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sexta-feira, 26 de março de 2010

Infeliz

Eu quero escrever sobre sorrisos e alegrias, sobre pessoas vencendo dificuldades, sobre amores sem mácula, sobre heróis perfeitos, sobre vitória e misericórdia.
Quero um mundo livre, bonito, de moral aceita e não imposta. Quero justiça, quero civilidade, quero compreensão. Quero ajudar, quero poder ajudar, quero fazer parte, quero enfrentar, quero saber quem enfrentar. Quero fazer tudo isso para poder escrever sobre tudo isso.
O mundo me parece infeliz. O que escrevo me parece infeliz.
Talvez eu só esteja infeliz.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Olá, escuridão, minha velha amiga


Acho que o silêncio é uma coisa assustadora.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Orgulho. 誇り . Pride. Medo. 心労 . Fear.

Eu já falei sobre como acho que pessoas realmente orgulhosas deveriam gostar do vento. Penso o mesmo sobre o mar, mas a questão aqui não é essa; é que eu acho que pessoas realmente orgulhosas não costumam ter medo.
Eu me considero uma pessoa orgulhosa... mas sinto muito medo.
Quando você tem um orgulho 'de nicho', acho bem aceitável sentir medo em outras questões. Um leve receio em uma situação que seu nicho é ameaçado também é aceitável. Mas medo beirando o pavor? Isso fere o orgulho. Se você tem orgulho de sua habilidade, um oponente à altura não deve te apavorar - deve te motivar.
O medo é um mecanismo de defesa. É uma parte do seu subconsciente dizendo 'sai dessa'. Uma vozinha no fundo da cabeça te dizendo pra fugir. Às vezes o medo pode te salvar a vida, mas muitas vezes ele te sabota com aquele segundo de hesitação, com aquele momento de 'talvez eu não consiga'.
Pode ser que meu orgulho já esteja rachado demais, no final das contas.

Did you see the sky?
I think it means that we've been lost.
Maybe one less time is all we need.
I can't really help it if my tongue's all tied in knots.
Jumping off a bridge, it's just the farthest that I've ever been...
Anywhere you go, I'll follow you down...
anyplace but those I know by heart.
Anywhere you go, I'll follow you down...
I'll follow you down, but not that far.
I know we're headed somewhere, I can see how far we've come.
But still I can't remember anything.
Let's not do the wrong thing and I'll swear it might be fun.
It's a long way down when all the knots we've tied have come undone.
Anywhere you go, I'll follow you down...
anyplace but those I know by heart.
Anywhere you go, I'll follow you down...
I'll follow you down, but not that far.
How you gonna ever find your place
running in an artificial pace?
Are they gonna find us lying face down in the sand?
So what the hell now, we've already been forever damned!
Anywhere you go, I'll follow you down...

- Gin Blossoms, Follow You Down

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Blood Moon


A primeira lua cheia depois da lua da colheita, a lua cheia mais próxima do equinócio de outono.
Considero um mau agouro.
Ver uma lua vermelha no horizonte, pra mim, é um presságio de tempestade. De trovões e relâmpagos, de terra tremendo. De furacões soprando, de rios transbordando. É, parece que o tempo fechou...
Uma lua vermelha representa as épocas ruins.
Mas mesmo que isso me arruine, tudo o que eu preciso é ainda ter forças pra dizer: vou orar por compreensão, vou orar pelo seu sucesso.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um punhado de ideais


Cento e setenta milhões de almas se uniram e esperaram por algo melhor. Cento e setenta milhões de rostos foram borrados. Cento e setenta milhões de vozes gritaram. Cento e setenta milhões de vidas esperando para morrer. Alguém, ousado, dispara a pergunta "por que isso funciona, se as respostas perderam o sentido?". Eles nos fazem acreditar que temos um futuro... mas quem chega lá primeiro?
Você vai ser derrubado, um tropeço e você cai. Então sente-se, encontre um motivo pra isso tudo. Não se curve de jeito nenhum, ande antes de rastejar. Afinal, quem sabe quando você vai cair?
Tantas vidas desiludidas foram esquecidas para alimentar as ilusões, foram dominadas por essa força avassaladora. Não importa o quanto tenhamos procurado, não encontramos soluções. Ah, um sonho de revolução! Uma causa tão nobre não merece nada além de aplausos... não massacres, balas e bombas no escuro! Eles acham que somos parte do problema, mas vamos mostrar qual é o problema. Quantas vidas vão ser tiradas hoje? Quantas vezes vamos desviar o olhar? Olhe ao redor, é uma guerra silenciosa em andamento. Uma batalha contra as dificuldade que já está em progresso e precisa ser vencida. Alguns já estão se aprontando com as armas que encontraram - inspire-se com o som que eles fazem! Chega de silêncio! Que exploda o trovão da revolução em nossos peitos, em nossas gargantas! Que a chama da liberdade arda em nossos olhos, em nossa alma! Que a força da verdadeira justiça se abrigue em nossos punhos, em nossas mentes!

Quando você vai cair?

