domingo, 1 de fevereiro de 2009

Resumo da segunda sessão

02- Cicatrizes Recentes

Na Pousada da Pedra Rochosa, Dominique e Arikel acordam sentindo o quarto muito quente e logo descobrem tratar-se de um incêndio; do lado de fora da pousada, a cidade parecia estar em estado de sítio. Encontrando-se com Winter e Gwen, além de Klarf - o mago membro dos Demônios do Deserto que estivera ausente estudando, retornando apenas na madrugada anterior -, eles tentam sair do prédio - já completamente em chamas - mas precisam passar por elementais do fogo no processo. Com a fumaça e o calor cobrando seu preço em sangue, Klarf se disfarça utilizando de magia e com seu vôo arcano e as habilidades Shadow Hand de Arikel, o grupo consegue escapar da morte no prédio em chamas. [off: Tem regras forçando você a fazer testes de Concentração pra lançar magia numa tempestada, mas num prédio em chamas tuuuudo bem, sem teste ^^]
Uma vez do lado de fora, o grupo encontra Neal, descartado por Glaurung após uma surra monumental, mastigado, sem um olho e com o braço quebrado. Após Gwen curar os ferimentos do soldado, o grupo opta por buscar informações. Disfarçado como um dos suspeitos homens de preto com sua magia, Klarf descobre que a antiga guilda de ladrões na cidade se transformou em (ou sempre foi...) uma organização racista e poderosa denominada Cicatriz que tomou o poder da cidade, de alguma forma se relacionando com o culto de Tiamat e que o único ponto de resistência digno de nota é a Catedral do Eterno. Winter, em sua forma de raposa, tenta encontrar um mensageiro para requisitar ajuda mas não tem sucesso - todos os que ela conhece estão desaparecidos ou mortos.
O grupo segue para a Catedral - Gwen e Klarf disfarçados por magia, Winter em sua forma de raposa, Neal, Arikel e Dominique apenas usando suas habilidades furtivas - e a encontra rodeada por muitos homens, cerca de 30 meio-elfos da Cicatriz - incluindo até mesmo clérigos de Tiamat- apenas na porta da entrada. Klarf cria uma distração invocando um elemental do fogo grande e usando bolas de fogo - sua magia de preferência -, o que eventualmente elimina a força presente nesse portão. Ao mesmo tempo, Arikel entra no templo com suas habilidades de teleporte e encontra Yele, filho de Glaurung, um cavaleiro (sem cavalo, porque entrar com cavalo na igreja é sacanagem) muito honrado e que está liderando a resistência do templo, com duas elfas (uma maga e uma clériga) auxiliando-o. Ele avisa Arikel da passagem secreta na mansão de Glaurung, uma forma de sair da cidade e pedir reforços, logo após oferecendo lugar para o grupo descansar antes de rumar para a missão.
Recuperados e com três presentes na bagagem, os Demônios do Deserto e a comitiva real de Falenia se preparam para uma dura batalha na invasão, quando sem aviso os hobgolins foragidos encontrados por Neal no dia anterior matam toda a oposição que guardava a entrada da mansão, permitindo uma fácil infiltração. Com as magias de Klarf e a música de Gwen fortalecendo-a, Winter dizima praticamente sozinha os guardas da entrada e o grupo encontra por fim o cômodo onde se encontra a passagem secreta - onde também está por acaso Svarok, duque elemental do fogo e amante de Gartha a Ruiva.
A batalha com o elemental corrompido pelos devoradores de mentes é longa e penosa, custando a vida de Neal, abatido por um único golpe da criatura. Com o caminho secreto ainda a ser encontrado e a armadura brilhante de Svarok jogada no chão, o que pode esperar os heróis no túnel que os leva para fora da cidade?

Demônios do Deserto:
Gwen - Elfa barda com grande habilidade de suporte e versatilidade. De alguma forma capaz de toar harpa e retalhar coisas com uma cimitarra ao mesmo tempo.
Winter - Hengeyokai raposa com enorme habilidade de combate e um build bom demais que qualquer mestre em sã consciência teria vetado.
Nanashi - Azurin duskblade nativo do Deserto Azul e misteriosamente ausente.
Abu - Dervish treinado no Deserto Azul e misteriosamente ausente.
Klarf - Humano estudioso de magia e com mais HP que muita gente por aí.
Comitiva Real:
Arikel Aesir - Príncipe de Falenia, sensato e versátil.
Neal Wolfcrest - Um agente da Estrela do Relâmpago... ou um cadáver. Ou ambos.
Dominique - Um homem sinistro de raça misteriosa e personalidade flutuante capaz de criar lâminas apenas com o poder de sua mente.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Rant time

De gota em gota, vai tudo ficando mais azul. Aos pouquinhos. Mais e mais azul. E o cheiro do mar fica até difícil de sentir.

