Existem algumas coisas das quais eu tenho pavor. Medo eu tenho de várias coisas, mas pavor... o pavor, real e absoluto, que gela o sangue (água ou fogo?) das suas veias, deixa seu corpo tremendo, a garganta seca, os pulmões parecendo vazios mesmo quando cheios de ar... pavor só de algumas coisas. Pavor do preto e do vermelho. Da sombra nos cantos, sempre fugindo à visão, no âmago do ser, do vazio maior que o todo que não se pode explicar, da apatia sombria, escura e fria que se espalha feito doença, uma praga interior, um câncer transparente, uma tristeza viscosa que se expande, uma aranha esguia e esperta prendendo minha alma numa teia. Do rubro flamejante, voraz, que engole até mesmo o azul, o verde e o branco, um carmesim selvagem, descontrolado... meu demônio escarlate, mantido preso em uma jaula cujas trancas teimam em falhar, cujas barras eventualmente vão se dobrar.
Pavor? Pavor eu só tenho de mim mesmo.
In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil's might,
Beware my power...Green Lantern's light!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Desengano da vista
Foi ao médico logo cedo. Era uma consulta de rotina, ele bem sabia, coisa comum para quem se preparava para uma promoção na empresa em que trabalhava. Se lembrava claramente da secretária lhe avisando: "Há um exame médico marcado para o senhor". Um sorriso se desenhava involuntariamente em seus lábios, da mesma forma que quando recebera a notícia, sempre que a lembrança atravessava sua mente.
"Pode entrar, senhor."
A secretária do oftamologista era linda. Esguia, cabelos castanhos cuidadosamente presos em um coque, nenhum fio fora de lugar, óculos quadrados de aro grosso, traços finos e delicados, um certo ar europeu que o forçava a observá-la com atenção. O terno branco era elegante, vestia bem a jovem moça. Ela tinha, o que, uns 22 anos? Jovem, sim, não tão mais jovem que ele (mal havia passado dos trinta, gostava de lembrar). O paletó lhe parecia um pouco decotado demais, mas talvez fosse sua imaginação. Seus olhos por vezes o enganavam. Via um cachorro e pensava ser bem maior do que devia, via um buraco e achava ser mais fundo. Agora via um decote mais ousado do que realmente era.
"Não que eu esteja reclamando", murmurou para si mesmo enquanto finalmente entrou no consultório.
O médico o olhou por detrás da mesa, se levantou e apertou sua mão efusivamente, balançando-a com vigor. Era um homem pequeno, um pouco careca, barrigudo, mas um médico muito respeitado.
- Pode sentar. - disse o doutor, examinando os papéis que o paciente entregara. - Oh, sim, seus exames. Agora é só pegar a promoção, hein?
Ele apenas sorriu. O que mais podia dizer? Era a mais simples verdade.
O médico, porém, leu e releu os exames. O paciente começou a ficar preocupado. O que estava acontecendo?
- Doutor...? - perguntou, hesitante.
- É... é muito difícil para mim dizer isto. - o médico esfregou os olhos, suspirou, deu um tapa estalado na própria perna. - O senhor está cego.
Piscou. Olhou para o médico, prendendo seu olhar, envisando o fundo dos olhos negros do profissional da saúde. Olhou para as próprias mãos, as abriu e fechou. Leu a placa de PhD do doutor na parede.
- Doutor, minha visão está perfeita. - concluiu.
- Você deve procurar uma forma de aprender braile, comprar um cachorro. Um labrador. - suspirou. - Desculpe, devia ter percebido enquanto era tempo. Cego e sem cura. Mil perdões.
Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto do médico. E o paciente as via claramente. Sentindo-se em um ambiente surreal, feérico, ele se levantou bruscamente e saiu.
"Cego", resmungou sozinho. Que médico idiota.
Olhou para os dois lados, a rua completamente vazia, como se estivesse no Centro da cidade em uma manhã de domingo. Caminhou em segurança para atravessá-la e chegar a seu carro.
Foi quando um ônibus o atingiu em cheio. A última coisa que pensou foi "Médico filho da puta".
"Pode entrar, senhor."