Ouçam todos... tem alguma coisa errada. Nós sabemos as respostas, mas não encontramos a solução. Procurando-as em um céu ameaçador, nunca encontramos a resposta... só um coro de vozes se perguntando "por que?". Ficamos presos aqui, sem um dia feliz, sem conseguir satisfação, apesar de tentar. É uma promessa na noite - eu vou ficar bem. O superlativo me indica que a ajuda está a caminho... mas quem vai me dizer como superar o obstáculo que é o dia de hoje?
Olhando para o futuro, só o que eu vejo é a próxima geração olhando pra trás com vergonha de mim. Caço uma inspiração ou uma forma de mudar, mas me pergunto se realmente temos essa força... ou se o nosso futuro não pode mudar. Vejo essa dúvida no rosto das pessoas todos os dias. Por isso, precisamos tomar controle e encontrar alguma arma o mais rápido possível. Nossa causa é justa e nós vamos ter o nosso espaço. Precisamos ser uma só voz!
Como eu posso viver se você não me deixa fazer parte? Como eu posso morrer sem um bom motivo? Como eu posso rir quando eu quero chorar? Como eu posso seguir em frente com nada em lugar nenhum? O tempo está acabando e não há tempo a perder!

Quando eu vou cair?

Existe esse lugar onde todos podem estar certos. É o lugar mais lindo do mundo todo, mesmo que você esteja decidido a se opor. Não existem critérios para a entrada; é onde todos estivemos e pra onde todos vamos. Por isso tente não ser impaciente, de uma forma ou de outra estamos todos na fila. E eternidade, meu amigo, é tempo pra caralho. Por isso respire fundo, tente mais uma vez e lute até a morte.
Do lado de fora ecoam os gritos das vidas afogadas em miséria. Sozinhos em sua própria sociedade, sofrendo com uma falsa democracia que subjuga almas sedentas por liberdade.
Por isso, faça o seu melhor e lute até morrer. Quando você está sozinho, está por conta própria. Temos que nos encontrar na unidade. Precisamos da força dos números. Se você morrer, eu morro, é assim que funciona. Camaradagem, amizade, é bom saber que temos companheiros ao nosso lado. Juntos nós não podemos ser derrotados! É melhor morrer de pé que viver de joelhos.

Quando vamos cair?

Enquanto estivermos juntos, NUNCA!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fastest man alive


"Wally West é o homem mais rápido do mundo."
Uma das primeiras coisas que eu me lembro de ler em quadrinhos foi Wally correndo contra o Super-Homem (pq na época nenhum palhaço tinha decidido chamá-lo de Superman), numa competição armada pelo Mxyzptlk. Com muito esforço, Wally venceu a corrida.
Dali eu acompanhei as histórias do Flash (que saíam na revista dos Titãs, acho), com suas histórias divertidas e a personalidade cativante do Wally. Eu adorei Velocidade Terminal. Era a história que eu mais esperava pra ler a cada mês. Nela eu conheci o Bart, que é outro personagem irado. O Barry eu conheci muito pouco. Só do seriado da TV praticamente.
Sabe, trocar o personagem por trás da máscara é difícil. Os fãs não costumam aceitar. Kyle Rayner nunca vingou como Lanterna Verde, Ben Reilly também não foi popular como Homem-Aranha, nem preciso falar de Jean-Paul Valley como Batman. Com Wally não foi assim. Os fãs o aceitaram e ele conquistou seus próprios fãs, se tornou mais Flash que Barry no final das contas - os desenhos animados e videogames SEMPRE se espelham em Wally em vez de Barry para definir como vai ser seu Flash.
Então a DC ressucita Barry Allen, jogando fora o símbolo de sua morte, jogando fora a única vez em que trocar a pessoa por trás da máscara funcionou. Tudo bem. Acontece.
Aí a DC diz que Wally vai, sim, ter histórias publicadas. Falam que ele vai ter um traje que vai identificá-lo bem. Trazem o Bart de volta, dizem que vão dar um título pra ele... É, SÓ QUE NÃO.
Só que a DC tem que voltar atrás e dizer pra todo mundo que lê Flash, esse povo que em geral nasceu depois de Barry Allen ter morrido que foda-se tudo, que o homem mais rápido do mundo é Barry Allen, não Wally West.
Sério, tem alguma coisa MUITO ERRADA nesse jeito de fazer quadrinhos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Tire o seu sorriso do caminho pra eu passar com a minha tristeza

But you don't try.
Just sit there and whine
about your decline.
I guess it's a pathetic way of life you choose.
Methods abused. Solutions refused.
Well, good for you but some day you will lose your life
without even giving it a try.
Depression is the only thing you'll find.
Give it one chance before you die.
Just got one day to get a life!

- Pennywise, "Get a Life"

Primeiro levaram os comunistas
e eu não protestei –
porque não era comunista.

Daí levaram os socialistas
e eu não protestei –
porque não era socialista.

Depois foi a vez dos sindicalistas
e eu não protestei –
porque não era sindicalista.

