Era um menino bochechudo
também um pouco rechonchudo.
Mas não sabia fazer nada.
Sempre acordado de madrugada
vendo TV e tocando bronha,
quando não saía pra fumar maconha.
Não é maluco, só meio sequelado.
E tem gente que acha que ele é viado.
Era um menino bochechudo
e achava tudo muito estranho.
Ficou ainda mais confuso
ao ver sua mãe se masturbando.
Ficava sempre isto dando
quando estava com o Armando
mas pra ele era normal
educação sexual.
Era um menino bochechudo
e achava tudo muito estranho.
Ficou ainda mais confuso
ao ver sua mãe se masturbando.
In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil's might,
Beware my power...Green Lantern's light!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Esperança
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você não pode conhecer.
Antes de você saber,
ela já tinha começado
a desaparecer.
Você procura na escola,
você procura no trabalho.
Você faz uma pergunta inocente
mas a resposta te faz tremer.
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Ela está morta e enterrada.
A esperança se acabou
e você é um babaca!
Ela está morta e enterrada.
A esperança se acabou
e você não fez nada!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você não pode conhecer.
Antes de você saber,
ela já tinha começado
a desaparecer.
Você procura na escola,
você procura no trabalho.
Você faz uma pergunta inocente
mas a resposta te faz tremer.
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Ela está morta e enterrada.
A esperança se acabou
e você é um babaca!
Ela está morta e enterrada.
A esperança se acabou
e você não fez nada!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
Você conhece a esperança?
ELA MORREU! ELA MORREU!
E assim fez-se o Lobo!
Origens - segundo consta nos anais da egolatria - são narrativas prodigiosas de bravura e maestria. Histórias incríveis de feitos que ardem como brasas, que nos falam de homens aptos a voar sem asas, a sobreviver a balas e bombas, tudo isso sem descanso... e de por que quase nunca essa turma afoga o ganso. Razão pela qual sentimo-nos culpados e pesarosos, uma vez que nossos relatos, embora esplendorosos, nada mencionem de raios cósmicos de alta freqüência e de outras desagradáveis perversões da ciência. Em suma, iniciou-se esta fábula de cunho psicótico com um reles extravasar de líquido amniótico. Há de perpetuar na infâmia o
nome dos pais da besta-fera, se não lá, então no fétido lamaçal onde o palavrão impera. Ou melhor, perpetuar-se-iam não se houvessem perdido no subseqüente holocausto que a tudo deixou aturdido, dando cabo e destroçando qualquer forma de registro civil quer de esperma, quer de placenta, de ovo ou de parto tão vil. Reza a lenda, se é que, em alguma parte, lenda reza, que o parto durou um mês de asquerosa torpeza. E quando se aflorava a dilatação em toda a sua amplitude, estando iminente a circustância da maior desvirtude, urrou a prturiente que não mais suportava, como se cedendo à cólica maior que a detonava. Rasgando tudo que havia nela desde o pêlo encravado à canela, em meio a podreiras e conteúdo amoral, nasceu assim o famoso maioral. Ainda hoje, aqui e acolá, há quem defenda a idéia saudável, ainda que horrenda, de que deveria o serviço social czarniano esfolar a criança de modo torpe e desumano. Mas, em verdade, vozes essas servem mui raramente para algo além de reclamar Eu não disse, minha gente? Quando o serviço social acolheu aquele agitado pivete a ninguém ocorreu meter-lhe nas fuças um canivete. Para sua eterna e mais que duradora desgraça, os assistentes sociais que encararam a bagaça, por mais que tentassem, não viram outra opção a não ser oferecer o pequeno traste à adoção e rogar para que o otário que acolheste o fedelho fosse pervertido, selvagem e de espírito parelho. Então, a criança prosperou e chegou à idade adulta, fazendo ao avesso tudo o que faria uma pessoa culta. Tiroteios, degolas, extorsão e assassinatos. Cafetinagem, estupros, seqüestros e estelionatos. Todavia, ainda que a vida tudo fizesse para ocupá-lo, sua mente ruminava idéias dignas de causar abalo. Ele ponderou "Se tantos se parecem comigo, o que fazer para livrar-me deste castigo? Meu ego clama por ser o único da minha laia!" E, ansioso