A secretária do oftamologista era linda. Esguia, cabelos castanhos cuidadosamente presos em um coque, nenhum fio fora de lugar, óculos quadrados de aro grosso, traços finos e delicados, um certo ar europeu que o forçava a observá-la com atenção. O terno branco era elegante, vestia bem a jovem moça. Ela tinha, o que, uns 22 anos? Jovem, sim, não tão mais jovem que ele (mal havia passado dos trinta, gostava de lembrar). O paletó lhe parecia um pouco decotado demais, mas talvez fosse sua imaginação. Seus olhos por vezes o enganavam. Via um cachorro e pensava ser bem maior do que devia, via um buraco e achava ser mais fundo. Agora via um decote mais ousado do que realmente era.
"Não que eu esteja reclamando", murmurou para si mesmo enquanto finalmente entrou no consultório.
O médico o olhou por detrás da mesa, se levantou e apertou sua mão efusivamente, balançando-a com vigor. Era um homem pequeno, um pouco careca, barrigudo, mas um médico muito respeitado.
- Pode sentar. - disse o doutor, examinando os papéis que o paciente entregara. - Oh, sim, seus exames. Agora é só pegar a promoção, hein?
Ele apenas sorriu. O que mais podia dizer? Era a mais simples verdade.
O médico, porém, leu e releu os exames. O paciente começou a ficar preocupado. O que estava acontecendo?
- Doutor...? - perguntou, hesitante.
- É... é muito difícil para mim dizer isto. - o médico esfregou os olhos, suspirou, deu um tapa estalado na própria perna. - O senhor está cego.
Piscou. Olhou para o médico, prendendo seu olhar, envisando o fundo dos olhos negros do profissional da saúde. Olhou para as próprias mãos, as abriu e fechou. Leu a placa de PhD do doutor na parede.
- Doutor, minha visão está perfeita. - concluiu.
- Você deve procurar uma forma de aprender braile, comprar um cachorro. Um labrador. - suspirou. - Desculpe, devia ter percebido enquanto era tempo. Cego e sem cura. Mil perdões.
Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto do médico. E o paciente as via claramente. Sentindo-se em um ambiente surreal, feérico, ele se levantou bruscamente e saiu.
"Cego", resmungou sozinho. Que médico idiota.
Olhou para os dois lados, a rua completamente vazia, como se estivesse no Centro da cidade em uma manhã de domingo. Caminhou em segurança para atravessá-la e chegar a seu carro.
Foi quando um ônibus o atingiu em cheio. A última coisa que pensou foi "Médico filho da puta".
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Frases de efeito
Poucas coisas são tão marcantes em personagens quanto frases de efeito. No caso de personagens de RPG, onde a única impressão que temos deles são o que os jogadores dizem e as habilidades que usam na mesa, mais ainda.
Parte 1 - It's a no-no... and I like it
Eu geralmente uso frases repetidas ou maneirismos de fala com meus personagens para torná-los mais memoráveis (alguns eu acabo até adotando para mim mesmo, como o "todos temos que fazer sacrifícios" do meu personagem de d20 Apocalypse). Faço isso mais raramente com NPCs, por dois motivos simples:
1) Dá muito trabalho
Uma lição que eu demorei muito, muito tempo pra aprender: não importa o quanto você crie uma história maravilhosa, um visual estonteante, várias habilidades OMFG, armas únicas e cheesy e (tã-dã) frases de efeito para o seu NPC, ele eventualmente vai a) parar de aparecer; b) levar um bruta cacete dos PCs; c) morrer por uma falha crítica/sucesso decisivo e te forçar a comprar um escudo; d) virar puro plano de fundo, estilo Zordon dos Power Rangers ou e) se tornar um plot device deus ex escroto que vai fazer vc se odiar por toda a eternidade.
OK, NPCs são coadjuvantes. O(s) livro(s) básico(s) repetem isso ad infinitum, mas eu mesmo demorei anos pra entender como é. Um dos jeitos mais "fáceis" que o pessoal encontra pra mestrar é ter aquele NPC que é o "PC do mestre". Bad move, bad move.