Uma manchinha de vermelho aqui e acolá. Tem gente que só pode achar que eu sou idiota; se é pra esconder alguma coisa de mim, sinceramente - pelo menos esconde direito.

Claro, com tanto azul (e esse pouquinho de vermelho) minha visão fica meio manchada. Cometo mais erros que o normal. Tropeço. Com a perspectiva de uma perda vindoura, acabo arriscando perder muito mais. Meus dilemas, por mais bobos que sejam, sempre me parece maiores que os dos outros.

Esforço, cansaço, azul e vermelho. Sobrou pouco verde depois de tudo isso.

Ah, tão pouco verde que preciso de ajuda...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Resumo do primeiro jogo

Na primeira sessão, em Ponto Verde, os Demônios do Deserto atacaram uma carruagem carregada de mithril, chefiada por um clérigo anão. O ataque foi interrompido por goblins liderados por um devoradro de mentes e após rápido embate o devorador de mentes levou consigo o nobre anão, deixando os Demônios com seu prêmio.
Enquanto isso, em Ivalice, o Rei de Falenia, Korgar o Destemido havia enviado seu filho em missão secreta à cidade de Ponto Verde, na divisa com Visper. O príncipe deveria tratar com o governante local, o herói de guerra Glaurung, convencendo-o a aceitar ajuda de Falenia na proteção da cidade, ameaçada por recentes ataques goblins devido à proximidade com as montanhas sagradas do povo goblin. Para auxiliá-lo na tarefa, são enviados dois oficiais da Estrela do Relâmpago.
Os Demônios do Deserto conseguem entrar na cidade - extremamente vigiada após a pequena guerra na estrada - apenas escondendo-se na carruagem do príncipe faleniano. Presos após tentarem ameaçar um oficial local e trazendo um anão a tiracolo, os mercenários são soltos com a intervenção de Gartha, braço direito de Ethirindel, o chefe do crime em Ponto Verde - um meio-elfo misterioso mas que declara abertamente seu ódio irracional por elfos e humanos e não se considera metade de nada. Após receber a mithril, Ethirindel envia o bando para se encontrar com o príncipe.
A comitiva real por fim consegue alcançar Glaurung, o regente local. Imperioso e convencido, apenas após muita diplomacia ele concorda em inestigar as montanhas na manhã seguinte - enquanto Dominique/Domenik investiga cada milímetro de sua mansão com a desculpa de visitar o banheiro. Alojados na Pousada da Pedra Rochosa, curiosamente também quartel-general de Ethirindel, os membros da comitiva são eventualmente abordados pelos Demônios do Deserto, que acabam inadvertidamente alistados para a incursão nas montanhas na manhã seguinte; eles inclusive realizam um reconhecimento do terreno.
O dia dado por encerrado, Neal, um dos oficiais da Estrela do Relâmpago, decide envenenar Glaurung para tirá-lo do caminho, considerando-o por demais perigoso - apenas para descobrir, tarde demais, que Glaurung é na verdade um grande e poderoso dragão verde.

NPCs Importantes:
Rei Korgar, o Destemido - Rei de Falenia, nativo do distante reino de Viken. Guerreiro lendário, homem justo e poderoso. E gatão.
Glaurung - Herói de guerra no confronto com os goblinóides anos atrás, razão do nome Ponto Verde. Um dragão verde viciado em conflito, tão arrogante quanto poderoso.
Ethitindel - O misterioso senhor do crime em Ponto Verde. Meio-elfo que alimenta um racismo incontido contra tanto elfos quanto humanos. Que espécie de plano sujo um homem como esse pode ter nas mangas?
Gartha, a Ruiva - Essa instável feiticeira meio-elfa é o braço direito de Ethirindel e uma piromaníaca confessa. Suas atividades favoritas incluem queimar pessoas, queimar prédios, queimar animais, invocar elementais do fogo, transar com elementais do fogo e queimar coisas em geral, really.

sábado, 29 de novembro de 2008

Faiths of Rubia

A seguir estão descritos os principais deuses, cultos e filosofias de Rubia. Não se trata, porém, de uma lista completa - tem gente que acredita em cada coisa no mundo real, já dá pra imaginar no que acreditam em fantasia medieval.