Então levaram os judeus
e eu não protestei –
porque não era judeu.

Por fim levaram a mim –
e não restou mais ninguém
para protestar por mim.

- Martin Niemöller

Mr. Punk
Sad and hating everyone
Your excuse is old
The way you felt has left you hating yourself
- Lagwagon, Angry Days

I wanna hate me
I wanna break me down
Have you ever felt this way before?
Things are not looking so good - my mirror tells me this truth
I´ll never find my way
I see some clouds above my head
I see a flower but I don´t care
You gimme a kiss I don´t give a shit
I loveto listen to me whining
This is a happy song
The first step to a healthy life

- Ack, Happy Song

Vamos em frente, mais uma vez... com fogo, suor e raiva. O caminho é pavimentado com cinzas dos que se foram, lágrimas dos que ficaram e sangue dos que ainda irão.
Caminhe, um passo de cada vez, com muito cuidado, sorriso falso montado, direto para o esquecimento.
Não existe sinalização, os guias são muito ruins. Você pode até gostar da jornada, achar que é divertida... mas o destino final é simplesmente cruel.
Olhe para trás. Observe a si mesmo caminhando de volta.
Descanse. Respire. Deseje. Recomece.

Insanity leads to chaos then to solitude

Seria mais fácil ser cego e não perceber. Seria mais fácil ser tolo e não procurar. Seria mais fácil ser cético e não acreditar. Seria mais fácil ser puro e nem nisso pensar. Seria mais fácil ser burro e não entender. Seria mais fácil não ter os recursos para rastrear.
Não é fácil porque não sou cego, nem tolo, nem cético, nem puro e - principalmente - nem burro. Eu tenho os recursos - eles só fazem cutucar a ferida.

Eu só sou enganado até quando eu quero.

sábado, 24 de outubro de 2009

Picareta: Bal perfuração (ouch)

Normalmente eu não falo sobre esse tipo de assunto, mas a coisa tomou uma proporção bem grande e eu acho uma boa dividir meus pensamentos sobre isso.
Recentemente, um conhecido portal de RPG nacional fez uma chamada de "trabalho" em que dizia basicamente Seu trabalho não será remunerado, mas lhe dará visibilidade no mercado de RPG... o que é uma tremenda picaretagem.
Sinceramente, essa picaretagem toda no mercado de RPG nacional me entristece muito. Quem joga pelo menos desde o começo do século deve lembrar dos pequenos escândalos que rodeavam as publicações de uma certa editora, com regras sempre muito semelhantes a lançamentos importados e chegando ao ponto de usar fotos de filmes famosos com filtros de Photoshop como ilustrações originais (sem pagar direitos autorais). Eu gastei meu dinheiro comprando o "Guia de Classes de Prestígio" dessa editora, que claramente foi escrito por alguém sem NENHUMA experiência em d20, citando absurdos como Acuidade como Arma (arco)* e me arrependi horrores, puro oportunismo e picaretagem. Agora, um camarada que foi responsável por afundar em cinco edições uma revista que tinha durado 111 antes dele aparece querendo escravizar a molecada enquanto oferece "visibilidade no mercado"?!
Quando eu comecei a ler material de RPG, só existiam as traduções da Devir e eu desde moleque ficava com a pulga atrás da orelha por causa dela (desde a primeira vez que eu li a desvantagem "Mau Humor" de GURPS sabia que o nome devia ser "Cabeça Quente"... e eu tinha DEZ ANOS quando li GURPS pela primeira vez) mas nunca, jamais pensei que fosse picaretagem da Devir. Tradução é uma coisa complicada. Quando eu acompanhava a DB, muitas vezes coisas me incomodaram (falo e repito quantas vezes precisar que detestei a adaptação de Yu Yu Hakusho, que não tinha absolutamente NADA além de umas fichas com as quais eu nem concordo e ainda era matéria de capa) mas era claro que era um trabalho sério feito por gente que amava o que fazia. Agora com a Jambô a gente vê a qualidade das traduções subindo mais e mais, a editora fazendo opções que o povo jamais pensaria dez anos atrás para baratear livros (como o Mutantes & Malfeitores P&B) e (gasp!) download gratuito de um dos livros mais esperados dos últimos anos no RPG nacional.
Bom profissional dá bola fora de tempos em tempos, ninguém é perfeito... mas não faz picaretagem.
*Para quem não sabe, arcos são armas de ataque à distância, em D&D 3.0/3.5 você faz ataques à distância usando seu modificador de Destreza. O talento Acuidade com Arma (Weapon Finesse) na 3.0 exigia que você escolhesse uma arma corpo-a-corpo leve específica para receber seu benefício (na 3.5 funcionava com todas as armas leves, o sabre, a corrente com cravos e algumas armas exóticas de suplementos posteriores) - usar o modificador de Destreza para ataques em vez do modificador de Força. Percebam que não só um arco não pode receber o benefício do talento Acuidade com Arma como se pudesse não faria diferença nenhuma, porque um arco já usa o modificador de Destreza. Era só ler o Livro do Jogador!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Rant time

De gota em gota, vai tudo ficando mais azul. Aos pouquinhos. Mais e mais azul. E o cheiro do mar fica até difícil de sentir.