por formular alguma ignóbil maracutaia, empreendeu em seu pútrido cérebro, enorme devassa, concebendo nada mais que extermínio em massa. O diminuto agente bacteriano, letal como pitonisa, cultivado por ele após anos de intensa pesquisa, avançou sobre tudo que avistou pela frente até não sobrar ser vivo, beato ou descrente. Ao contemplar a extensão e a pujança de sua obra funesta, disse: Ei, eu levo jeito! Taí uma coisa que não me molesta. A matar, mutilar e trucidar minha vida dedicarei. Não necessariamente nessa ordem, assim farei. E honorários para meus serviços muitos hão de pagar. De tanta grana, com certeza, eu vou me embriagar. Não farei alianças ou terei qualquer tipo de parceiro. Rodarei sozinho pelas vias deste cosmo trapaceiro. E tendo vociferado tudo que havia para ser dito, deixou seu planeta rumo ao espaço infinito.
Desta modo gratuito, violento e um tanto bobo, teve início a sensacional carreira de Lobo!
nome dos pais da besta-fera, se não lá, então no fétido lamaçal onde o palavrão impera. Ou melhor, perpetuar-se-iam não se houvessem perdido no subseqüente holocausto que a tudo deixou aturdido, dando cabo e destroçando qualquer forma de registro civil quer de esperma, quer de placenta, de ovo ou de parto tão vil. Reza a lenda, se é que, em alguma parte, lenda reza, que o parto durou um mês de asquerosa torpeza. E quando se aflorava a dilatação em toda a sua amplitude, estando iminente a circustância da maior desvirtude, urrou a prturiente que não mais suportava, como se cedendo à cólica maior que a detonava. Rasgando tudo que havia nela desde o pêlo encravado à canela, em meio a podreiras e conteúdo amoral, nasceu assim o famoso maioral. Ainda hoje, aqui e acolá, há quem defenda a idéia saudável, ainda que horrenda, de que deveria o serviço social czarniano esfolar a criança de modo torpe e desumano. Mas, em verdade, vozes essas servem mui raramente para algo além de reclamar Eu não disse, minha gente? Quando o serviço social acolheu aquele agitado pivete a ninguém ocorreu meter-lhe nas fuças um canivete. Para sua eterna e mais que duradora desgraça, os assistentes sociais que encararam a bagaça, por mais que tentassem, não viram outra opção a não ser oferecer o pequeno traste à adoção e rogar para que o otário que acolheste o fedelho fosse pervertido, selvagem e de espírito parelho. Então, a criança prosperou e chegou à idade adulta, fazendo ao avesso tudo o que faria uma pessoa culta. Tiroteios, degolas, extorsão e assassinatos. Cafetinagem, estupros, seqüestros e estelionatos. Todavia, ainda que a vida tudo fizesse para ocupá-lo, sua mente ruminava idéias dignas de causar abalo. Ele ponderou "Se tantos se parecem comigo, o que fazer para livrar-me deste castigo? Meu ego clama por ser o único da minha laia!" E, ansioso
por formular alguma ignóbil maracutaia, empreendeu em seu pútrido cérebro, enorme devassa, concebendo nada mais que extermínio em massa. O diminuto agente bacteriano, letal como pitonisa, cultivado por ele após anos de intensa pesquisa, avançou sobre tudo que avistou pela frente até não sobrar ser vivo, beato ou descrente. Ao contemplar a extensão e a pujança de sua obra funesta, disse: Ei, eu levo jeito! Taí uma coisa que não me molesta. A matar, mutilar e trucidar minha vida dedicarei. Não necessariamente nessa ordem, assim farei. E honorários para meus serviços muitos hão de pagar. De tanta grana, com certeza, eu vou me embriagar. Não farei alianças ou terei qualquer tipo de parceiro. Rodarei sozinho pelas vias deste cosmo trapaceiro. E tendo vociferado tudo que havia para ser dito, deixou seu planeta rumo ao espaço infinito.