Tá, tô me afastando da premissa inicial. NPC = coadjuvante. Fine. A não ser que suas aventuras sejam péssimos dungeons crawls sem personalidade (pq existem excelentes dungeon crawls por aí, como Return to the Temple of Elemental Evil ou The World's Largest Dungeon), você vai ter mais de um NPC por aventura e vai querer que todos tenham atenção.
Então você vai gastar tempo definindo a data de nascimento, corte de cabelo, cor favorita, pop star do coração, (tã-dã) frases de feito para CADA MÍSERO NPC NA SUA CAMPANHA? Claro que não. Heck, você nem vai dar nomes para boa parte deles.
Resumindo - frases de efeito/maneirismos de fala para NPCs são divertidos mas podem consumir muito trabalho a toa.
2) Help me, Vadinho!
Você não quer um NPC Vadinho. Não, vc não quer. Vc não quer alguém para quem os PCs vão sair correndo feito crianças que apanharam do irmão mais velho dizendo 'mãe ele me bateu'. Bom, talvez vc queira, mas aí vc tem uns gostos bem esquisitos.
Basicamente, um NPC pode ser importante para um aventura ou duas, mas ele não vai (ou pelo menos não deve) aparecer em todas. Um NPC não deve nunca roubar a spotlight dos PCs - eles são os protagonistas, os heróis. Que graça ia ter Final Fantasy Tactics se o Orlandu descesse o cacete em todo mundo? Oh, let me rephrase that - que graça ia ter FFT se o Orlandu pwned todo mundo SEM SER PARTE DO SEU GRUPO? Not nice, uh?
Muito trabalho (como o item 1) por quase nada, afinal você não quer nenhum engraçadinho dizendo So we realize the real hero is THIS guy. A não ser, é claro, que o Crow esteja na sua mesa de jogo. Aí eu obrigaria todo mundo a jogar com Pumamen e faria um exército de Vadinhos só pra ouvi-lo repetindo.
Parte 2 - Exemplar of examples.
OK, já gastei muito do meu tempo e da sua paciência explicando pq eu (geralmente) NÃO dou tantos detalhes de fala aos meus NPCs. E já expliquei que os motivos para dar maneirismos de fala para seus personagens é que eles são os mais fáceis de perceber - se Sir Garrick Stout fala com uma voz rouca e soturna enquanto vc tem uma vozinha de soprano, faça uma voz meio rouca enquanto for Sir Garrick falando. Isso até ajuda o mestre, ele não vai perguntar "Sir Garrick disse isso?" pq vai ser claro quando for Sir Garrick falando. E é mais fácil lembrar que Tellani a Raposa chamava todos os homens de 'rapaz(ote)' que lembrar que ela tinha Bluff +22.
Dos personagens de Baldur's Gate II, o favorito da enorme maioria dos jogadores é o Ranger Minsc. Ele tem uma história esdrúxula, atributos bons (a segunda maior Força do jogo, Dex e Con OK, o resto mto baixo), habilidades mto mal escolhidas (ele sabe combater com duas armas e é especializado em... espada de duas mãos?!) e a pior habilidade especial do jogo (berserk - basicamente, ative para Minsc matar os inimigos E o seu grupo. Seu grupo ANTES, provavelmente). Mas então, pq ele é o mais popular? Suas falas, claro. Minsc tem falas maravilhosas. Exemplos:
Swords, not words!
Jump on my sword while you can, evil! I won't be as gentle!
Despair not! I shall inspire you by charging blindly on!
I grow tired of shouting battle cries when fighting this mage. Boo will finish his eyeballs once and for all, so he does not rise again! Evil, meet my sword! SWORD, MEET EVIL!!
I trust those who prey on children no farther than they can be thrown, even if I manage to throw them pretty far!
Parte 3 - Tá, OK, você me convenceu, eu vou arrumar umas frases de efeito pro meu personagem de GD antes que vc me esmurre, Shinken!
Now that is the spirit. Onde achar boas referências e inspirações? Ah, pode deixar comigo.
http://en.wikiquote.org/wiki/Baldur%27s_Gate tem uma excelente lista de citações sobre Baldur's Gate, um jogo com frases muito memoráveis.
http://www.gamefaqs.com/ pode te dar várias idéias, existem vários scripts de vários jogos com bons diálogos, como Valkyrie Profile, Xenogears, Chrono Cross e coisa e tal.