Uma manchinha de vermelho aqui e acolá. Tem gente que só pode achar que eu sou idiota; se é pra esconder alguma coisa de mim, sinceramente - pelo menos esconde direito.

Claro, com tanto azul (e esse pouquinho de vermelho) minha visão fica meio manchada. Cometo mais erros que o normal. Tropeço. Com a perspectiva de uma perda vindoura, acabo arriscando perder muito mais. Meus dilemas, por mais bobos que sejam, sempre me parece maiores que os dos outros.

Esforço, cansaço, azul e vermelho. Sobrou pouco verde depois de tudo isso.

Ah, tão pouco verde que preciso de ajuda...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Coisas que eu odeio

Essa é uma lista de coisas que eu odeio, em nenhuma ordem particular:
- Ônibus cheio
- Música ruim alta demais
- Gente que usa abadá como se fosse camiseta
- Gente que usa abadá em geral, actually
- Quando acabam com o gás da minha Coca-Cola
- Quando esquecem minha Coca-Cola fora da geladeira e ela esquenta
- Quando bebem minha Coca-Cola
- Quando encostam no copo em que está minha Coca-Cola
- Quando respiram perto da minha Coca-Cola
- Quando chegam perto da minha Coca-Cola
- Sistema de RPG ruim
- Livros de RPG caros com ilustrações ruins
- Livros de RPG da Daemon
- Livros com encadernação ruim, que começam a desfazer quando você abre pra consultar
- Livros com papel ruim que ficam amarelados e ilegíveis
- Livros com papel bom demais que reflete luz e fica ruim de ler
- Café fraco
- Café com pouco açúcar
- Leite puro
- Pessoas que pegam minhas coisas emprestadas e não devolvem
- Atraso no pagamento da pensão
- Professor de M1/M2 que falta
- Professor de qualquer outro horário que não falta
- Prova de kanji
- Dia de sol quente
- Gente que pede informação na rua
- Gente que fura fila
- Gente que fala alto demais no elevador
- Gente que faz bagunça no ônibus
- Gente em geral, actually
- Flamenguistas
- Fãs bitolados de Vampiro
- Fãs bitolados de hard rock
- Fãs bitolados de metal
- Fãs bitolados de anime
- Fãs bitolados em geral, actually
- O Pedro

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Geeeeez

Pedro diz:
eu quero pizza
Pedro diz:
T_T
Pedro diz:
vou lá na parme comer pizza
Pedro diz:
ja teve estar fechada
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
pede entrega em casa
Pedro diz:
o caçador ta aberto
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
então pede
Pedro diz:
vai sair caro
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
então n pede, pombas
Pedro diz:
m,as eu quero pizza
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
então pede, cachombas!
Pedro diz:
mas nao posso gastar esse dinheiro
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
então não pede!!
Pedro diz:
mas é dia da pizza
Pedro diz:
tem que comer pizza
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
ENTÃO PEDE!
Pedro diz:
Mas pizza engorda
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
ENTÃO NÃO PEDE!
Pedro diz:
fmas
Pedro diz:
mas pizza me deixa feliz
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
porra
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
então pede!!
Pedro diz:
gastar dinheiro com comida me deixa triste
Pedro diz:
minha mae tinha que fazer isso
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
caralho, pedro
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
então não pede!
Pedro diz:
será que eles entregam uma fatia
Pedro diz:
ah q se foda
Thiago Shinken // We've all been hurt, but how we survive is what makes us who we are diz:
thx god
Pedro diz:
vou poerguntar pro daniel

sábado, 14 de junho de 2008

Note to self

Sentir falta das coisas não quer dizer que você não gosta das coisas do jeito que estão. Às vezes está tudo ótimo, mas antes também estava e fica a dúvida de quando é melhor. Dura meio segundo, menos às vezes e fica a certeza de que podia ser melhor. Podia ser melhor do que foi e do que é, melhor do que nunca será. Nunca será porque falta coragem para mudar, de dois lados. Sobra capacidade de análise, de avaliação, uma mania de controlar tudo, de prever as conseqüências... e pra que? Pra quebrar a cara como todo mundo, como todo mundo que não prevê, que não pensa, que segue em frente e vive a vida apaixonadamente sem pensar no próximo passo. De vez quando eu tenho uns surtos de 'só se vive uma vez' e faço isso. É uma semana ou outra repleta de atitudes ousadas, de mudanças e de problemas decorrentes das mesmas. E depois eu revejo tudo e penso em como juntar os cacos. Ah, como eu queria encarar o mundo sempre de peito aberto, desbravando dia após dia, living life to the fullest!!