Desta modo gratuito, violento e um tanto bobo, teve início a sensacional carreira de Lobo!
Tire o seu sorriso do caminho pra eu passar com a minha tristeza
But you don't try.
Just sit there and whine
about your decline.
I guess it's a pathetic way of life you choose.
Methods abused. Solutions refused.
Well, good for you but some day you will lose your life
without even giving it a try.
Depression is the only thing you'll find.
Give it one chance before you die.
Just got one day to get a life!
- Pennywise, "Get a Life"
Primeiro levaram os comunistas
e eu não protestei –
porque não era comunista.
Daí levaram os socialistas
e eu não protestei –
porque não era socialista.
Depois foi a vez dos sindicalistas
e eu não protestei –
porque não era sindicalista.
Então levaram os judeus
e eu não protestei –
porque não era judeu.
Por fim levaram a mim –
e não restou mais ninguém
para protestar por mim.
- Martin Niemöller
Mr. Punk
Sad and hating everyone
Your excuse is old
The way you felt has left you hating yourself
- Lagwagon, Angry Days
I wanna hate me
I wanna break me down
Have you ever felt this way before?
Things are not looking so good - my mirror tells me this truth
I´ll never find my way
I see some clouds above my head
I see a flower but I don´t care
You gimme a kiss I don´t give a shit
I loveto listen to me whining
This is a happy song
The first step to a healthy life
- Ack, Happy Song
Vamos em frente, mais uma vez... com fogo, suor e raiva. O caminho é pavimentado com cinzas dos que se foram, lágrimas dos que ficaram e sangue dos que ainda irão.
Caminhe, um passo de cada vez, com muito cuidado, sorriso falso montado, direto para o esquecimento.
Não existe sinalização, os guias são muito ruins. Você pode até gostar da jornada, achar que é divertida... mas o destino final é simplesmente cruel.
Olhe para trás. Observe a si mesmo caminhando de volta.
Descanse. Respire. Deseje. Recomece.
Just sit there and whine
about your decline.
I guess it's a pathetic way of life you choose.
Methods abused. Solutions refused.
Well, good for you but some day you will lose your life
without even giving it a try.
Depression is the only thing you'll find.
Give it one chance before you die.
Just got one day to get a life!
- Pennywise, "Get a Life"
Primeiro levaram os comunistas
e eu não protestei –
porque não era comunista.
Daí levaram os socialistas
e eu não protestei –
porque não era socialista.
Depois foi a vez dos sindicalistas
e eu não protestei –
porque não era sindicalista.
Então levaram os judeus
e eu não protestei –
porque não era judeu.
Por fim levaram a mim –
e não restou mais ninguém
para protestar por mim.
- Martin Niemöller
Mr. Punk
Sad and hating everyone
Your excuse is old
The way you felt has left you hating yourself
- Lagwagon, Angry Days
I wanna hate me
I wanna break me down
Have you ever felt this way before?
Things are not looking so good - my mirror tells me this truth
I´ll never find my way
I see some clouds above my head
I see a flower but I don´t care
You gimme a kiss I don´t give a shit
I loveto listen to me whining
This is a happy song
The first step to a healthy life
- Ack, Happy Song
Vamos em frente, mais uma vez... com fogo, suor e raiva. O caminho é pavimentado com cinzas dos que se foram, lágrimas dos que ficaram e sangue dos que ainda irão.
Caminhe, um passo de cada vez, com muito cuidado, sorriso falso montado, direto para o esquecimento.