Umas guidelines boas são fazer dois ou três battlecries, que são provavelmente os momentos emque vc vai estar mais disposto a usar frases prontas de qq jeito.
Adicionar uma palavra/expressão ao final de quase todas as frases (como o ya know do Raijin em FFVIII) dá um bom tom de personalidade.
Se seu personagem é membro de uma raça exótica, organização ou coisa assim, frases de efeito são uma boa pra lembrar todo mundo na mesa (incluindo o mestre, que se esquece das coisas às vezes) disso. Baldur's Gate tinha Haer'Dalis que gritava For the Doomguard, I strike a blow! com seus critical hits. Valkyrie Profile tinha Arngrim e seu Now die and be silent!, demonstrando bem sua personalidade ruthless. Neverwinter Nights tinha Tomi Undergallows e seu Here comes halfling death! deixando bem claro que esse rapaz não era um simples hobbit de pés peludosm (é, Belkar vc não foi o primeiro halfling psycho, meus pêsames).
Enfim, recomendo e gostaria muito que todos os personagens de GD tivessem suas frases típicas, maneirismos de fala e coisa e tal. Vamos trabalhar nisso, savvy?
Parte 1 - It's a no-no... and I like it
Eu geralmente uso frases repetidas ou maneirismos de fala com meus personagens para torná-los mais memoráveis (alguns eu acabo até adotando para mim mesmo, como o "todos temos que fazer sacrifícios" do meu personagem de d20 Apocalypse). Faço isso mais raramente com NPCs, por dois motivos simples:
1) Dá muito trabalho
Uma lição que eu demorei muito, muito tempo pra aprender: não importa o quanto você crie uma história maravilhosa, um visual estonteante, várias habilidades OMFG, armas únicas e cheesy e (tã-dã) frases de efeito para o seu NPC, ele eventualmente vai a) parar de aparecer; b) levar um bruta cacete dos PCs; c) morrer por uma falha crítica/sucesso decisivo e te forçar a comprar um escudo; d) virar puro plano de fundo, estilo Zordon dos Power Rangers ou e) se tornar um plot device deus ex escroto que vai fazer vc se odiar por toda a eternidade.
OK, NPCs são coadjuvantes. O(s) livro(s) básico(s) repetem isso ad infinitum, mas eu mesmo demorei anos pra entender como é. Um dos jeitos mais "fáceis" que o pessoal encontra pra mestrar é ter aquele NPC que é o "PC do mestre". Bad move, bad move.
Tá, tô me afastando da premissa inicial. NPC = coadjuvante. Fine. A não ser que suas aventuras sejam péssimos dungeons crawls sem personalidade (pq existem excelentes dungeon crawls por aí, como Return to the Temple of Elemental Evil ou The World's Largest Dungeon), você vai ter mais de um NPC por aventura e vai querer que todos tenham atenção.
Então você vai gastar tempo definindo a data de nascimento, corte de cabelo, cor favorita, pop star do coração, (tã-dã) frases de feito para CADA MÍSERO NPC NA SUA CAMPANHA? Claro que não. Heck, você nem vai dar nomes para boa parte deles.
Resumindo - frases de efeito/maneirismos de fala para NPCs são divertidos mas podem consumir muito trabalho a toa.
2) Help me, Vadinho!
Você não quer um NPC Vadinho. Não, vc não quer. Vc não quer alguém para quem os PCs vão sair correndo feito crianças que apanharam do irmão mais velho dizendo 'mãe ele me bateu'. Bom, talvez vc queira, mas aí vc tem uns gostos bem esquisitos.
Basicamente, um NPC pode ser importante para um aventura ou duas, mas ele não vai (ou pelo menos não deve) aparecer em todas. Um NPC não deve nunca roubar a spotlight dos PCs - eles são os protagonistas, os heróis. Que graça ia ter Final Fantasy Tactics se o Orlandu descesse o cacete em todo mundo? Oh, let me rephrase that - que graça ia ter FFT se o Orlandu pwned todo mundo SEM SER PARTE DO SEU GRUPO? Not nice, uh?