Estou sentindo o cheiro de mudança no ar e estou começando a destestar esse jeito. Gosto da minha vida do jeito que está. Mas também já gostei de vidas diferentes. E sei que gostaria mais de outra vida. Impressionante como um único elemento pode mudar tudo às vezes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Culpa

Sabe, a gente tem vários sentimentos, óbvio. E muitos deles são meio que universalmente considerados bons, como alegria por exemplo. Claro que deve ter alguma religião/filosofia bizarra que simplesmente acha que ser alegre é ruim, mas meh.

Então, tem esses sentimentos que a gente acha bons e procura ter mais deles sempre que possível. Vamos expandir um pouco, sentimentos só não, sensações tb, kz? Assim dá pra levar em consideração sexo & such. I mean, sexo ñ é uma sensação mas o prazer é e coisa e tal. OK, existem sentimentos e emoções bons, granted, drill this into your head.

Algumas pessoas gostam de sentimentos/sensações diferentes. Tem gente que gosta de dor - todo esse mundinho sadomasoquista bizarro por aí não me deixa mentir. Tem gente que gosta de medo - aliás, a maior parte das pessoas gosta de medo controlado, por isso filmes de terror fazem tanto sucesso. Dizem que tem gosto pra tudo, né. Mas enfim, o ponto é que isso é mais uma ampliação que qualquer outra coisa - todos esses sentimentos/sensações mesmo que ruins em um sentido geral tem alguma coisa boa. Tipo, a dor. Se você acha que sentir dor é uma merda, você é um puta de um imbecil - dor é um mecanismo de defesa eficiente, um jeito de vc saber "Ei, isso aqui vai me foder se eu continuar". Medo é a mesma coisa - um mecanismo de defesa, um jeito de te manter vivo.

Vamos ver amor e ódio. Amor é uma coisa boa, todo mundo diz que é uma coisa boa. Mas e os crimes passionais? E os corações partidos? Quanta gente fica cega por amor a uma religião, à pátria ou mesmo a um time de futebol? Amor pode ser bom, mas tem seu lado ruim também. Amor te fode muito, cara. Quando você ama alguém e a pessoa sofre, você sofre junto. Então tá definido, né? Amor não é completamente bom.
E o ódio? Ódio é ruim, já dizia mamãe. Será? Ódio é uma força condutora, tão ou mais forte que o amor. Tem pessoas que só ficam vivas por causa do ódio. E apesar de não ser exatamente ódio, a sensação de vingança realizada é muito boa, como todo mundo pode atestar (se vc nunca se vingou por nada, vai se foder). Ódio pode ser bom, sim, cacete. Um monte de soldados só sobrevivem às guerras por causa de ódio. Às vezes o ódio é tão forte que faz a pessoa realizar grandes feitos - tem gente que só teve cu de estudar decentemente e entrar pra uma faculdade boa por ódio (isso não é só raiva, porra) de professores específicos. Tem gente que só emagrece por ódio de quem o destrata por ser gordo (se vc for pensar assim, tá até fazendo um favor pros gordos chamando eles de gordos... j/k).

Tá, e a culpa? O que a merda da culpa tem de bom?

Culpa te faz sentir mal. Te faz sentir muito mal. Te põe pra baixo, te impede de ficar alegre. É uma força avassaladora - vc pode acabar fazendo muitas coisas por causa da culpa, coisas grandes, mudando o rumo da sua vida, atravancando a sua felicidade. Culpa é uma merda. Culpa é furtiva, até. Muitas vezes você nem percebe que está fazendo isso ou aquilo por causa da culpa. E quando se dá conta, se sente ainda pior.

Culpa é o único sentimento/sensação que não tem NADA de bom. Não é um mecanismo de defesa, não te dá forças, não faz nada além de te foder. Culpa só te deixa triste, se sentindo uma pessoa pior, te obrigando a fazer o que você não quer.

Felizes são os psicopatas.

sábado, 24 de novembro de 2007

Narutinho

São quase oito da manhã e acordei cedo para tentar juntar as pontas e mestrar GD hoje. Oh, man. Não devia estar perdendo tempo escrevendo aqui nem nada, ainda falta tanta coisa pra definir... mas faz muito tempo que não tem rant aqui.
Naruto novo sai dia 18, 19 ou 20?! Nunca sei.
Não vou poder ir ao show do Vagner por falta de grana, muito chato isso. Queria muito ir, ele definitivamente merece apoio nesse momento, primeiro show é sempre complicado. Só posso desejar muita boa sorte, amigão - mas você está em boas mãos, o Márcio tem mais experiência com shows do que eu tenho com D&D. E olha que eu tenho experiência pra caralho em D&D. Não no sentido de estar em nível alto, mas... deu pra entender, né?
Esse período foi um desastre TOTAL, cacete... espero conseguir me endireitar período que vem.

Cada um tem o Orochimaru que merece.

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I can remember a place I used to go

Chrysanthemums of white, they seemed so beautiful
I can remember, I searched for the amaranth
I'd shut my eyes... to see

Oh, how I smiled then, so near the cherished ones
I knew they would appear... saw not a single one
Oh, how I smiled then, waiting so patiently
I'd make a wish... and bleed

While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away

I can remember... dreamt them so vividly
Soft creatures draped in white, light kisses gracing me
I can remember when I first realized
Dreams were the only place to see them

While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
Hope was wasting away
Faith was wasting away
I was wasting away

I never, never wanted this
I always wanted to believe
I never, never wanted this
How could I have become?
I never, never wanted this
But from the start I'd been deceived
I never, never wanted this
How could I have become?