Não existe sinalização, os guias são muito ruins. Você pode até gostar da jornada, achar que é divertida... mas o destino final é simplesmente cruel.
Olhe para trás. Observe a si mesmo caminhando de volta.
Descanse. Respire. Deseje. Recomece.
Insanity leads to chaos then to solitude
Seria mais fácil ser cego e não perceber. Seria mais fácil ser tolo e não procurar. Seria mais fácil ser cético e não acreditar. Seria mais fácil ser puro e nem nisso pensar. Seria mais fácil ser burro e não entender. Seria mais fácil não ter os recursos para rastrear.
Não é fácil porque não sou cego, nem tolo, nem cético, nem puro e - principalmente - nem burro. Eu tenho os recursos - eles só fazem cutucar a ferida.
Eu só sou enganado até quando eu quero.
Não é fácil porque não sou cego, nem tolo, nem cético, nem puro e - principalmente - nem burro. Eu tenho os recursos - eles só fazem cutucar a ferida.
Eu só sou enganado até quando eu quero.
sábado, 24 de outubro de 2009
Picareta: Bal perfuração (ouch)
Normalmente eu não falo sobre esse tipo de assunto, mas a coisa tomou uma proporção bem grande e eu acho uma boa dividir meus pensamentos sobre isso.
Recentemente, um conhecido portal de RPG nacional fez uma chamada de "trabalho" em que dizia basicamente Seu trabalho não será remunerado, mas lhe dará visibilidade no mercado de RPG... o que é uma tremenda picaretagem.
Sinceramente, essa picaretagem toda no mercado de RPG nacional me entristece muito. Quem joga pelo menos desde o começo do século deve lembrar dos pequenos escândalos que rodeavam as publicações de uma certa editora, com regras sempre muito semelhantes a lançamentos importados e chegando ao ponto de usar fotos de filmes famosos com filtros de Photoshop como ilustrações originais (sem pagar direitos autorais). Eu gastei meu dinheiro comprando o "Guia de Classes de Prestígio" dessa editora, que claramente foi escrito por alguém sem NENHUMA experiência em d20, citando absurdos como Acuidade como Arma (arco)* e me arrependi horrores, puro oportunismo e picaretagem. Agora, um camarada que foi responsável por afundar em cinco edições uma revista que tinha durado 111 antes dele aparece querendo escravizar a molecada enquanto oferece "visibilidade no mercado"?!
Quando eu comecei a ler material de RPG, só existiam as traduções da Devir e eu desde moleque ficava com a pulga atrás da orelha por causa dela (desde a primeira vez que eu li a desvantagem "Mau Humor" de GURPS sabia que o nome devia ser "Cabeça Quente"... e eu tinha DEZ ANOS quando li GURPS pela primeira vez) mas nunca, jamais pensei que fosse picaretagem da Devir. Tradução é uma coisa complicada. Quando eu acompanhava a DB, muitas vezes coisas me incomodaram (falo e repito quantas vezes precisar que detestei a adaptação de Yu Yu Hakusho, que não tinha absolutamente NADA além de umas fichas com as quais eu nem concordo e ainda era matéria de capa) mas era claro que era um trabalho sério feito por gente que amava o que fazia. Agora com a Jambô a gente vê a qualidade das traduções subindo mais e mais, a editora fazendo opções que o povo jamais pensaria dez anos atrás para baratear livros (como o Mutantes & Malfeitores P&B) e (gasp!) download gratuito de um dos livros mais esperados dos últimos anos no RPG nacional.
Bom profissional dá bola fora de tempos em tempos, ninguém é perfeito... mas não faz picaretagem.