Muito trabalho (como o item 1) por quase nada, afinal você não quer nenhum engraçadinho dizendo So we realize the real hero is THIS guy. A não ser, é claro, que o Crow esteja na sua mesa de jogo. Aí eu obrigaria todo mundo a jogar com Pumamen e faria um exército de Vadinhos só pra ouvi-lo repetindo.
Parte 2 - Exemplar of examples.
OK, já gastei muito do meu tempo e da sua paciência explicando pq eu (geralmente) NÃO dou tantos detalhes de fala aos meus NPCs. E já expliquei que os motivos para dar maneirismos de fala para seus personagens é que eles são os mais fáceis de perceber - se Sir Garrick Stout fala com uma voz rouca e soturna enquanto vc tem uma vozinha de soprano, faça uma voz meio rouca enquanto for Sir Garrick falando. Isso até ajuda o mestre, ele não vai perguntar "Sir Garrick disse isso?" pq vai ser claro quando for Sir Garrick falando. E é mais fácil lembrar que Tellani a Raposa chamava todos os homens de 'rapaz(ote)' que lembrar que ela tinha Bluff +22.
Dos personagens de Baldur's Gate II, o favorito da enorme maioria dos jogadores é o Ranger Minsc. Ele tem uma história esdrúxula, atributos bons (a segunda maior Força do jogo, Dex e Con OK, o resto mto baixo), habilidades mto mal escolhidas (ele sabe combater com duas armas e é especializado em... espada de duas mãos?!) e a pior habilidade especial do jogo (berserk - basicamente, ative para Minsc matar os inimigos E o seu grupo. Seu grupo ANTES, provavelmente). Mas então, pq ele é o mais popular? Suas falas, claro. Minsc tem falas maravilhosas. Exemplos:
Swords, not words!
Jump on my sword while you can, evil! I won't be as gentle!
Despair not! I shall inspire you by charging blindly on!
I grow tired of shouting battle cries when fighting this mage. Boo will finish his eyeballs once and for all, so he does not rise again! Evil, meet my sword! SWORD, MEET EVIL!!
I trust those who prey on children no farther than they can be thrown, even if I manage to throw them pretty far!
Parte 3 - Tá, OK, você me convenceu, eu vou arrumar umas frases de efeito pro meu personagem de GD antes que vc me esmurre, Shinken!
Now that is the spirit. Onde achar boas referências e inspirações? Ah, pode deixar comigo.
http://en.wikiquote.org/wiki/Baldur%27s_Gate tem uma excelente lista de citações sobre Baldur's Gate, um jogo com frases muito memoráveis.
http://www.gamefaqs.com/ pode te dar várias idéias, existem vários scripts de vários jogos com bons diálogos, como Valkyrie Profile, Xenogears, Chrono Cross e coisa e tal.
Umas guidelines boas são fazer dois ou três battlecries, que são provavelmente os momentos emque vc vai estar mais disposto a usar frases prontas de qq jeito.
Adicionar uma palavra/expressão ao final de quase todas as frases (como o ya know do Raijin em FFVIII) dá um bom tom de personalidade.
Se seu personagem é membro de uma raça exótica, organização ou coisa assim, frases de efeito são uma boa pra lembrar todo mundo na mesa (incluindo o mestre, que se esquece das coisas às vezes) disso. Baldur's Gate tinha Haer'Dalis que gritava For the Doomguard, I strike a blow! com seus critical hits. Valkyrie Profile tinha Arngrim e seu Now die and be silent!, demonstrando bem sua personalidade ruthless. Neverwinter Nights tinha Tomi Undergallows e seu Here comes halfling death! deixando bem claro que esse rapaz não era um simples hobbit de pés peludosm (é, Belkar vc não foi o primeiro halfling psycho, meus pêsames).
Enfim, recomendo e gostaria muito que todos os personagens de GD tivessem suas frases típicas, maneirismos de fala e coisa e tal. Vamos trabalhar nisso, savvy?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Culpa
Sabe, a gente tem vários sentimentos, óbvio. E muitos deles são meio que universalmente considerados bons, como alegria por exemplo. Claro que deve ter alguma religião/filosofia bizarra que simplesmente acha que ser alegre é ruim, mas meh.