I never, never wanted this
I always wanted to believe
I never, never wanted this
I never, never wanted this
But from the start I'd been deceived
I never, never wanted this

Inside a crumbling effigy
But you promised
So dies all innocence
But you promised me

While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
While I waited I was wasting away
Hope was wasting away
Faith was wasting away
I was wasting away
- AFI, The Great Disappointment

domingo, 23 de setembro de 2007

No poetic device

Faz muito, muito tempo que não faço um post decente por aqui. Faz bastante tempo, também, que ninguém comenta aqui; o que meio que mata todo o propósito deste post, porque é um que eu realmente queria que fosse lido, mais que qualquer outro. Mas não me importo; talvez seja até bom assim, pq talvez eu me arrependa do post.

O Crepúsculo era para ser um espaço para eu manter meus contos, minhas idéias sobre RPG, minhas músicas... enfim, as besteiras que eu escrevo. Mais que rapidamente, se tornou um lugar onde aleatoriamente eu intercalo RPG com contos com meus numerosos 'rants'.

Ninguém nunca me perguntou o pq do nome. Pq diabos 'Crepúsculo Esmeralda', afinal? Crepúsculo Esmeralda/Emerald Twilight é o arco de histórias (publicado nos EUA em Green Lantern 48-50 e aqui em uma edição encadernada) que transforma Hal Jordan, o Lanterna Verde clássico, no supervilão Parallax. Resumidamente, Hal volta de uma temporada no espaço para encontrar sua cidade natal (e todos os habitantes da mesma) destruída. Imagine voltar de uma viagem de férias e encontrar um enorme buraco no lugar de sua casa. Hal enfrentou e derrotou o responsável pela atrocidade. Ele e outros heróis fizeram um memorial em homenagem às vítimas. Mas é claro que não era o suficiente para Hal. Como Lanterna, ele havia visto diversos planetas morrerem; mas agora era diferente. Era sua cidade, sua gente. E ele tinha o anel energético - com ele, podia fazer qualquer coisa desde que tivesse força de vontade suficiente. E Hal refez Coast City com seu anel. Apenas para ser repreendido pelos Guardiões, os chefões dos Lanternas e ter seu poder tomado. Furioso, Hal decide enfrentar os Guardiões e obter o poder que precisa... no processo destruindo toda a Tropa dos Lanternas Verdes. O que isso tudo tem a ver comigo? Nada, para dizer a verdade. Não tenho um anel energético e apesar de já ter perdido muitas pessoas importantes, sei que não é nada perto da situação hipotética de Hal. O Crepúsculo de Hal e o meu Crepúsculo estão ligados por serem marcos. Hal Jordan deixou de ser um Lanterna Verde para se tornar Parallax; se foi uma escolha certa, se ele estava fazendo a coisa certa da forma errada ou se ele estava sendo apenas um filho da puta, tanto faz - ele mudou e é isso que importa. A criação do meu Crepúsculo é o marco de uma mudança minha. Na minha forma de encarar o mundo, de me relacionar com as pessoas, de lidar com meus sentimentos, de planejar (ou não) o meu futuro. Não sei se foi a coisa certa a fazer. Me senti melhor muitas vezes, me senti pior muitas vezes também e provavelmente na maior parte do tempo não fez diferença. Mas uma era acabou. E é isso que o Crepúsculo significa.

Recentemente, ando me irritando muito com o que falam de mim pelas costas. Isso me incomoda principalmente pq o que eu acho das pessoas eu falo na cara delas. Todo mundo sabe quando eu gosto de alguém ou quando não gosto; e as pessoas de quem eu gosto ou não gosto normalmente são as primeiras a saber. Eu odeio segredos, odeio esconder as coisas... odeio que escondam coisas de mim. Odeio meias palavras e meias verdades - prefiro que me digam logo o que quer que seja, doa o quanto doer.

You can't keep a secret if it never was a secret to start...
...secrets don't make friends.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A vida continua sem você

I'm tearing away
Pieces are falling I can't seem to make them stay
You run away
Faster and faster you can't seem to get away
- Drowning Pool, Tear Away

Eu ando pensando sobre quanto do meu péssimo humor, surtos de grosseria e falta de paciência são pose e quanto é verdade. Ultimamente eu costumava pensar "ah, eu tenho essa pose mas todo mundo sabe que importa sabe que eu não sou assim" mas não tenho mais tanta certeza. O que signfica que eu não estou mais me reconhecendo, o que é bastante estranho. Bom, talvez nem tanto, já que eu estou tentando fazer várias coisas que eu não estou acostumado a fazer, tais como ignorar determinados sentimentos ou evitar pensar em determinadas coisas. Não tenho feito nada disso muito bem, admito, mas todo esse conjunto estava me fazendo passar por um momento muito, muito ruim e agora, quando finalmente tudo parecia estar entrando nos eixos, eu me vejo cada vez mais parecido com a persona de bad guy (por falta de termo melhor) que eu construí pra mim mesmo ao longo desses anos todos.

