionic's Handbook) serão guerreiros reclusos de uma tribo afastada; os Anões terão uma ligação quase elemental com o elemento terra (talvez faça a mesma coisa com os Elfos, usando a variante Elfos do Fogo do Unearthed Arcana, mas dunno). Sobre classes, bomba: talvez eu proíba o Guerreiro e o Ladino.

Cansei de falar sobre Grand Dream. Até outro post.