Amante Eterna
Outros Nomes/Títulos: Glória da Noite, Beleza Imortal, Deusa do Amor
Tendência: Neutra
Domínios: Proteção, Morte, Cura
Arma Predileta: Adaga
A Amante Eterna ensina que o amor jamais morre. Em vez disso, o amor pode prosseguir indefinidamente, se o corpo for devidamente preservado. A divindade do amor (a qualquer preço), a Amante Eterna geralmente é representada como uma linda mulher de pele muito pálida (quase translúcida) e cabelo platinado na altura do pescoço. Ela tem olhos de um azul muito claro, com unhas e lábios da mesma cor. Ela é simplesmente perfeita, apesar de estar claramente morta (ou talvez seja perfeita justamente por isso). Ela tem buracos em forma de coração na palma das mãos, capazes de causar uma atração descontrolada e nunca um sentimento de estranhamento, temor ou impressão de feiúra.
O apelo da Amante Eterna é mais forte com os amantes trágicos, os mortos-vivos e aqueles em busca de imortalidade. Ainda assim, qualquer um que amou e perdeu ou que ama e teme perder é um devoto em potencial da Glória da Noite. Muitos devotos da Amante Eterna evitam pregar a idéia da morte em vida em grandes cidades, em vez disso exaltando o aspecto de cura da deusa - afinal, curar alguém que antes que morra também pode fazer com que o amor perdure.
A Amante Eterna ensina que o mais importante é a vontade e que uma coisa trivial como a morte não deveria impedir algo glorioso e majestoso como o amor. Esse pensamento levado ao extremo faz com que muitos procurem se tornar mortos-vivos para viver eternamente, embora o comportamento predatório da enorme maioria dos mortos-vivos vá de encontro aos ensinamentos da deusa.

Bahamut
Outros Nomes/Títulos: Dragão de Platina, O Juiz
Tendência: Leal e Boa
Domínios: Ar, Dragão (Draconomicon), Bem, Ordem, Guerra
Arma Predileta: Espada longa
O dragão de platina, Bahamut é visto como um gigantesco dragão benevolente, um guerreiro implacável e um juiz infalível. Sempre respeitado, Bahamut é uma divindade guerreira que prega que a justiça deve ser oferecida - e quando negada imposta. Admirado por paladinos (especialmente elfos), Bahamut é um ideal de nobreza e bravura a ser alcançado.
Suas igrejas costumam ser grandes e servem também como centros de treinamento para combatentes. 

Caminho das Sombras
Outros Nomes/Títulos: Caminho de Luz e Sombra, Batalha sem Fim, Equilíbrio
Tendência: Neutra e Boa
Domínios: Escuridão, Cura, Bem, Viagem
Arma Predileta: Bordão
Os xeph possuem uma forte ligação com o Plano das Sombras e como tal sua filosofia é relacianoda com ele. Este povo que vive na escuridão eterna acredita que a sombra não é a ausência de luz e sim a presença do escuro - presença esta sentida nas mentes e nos corações.
Os xeph acreditam na dualidade. Acreditam que a sombra pode ser boa ou ruim, dependendo de quem a utiliza. Acreditam que existe escuridão no coração de todos, mas que cabe às pessoas controlar sua escuridão e fazer a luz brilhar mais forte.

O Eterno
Outros Nomes/Títulos: Nenhum
Tendência: Neutra e Boa
Domínios: Bem, Cura, Proteção, Conhecimento, Magia, Animal, Planta, Sol
Arma Predileta: Ataque desarmado
A toda-poderosa e benevolente entidade que é o patrono dos elfos, o Eterno é uma divindade paciente que promete esperança, prosperidade e longevidade. Ele se manifesta em tudo e todos, sendo parte de cada ser vivo. O Eterno está em cada respiração, em cada raio de luz.
A religião do Eterno prega a hospitalidade, a harmonia com a natureza, o amor ao próximo e o respeito aos mais velhos.