Então, tem esses sentimentos que a gente acha bons e procura ter mais deles sempre que possível. Vamos expandir um pouco, sentimentos só não, sensações tb, kz? Assim dá pra levar em consideração sexo & such. I mean, sexo ñ é uma sensação mas o prazer é e coisa e tal. OK, existem sentimentos e emoções bons, granted, drill this into your head.
Algumas pessoas gostam de sentimentos/sensações diferentes. Tem gente que gosta de dor - todo esse mundinho sadomasoquista bizarro por aí não me deixa mentir. Tem gente que gosta de medo - aliás, a maior parte das pessoas gosta de medo controlado, por isso filmes de terror fazem tanto sucesso. Dizem que tem gosto pra tudo, né. Mas enfim, o ponto é que isso é mais uma ampliação que qualquer outra coisa - todos esses sentimentos/sensações mesmo que ruins em um sentido geral tem alguma coisa boa. Tipo, a dor. Se você acha que sentir dor é uma merda, você é um puta de um imbecil - dor é um mecanismo de defesa eficiente, um jeito de vc saber "Ei, isso aqui vai me foder se eu continuar". Medo é a mesma coisa - um mecanismo de defesa, um jeito de te manter vivo.
Vamos ver amor e ódio. Amor é uma coisa boa, todo mundo diz que é uma coisa boa. Mas e os crimes passionais? E os corações partidos? Quanta gente fica cega por amor a uma religião, à pátria ou mesmo a um time de futebol? Amor pode ser bom, mas tem seu lado ruim também. Amor te fode muito, cara. Quando você ama alguém e a pessoa sofre, você sofre junto. Então tá definido, né? Amor não é completamente bom.
E o ódio? Ódio é ruim, já dizia mamãe. Será? Ódio é uma força condutora, tão ou mais forte que o amor. Tem pessoas que só ficam vivas por causa do ódio. E apesar de não ser exatamente ódio, a sensação de vingança realizada é muito boa, como todo mundo pode atestar (se vc nunca se vingou por nada, vai se foder). Ódio pode ser bom, sim, cacete. Um monte de soldados só sobrevivem às guerras por causa de ódio. Às vezes o ódio é tão forte que faz a pessoa realizar grandes feitos - tem gente que só teve cu de estudar decentemente e entrar pra uma faculdade boa por ódio (isso não é só raiva, porra) de professores específicos. Tem gente que só emagrece por ódio de quem o destrata por ser gordo (se vc for pensar assim, tá até fazendo um favor pros gordos chamando eles de gordos... j/k).
Tá, e a culpa? O que a merda da culpa tem de bom?
Culpa te faz sentir mal. Te faz sentir muito mal. Te põe pra baixo, te impede de ficar alegre. É uma força avassaladora - vc pode acabar fazendo muitas coisas por causa da culpa, coisas grandes, mudando o rumo da sua vida, atravancando a sua felicidade. Culpa é uma merda. Culpa é furtiva, até. Muitas vezes você nem percebe que está fazendo isso ou aquilo por causa da culpa. E quando se dá conta, se sente ainda pior.
Culpa é o único sentimento/sensação que não tem NADA de bom. Não é um mecanismo de defesa, não te dá forças, não faz nada além de te foder. Culpa só te deixa triste, se sentindo uma pessoa pior, te obrigando a fazer o que você não quer.
Felizes são os psicopatas.
Então, tem esses sentimentos que a gente acha bons e procura ter mais deles sempre que possível. Vamos expandir um pouco, sentimentos só não, sensações tb, kz? Assim dá pra levar em consideração sexo & such. I mean, sexo ñ é uma sensação mas o prazer é e coisa e tal. OK, existem sentimentos e emoções bons, granted, drill this into your head.