*Para quem não sabe, arcos são armas de ataque à distância, em D&D 3.0/3.5 você faz ataques à distância usando seu modificador de Destreza. O talento Acuidade com Arma (Weapon Finesse) na 3.0 exigia que você escolhesse uma arma corpo-a-corpo leve específica para receber seu benefício (na 3.5 funcionava com todas as armas leves, o sabre, a corrente com cravos e algumas armas exóticas de suplementos posteriores) - usar o modificador de Destreza para ataques em vez do modificador de Força. Percebam que não só um arco não pode receber o benefício do talento Acuidade com Arma como se pudesse não faria diferença nenhuma, porque um arco já usa o modificador de Destreza. Era só ler o Livro do Jogador!
Recentemente, um conhecido portal de RPG nacional fez uma chamada de "trabalho" em que dizia basicamente Seu trabalho não será remunerado, mas lhe dará visibilidade no mercado de RPG... o que é uma tremenda picaretagem.
Sinceramente, essa picaretagem toda no mercado de RPG nacional me entristece muito. Quem joga pelo menos desde o começo do século deve lembrar dos pequenos escândalos que rodeavam as publicações de uma certa editora, com regras sempre muito semelhantes a lançamentos importados e chegando ao ponto de usar fotos de filmes famosos com filtros de Photoshop como ilustrações originais (sem pagar direitos autorais). Eu gastei meu dinheiro comprando o "Guia de Classes de Prestígio" dessa editora, que claramente foi escrito por alguém sem NENHUMA experiência em d20, citando absurdos como Acuidade como Arma (arco)* e me arrependi horrores, puro oportunismo e picaretagem. Agora, um camarada que foi responsável por afundar em cinco edições uma revista que tinha durado 111 antes dele aparece querendo escravizar a molecada enquanto oferece "visibilidade no mercado"?!
Quando eu comecei a ler material de RPG, só existiam as traduções da Devir e eu desde moleque ficava com a pulga atrás da orelha por causa dela (desde a primeira vez que eu li a desvantagem "Mau Humor" de GURPS sabia que o nome devia ser "Cabeça Quente"... e eu tinha DEZ ANOS quando li GURPS pela primeira vez) mas nunca, jamais pensei que fosse picaretagem da Devir. Tradução é uma coisa complicada. Quando eu acompanhava a DB, muitas vezes coisas me incomodaram (falo e repito quantas vezes precisar que detestei a adaptação de Yu Yu Hakusho, que não tinha absolutamente NADA além de umas fichas com as quais eu nem concordo e ainda era matéria de capa) mas era claro que era um trabalho sério feito por gente que amava o que fazia. Agora com a Jambô a gente vê a qualidade das traduções subindo mais e mais, a editora fazendo opções que o povo jamais pensaria dez anos atrás para baratear livros (como o Mutantes & Malfeitores P&B) e (gasp!) download gratuito de um dos livros mais esperados dos últimos anos no RPG nacional.
Bom profissional dá bola fora de tempos em tempos, ninguém é perfeito... mas não faz picaretagem.
*Para quem não sabe, arcos são armas de ataque à distância, em D&D 3.0/3.5 você faz ataques à distância usando seu modificador de Destreza. O talento Acuidade com Arma (Weapon Finesse) na 3.0 exigia que você escolhesse uma arma corpo-a-corpo leve específica para receber seu benefício (na 3.5 funcionava com todas as armas leves, o sabre, a corrente com cravos e algumas armas exóticas de suplementos posteriores) - usar o modificador de Destreza para ataques em vez do modificador de Força. Percebam que não só um arco não pode receber o benefício do talento Acuidade com Arma como se pudesse não faria diferença nenhuma, porque um arco já usa o modificador de Destreza. Era só ler o Livro do Jogador!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Tenshiction
Thiago Shinken <3 Ju Milk pirada // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*achei um fanfiction seu
*http://dapplex.tripod.com/texts/tenshi04.html
Rafael // Céu é qualquer coisa acima do chão. diz:
*oh for fuck's sake
*cara
*não faz isso
*caralho, eu falei isso em voz alta agora
*mas é, tipo, eu meenvergonho dos meus fanfics, eu escrevia extraordinariamente mal nessa época
Thiago Shinken <3 Ju Milk pirada // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*hahahahahahaha ^^
eu meio que twitei a url, tem galho?