Todo mundo tem problemas, montes deles. Hoje conversei com uma menina da faculdade sobre isso e fiquei abismado com os problemas imediatos dela, que fazem os meus parecerem brincadeira de criança. Granted, meus problemas a longo prazo são muito sérios, tanto que eu evito pensar neles (ou escrever sobre eles, ou falar deles) a maior parte do tempo... mas acho que são eles que me incomodam mais, no final das contas. São o que me fazem pensar se vale a pena estar estudando pra cacete quando nem sei se vou conseguir de fato exercer essa profissão; heck, nem sei se vou estar conseguindo somar dois e dois quando (se) concluir a faculdade.

Hoje é aniversário do meu pai. Tentei ligar pra ele, mas ele não atendeu. Não dá pra fazer muita coisa em relação a isso. Eu tava evitando comentar pq, sei lá, eu só reclamo de tudo e isso incomoda (até eu ando cansado da minha auto-piedade)... mas meu pai tá com câncer no pulmão. Eu não sei a quantas tá, exatamente, mas deve ser muito sério. Ele tinha me chamado pra morar com ele, mas eu fiquei muito com o pé atrás. Por um lado, é o meu pai e (PUTAQUEPARIU!) eu quero passar o tempo que eu puder com ele, mas por outro lado ele não me dá a mínima atenção faz oito anos e atrapalhou muito a minha vida, da minha mãe e dos meus irmãos direta e indiretamente nesse período de tempo. Detesto o pensamento de que ele merece morrer velho e sozinho, corroído por dentro por um vício que eu tento fazê-lo largar desde os seis anos... mas é um pensamento que me cruza a mente de tempos em tempos. Não quero pensar assim, não tenho o direito de determinar quem merece ou quem não merece esse ou aquele destino, mas também não consigo dar a cara a tapa e dizer "saca só, você fodeu com a minha vida e agora eu vou terminar de foder com ela pra você não morrer sozinho".

Eu queria muitas coisas. Eu queria poder determinar conscientemente de quem eu não gosto ou não gosto, pra não sofrer quando falsos amigos esfregam na minha cara o quão pouco se importam comigo. Eu queria poder retribuir na medida certa a afeição que as pessoas que gostam comigo demonstram; queria gostar de quem gosta de mim, não gostar de quem não gosta, odiar quem odeia e amar quem ama. Queria guardar minha grosseria pra quem é grosso comigo, em vez de descarregar nas pessoas que eu mais amo. Queria conseguir me dedicar verdadeiramente ao estudo de japonês. Queria uma banda e queria ter mais aptidão musical. Queria parar de ser idiota e viver no passado e aceitar que a merda do mundo mudou e já estava na hora de eu mudar também. Queria ter meus amigos perdidos de volta, queria conhecer mais pessoas novas, queria ser uma pessoa mais interessante.

Acima de tudo isso, queria subverter o status quo. Pelo menos no que tange um certo alguém.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Sound the revolution's thunder

All the bullshit that I see
so much I can't believe
grown man just tryin' to be true to myself impossibly
I may not ever get rich might wind up diggin' a ditch
I won't cry and I won't bitch
I wont back down and I'll never quit
It is my badge of pride; hardcore 'til the day I die
just tryin' to survive
I won't back down or apologize
Say what you wanna say
I'm not listening anyway
I'll believe in what I wanna believe
true to myself
that's how it's gotta be.
All the methods that I use
all the things I use and abuse
it all leaves me confused
I've been torn up, beat down and bruised
but somehow I was saved and I'm standing here today
Now I do things my own way cause I'm never going back again
Pennywise, Badge of Pride

Heck, não sei como vocês aguentavam o Shinken emo, holy fucking geez. Let it be heard once again, the thunder of revolution! Tem pessoas que não aprendem nunca... eu sou um desses caras. ^^