Algumas pessoas gostam de sentimentos/sensações diferentes. Tem gente que gosta de dor - todo esse mundinho sadomasoquista bizarro por aí não me deixa mentir. Tem gente que gosta de medo - aliás, a maior parte das pessoas gosta de medo controlado, por isso filmes de terror fazem tanto sucesso. Dizem que tem gosto pra tudo, né. Mas enfim, o ponto é que isso é mais uma ampliação que qualquer outra coisa - todos esses sentimentos/sensações mesmo que ruins em um sentido geral tem alguma coisa boa. Tipo, a dor. Se você acha que sentir dor é uma merda, você é um puta de um imbecil - dor é um mecanismo de defesa eficiente, um jeito de vc saber "Ei, isso aqui vai me foder se eu continuar". Medo é a mesma coisa - um mecanismo de defesa, um jeito de te manter vivo.
Vamos ver amor e ódio. Amor é uma coisa boa, todo mundo diz que é uma coisa boa. Mas e os crimes passionais? E os corações partidos? Quanta gente fica cega por amor a uma religião, à pátria ou mesmo a um time de futebol? Amor pode ser bom, mas tem seu lado ruim também. Amor te fode muito, cara. Quando você ama alguém e a pessoa sofre, você sofre junto. Então tá definido, né? Amor não é completamente bom.
E o ódio? Ódio é ruim, já dizia mamãe. Será? Ódio é uma força condutora, tão ou mais forte que o amor. Tem pessoas que só ficam vivas por causa do ódio. E apesar de não ser exatamente ódio, a sensação de vingança realizada é muito boa, como todo mundo pode atestar (se vc nunca se vingou por nada, vai se foder). Ódio pode ser bom, sim, cacete. Um monte de soldados só sobrevivem às guerras por causa de ódio. Às vezes o ódio é tão forte que faz a pessoa realizar grandes feitos - tem gente que só teve cu de estudar decentemente e entrar pra uma faculdade boa por ódio (isso não é só raiva, porra) de professores específicos. Tem gente que só emagrece por ódio de quem o destrata por ser gordo (se vc for pensar assim, tá até fazendo um favor pros gordos chamando eles de gordos... j/k).
Tá, e a culpa? O que a merda da culpa tem de bom?
Culpa te faz sentir mal. Te faz sentir muito mal. Te põe pra baixo, te impede de ficar alegre. É uma força avassaladora - vc pode acabar fazendo muitas coisas por causa da culpa, coisas grandes, mudando o rumo da sua vida, atravancando a sua felicidade. Culpa é uma merda. Culpa é furtiva, até. Muitas vezes você nem percebe que está fazendo isso ou aquilo por causa da culpa. E quando se dá conta, se sente ainda pior.
Culpa é o único sentimento/sensação que não tem NADA de bom. Não é um mecanismo de defesa, não te dá forças, não faz nada além de te foder. Culpa só te deixa triste, se sentindo uma pessoa pior, te obrigando a fazer o que você não quer.
Felizes são os psicopatas.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
It's just a ride
The world is like a ride at an amusement park. And when you choose to go on it, you think it's real because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and round and round. It has thrills and chills and it's very brightly coloured and it's very loud and it's fun, for a while. Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: is this real, or is this just a ride? And other people have remembered, and they come back to us. They say, "Hey, don't worry, don't be afraid ever, because – this is just a ride." And we … kill those people. "Shut him up. We have a lot invested in this ride. Shut him up. Look at my furrows of worry. Look at my big bank account and my family. This just has to be real." It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that, you ever notice that? And let the demons run amok. Jesus, murdered; Martin Luther King, murdered; Malcolm X, murdered; Gandhi, murdered; John Lennon, murdered; Reagan … wounded. But it doesn't matter, because – it's just a ride. And we can change it any time we want. It's only a choice. No effort, no work, no job, no savings and money. A choice, right now, between fear and love. The eyes of fear want you to put bigger locks on your doors, buy guns, close yourself off. The eyes of love instead see all of us as one. Here's what we can do to change the world, right now, to a better ride. Take all that money we spend on weapons and defenses each year and instead spend it feeding and clothing and educating the poor of the world, which it would pay for many times over, not one human being excluded, and we could explore space, together, both inner and outer, forever, in peace.
Bill Hicks
Bill Hicks
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