Rafael // Céu é qualquer coisa acima do chão. diz:
*filho de duas putas >_<
*falei isso alto de novo
*não, agora deixa
*achei um fanfiction seu
*http://dapplex.tripod.com/texts/tenshi04.html
Rafael // Céu é qualquer coisa acima do chão. diz:
*oh for fuck's sake
*cara
*não faz isso
*caralho, eu falei isso em voz alta agora
*mas é, tipo, eu meenvergonho dos meus fanfics, eu escrevia extraordinariamente mal nessa época
Thiago Shinken <3 Ju Milk pirada // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*hahahahahahaha ^^
eu meio que twitei a url, tem galho?
Rafael // Céu é qualquer coisa acima do chão. diz:
*filho de duas putas >_<
*falei isso alto de novo
*não, agora deixa
sábado, 3 de outubro de 2009
O homem que não tinha nada
A primeira vez que o vi foi no caminho para o trabalho. Um senhor maltrapilho, aparentando seus cinquenta anos. Talvez fosse mais novo - a sujeira e a tristeza envelhecem as pessoas e eu nunca tinha visto alguém tão sujo e triste quanto aquele senhor. Ele estava sentado em um dos bancos verdes desbotados da praça, olhos fechados, cabelos desgrenhados, segurando com enorme carinho e cuidado um buquê de rosas mortas.
Durante semanas eu passava diariamente pela praça e, mais frequentemente que não, via aquele senhor, triste e sujo como eu jamais havia visto. Ele permanecia sentado no mesmo banco verde desbotado, vestindo os mesmos trapos, segurando o mesmo buquê de rosas mortas. Com o tempo, me perguntei como ele fazia para comer, se ele dormia naquele banco. Ele se tornava uma figura cada vez mais familiar e eu tinha vontade de oferecer alguma ajuda, de conversar, de acenar. A tristeza dele, tão flagrante e tão sincera, não me incomodava nem causava pena - servia de lembrança da minha própria angústia e de como ela era pequena comparada com o senhor do buquê de rosas mortas.
E um dia ele não estava lá. Achei estranho, mas acontecia de tempos em tempos - acreditava que era nesses momentos que ele se alimentava. No dia seguinte, ele não estava em seu banco novamente. E no dia seguinte também. Depois de uma semana achei que ele nunca mais voltaria e acabei me esquecendo daquele senhor e de seu buquê de rosas mortas.
Meses depois, passava pela praça numa tarde triste. Chovia fino, estava frio e a praça estava vazia exceto pelo senhor que novamente se sentava naquele banco, com apenas uma rosa morta nas mãos. Finalmente decidi que precisava conversar com ele.
Tentei falar, acenar, cutucar. Só o que ele fazia era segurar a rosa, olhar para o vazio ou olhar para aquele pedaço de planta já morta faz muito tempo como se fosse a coisa mais linda do mundo. Foi uma senhora rechonchuda quem me explicou.
- Ele era apaixonado por uma moça. Era um amor bonito de se ver. Eles se gostavam muito e ele fazia tudo por ela.
"E como ele ficou assim?" eu quis perguntar mas ela já sabia o que eu queria saber.
- Ele vivia por causa dela, no final. Amava demais. Deixou amigos, deixou família, deixou a moral, deixou o orgulho. E então ela não o quis mais. Por que ele não tinha nada, só o amor por ela. E o amor sozinho não dura muito. Ele apodrece e morre.
Quando a chuva ficou mais forte, não sobrou muita coisa da frágil rosa que o triste homem sentado no banco verde desbotado segurava.
No dia seguinte, ele não estava mais na praça e eu nunca mais o vi.
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