Acabei de ler o livro quatro de Tsuki no Senshi Dragon Kishi. O protagonista dessa série, Satori Ryu, é um órfão que aos onze anos descobre ser a reencarnação de Silver, um guerrreiro do Milênio de Prata. A partir daí, ele passa a enfrentar ameaças ao planeta usando o poder da Luz, o elemento proibido. Dos onze aos vinte anos, Ryu praticamente só lutou. Lutou contra youmas, espécie de criaturas demoníacas nativas do próprio planeta Terra ao lado de Sailor V, enfrentou o Império Estelar de Garot no planeta Terra e depois foi atrás dele, atravessando mais de uma galáxia, deixando para trás os poucos amigos que tinha feito e a mulher que amava para cumprir um juramento feito em outra encarnação. Contra todas as chances, Ryu e os demais Dragon Kishi venceram Garot e voltaram ao planeta Terra... para encontrá-lo sob ataque das forças extradimensionais de Dark Angel, que além de derrotá-los e matarem alguns de seus amigos e aliados roubaram seus poderes. Agora apenas um humano normal com lembranças do Milênio de Prata, Ryu liderou seus amigos para um país dominado por demônios ainda mais poderosos que ele havia enfrentado anteriormente (quando ainda tinha seus poderes) para recuperar o Cristal de Prata. Três dos companheiros de equipe de Ryu, incluindo sua companheira de treinamento, morreram. Além disso, o Príncipe da Terra, Endymion, um dos fundadores de Crystal Tokyo, o futuro utópico pelo qual eles lutavam, morreu - com isso, toda a esperança de Ryu por uma recompensa pelos seus sacrifícios também morreu. Por fim, Aino Minako (a Sailor V), por quem Ryu era apaixonado, se sacrificou para salvá-los. Sozinho, sem poderes, sem recompensa e sem amor, Ryu ainda assim recuperou o Cristal de Prata, contra todas as chances, fugiu com ele para outra dimensão e apesar de demonstar alguns momentos de fraqueza conseguiu retornar com o mesmo, no processo adquirindo uma outra arma poderosa. Tudo por causa de um juramento... um juramento que nem mesmo foi ele quem fez.

Até que a última gota do nosso sangue seja arrancada de nós, até que o
último de nós caia, nós vamos proteger os Reinos com o máximo da nossa capacidade.
Pela honra dos Dragon Kishi, isso nós juramos.
Até a última gota de sangue. Impressionante como a gente pode parecer pequeno lendo uma obra de ficção. Como a gente pode pensar em desistir de uma faculdade, por exemplo, quando Ryu não desistiu de lutar contra um mundo inteiro (heck, MAIS DE UM mundo inteiro).
Até a última gota de sangue. Obrigado, Ryu.

sábado, 28 de julho de 2007

Chotto shiawase

Someone finds salvation in everyone, another only pain
someone tries to hide himself, down inside himself he prays
someone swears its true love until the end of time, another runs away
separate or united, healthy or insane

Eu não queria que meu blog fosse super famoso. Não acho que mereça. Não queria - não quero - um sucesso de público e crítica, não quero ser uma pseudo-celebridade virtual.
Só quero mais que dois comments por post. I mean, é pedir demais? ^^

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Sic Transit Gloria

The tickle, the taste of...
It used to be the reason I breathed
but now it's choking me up.
Die young and save yourself.

Hoje fui tentar resolver o lance da TIM. Fui ao shopping sozinho e no caminho pensei como, quando eu era mais novo, ficava olhando para as pessoas sozinhas nos McDonald's e pensando como achava triste. Nessa mesma época eu fui ao cinema sozinho pela primeira e última vez; foi um dos dias mais tristes da minha vida e só reafirmou minha teoria de que ir ao shopping sozinho era triste e patético. Mas eu era jovem e (mais) idiota.

Não resolvi nada na TIM, me enrolaram de novo. Fiquei na Siciliano lendo Artemis Fowl - A vingança de Opala (Acho que era isso. Posso estar redondamente enganado, porém). Cheguei na metade. Foi o livro que eu menos gostei até agora. Os personagens secundários não são tratados com o detalhismo de antes, perdendo todo o seu charme e os personagens principais estão tão previsíveis que perdem o carisma. A narrativa é meio arrastada e parece ter piorado desde o último livro que eu li. Até onde eu li, Artemis não havia recuperado suas memórias; meu único motivo para terminar o livro é descobrir como ele o faz. Lembro que eu fiquei hipnotizado quando li o primeiro Artemis Fowl. Mas eu era jovem e (mais) idiota.

No caminho de volta, decidi caminhar, mais na esperança de me perder que por qualquer outra coisa. Não me perdi e descobri que o Norte Shopping é bem mais perto da minha casa que eu me lembrava. Enquanto andava, percebi que já fazia uma quantidade absurda de tempo desde que eu tinha falado com alguém; hell, eu nem mesmo tinha aberto a boca nas últimas duas ou três horas. E eu não estava me sentindo necessariamente mal, o que me fez lembrar dos períodos em que eu ficava muito triste e daí me desligava do mundo só para ver se alguém percebia. Invariavelmente ninguém percebia, eu ficava ainda mais triste e tentava fazer alguma estupidez para chamar atenção. Mas eu era jovem e (mais) idiota.

Sempre gostei de coisas planejadas, de controlar cada aspecto de tudo, ter planos de contingência. Mania de mestre de RPG, provavelmente. Hoje eu percebi que não tenho controle de nada, que mesmo os melhores planos de contingência têm brechas e que no final das contas não adiantam nada. Na vida pelos motivos óbvios e na mesa de jogo porque os jogadores NUNCA acreditam que você tinha tudo planejado antes. Hoje eu tive muitas idéias para Grand Dream e ia colocar tudo no papel, tentar fazer alguma coisa que me deixasse bem... mas eu estou velho e a cada dia mais idiota.

E como eu queria ter morrido mais jovem e menos idiota.