Geshtai
Outros Nomes/Títulos: Rainha das Águas
Tendência: Neutra
Domínios: Animal, Água, Oceano (Stormwrack), Planta, Tempestade (Stormwrack), Viagem
Arma Predileta: Lança longa
A encarnação da água elemental, Geshtai é uma divindade enigmática e poderosa. Como a própria água, grupos de seguidores de Geshtai se formam e depois se esvaem. Seus templos em geral são construídos ao lado de grandes corpos d'água; em todo porto de Rubia existe pelo menos um altar para Geshtai e nos navios todo o tempo se ouvem pragas e orações em seu nome. Seus seguidores costumam proteger fontes de água e guiar pessoas perdidas.

Lyris
Outros Nomes/Títulos: Deusa da Sorte, Nossa Senhora Vitoriosa
Tendência: Neutra
Domínios: Destino (Complete Warrior), Guerra, Sorte
Arma Predileta: Machado de batalha
Como a divindade do destino bem como da vitória, Lyris tem dois aspectos. Para os bravos, ela simboliza a inevitabilidade da vitória. Outros a vêem controlando a grande roda do destino, que promete que cada pessoa receberá sua devida recompensa (ou punição) no pós-vida. Seus clérigos rezam por magias ao meio-dia, o “ponto de equilíbrio” do dia.

Moradin
Outros Nomes/Títulos: Forjador de Almas, Barba de Ferro, Pai dos Anões
Tendência: Leal e Boa
Domínios: Bem, Guerra, Força, Ordem, Terra
Arma Predileta: Martelo de guerra
Feito de terra e com barba de ferro, Moradin é o pai dos anões. Ele simboliza o dever, a honra, a habilidade de combate, a forja, o respeito à família e aos superiores – ou seja, tudo que os anões valorizam. Moradin é uma divindade severa que vê a defesa da civilização anã – e das tradições que a fortalecem. Templos de Moradin são presença freqüente no reino anão de Terr-Ahlor e nenhum nobre anão jamais toma decisões antes de consultar os clérigos do Forjador de Almas.

Tharizdun
Outros Nomes/Títulos: Ilsenine, O Paciente
Tendência: Neutra e Má
Domínios: Destruição, Mal, Loucura, Corrupção, Ódio, Conhecimento, Mente
Arma Predileta: Mangual leve
Um antigo e maligno deus, Tharizdun foi aprisionado por todos os demais deuses em uma dimensão conhecida como Reino Distante. Uma vez lá, utilizando seu grande intelecto e poderes divinos, distorceu as formas e mentes dos habitantes locais de acordo com seus padrões doentios, criando criaturas que podem ser classificadas apenas como aberrações - como os devoradores de mentes, os observadores e outros monstros. Suas criações conseguiram, através das eras, encontrar formas de sair de Reino Distante e chegar ao Plano Material Principal. 
Não há dúvidas de que Tharizdun é tão poderoso quanto maligno, o que lhe rende muitos devotos em  pessoas dispostas a fazer tudo por poder. Em qualquer região civilizada, cultuar Tharizdun é um crime muito grave.
Seu símbolo é uma espiral negra.

Trithereon
Outros Nomes/Títulos: O Libertador, O Destemido
Tendência: Caótica e Boa
Domínios: Bem Caos, Coragem (Complete Warrior), Força, Libertação (Complete Divine)
Arma Predileta: Espada larga ou espada bastarda
O deus da coragem e da liberdade, Trithereon tem seguidores que almejam liberdade para si próprios e para os outros. Seu clero trabalha freneticamente para derrubar regimes ditatoriais e libertar escravos. Seguidores de Tritherion muitas vezes viajam escondidos para evitar problemas com aqueles em posição de poder e são muito benquistos pelo povo oprimido. Embora seja dito que nenhum governante se sente inteiramente seguro com um templo de Tithereon nas redondezas, existem muitas igrejas voltadas para esse deus em Falenia e Visper; o clero inclusive tem boas relações com os governantes. Como a divindade da coragem, Trithereon valoriza a coragem em batalha. Seus clérigos oram por magia à meia-noite, quando a coragem é mais requerida.

Tiamat
Outros Nomes/Títulos: Dragão de cinco cabeças, A Fúria Fria
Tendência: Leal e Má
Domínios: Fogo, Dragão (Draconomicon), Enganação, Mal, Ordem
Arma Predileta: Picareta pesada
Todos os dragões malignos prestam homenagem a Tiamat e mesmo os dragões bondosos ou neutros possuem um respeito cauteloso pelo dragão de cinco cabeças. Ela simboliza a malícia, a raiva controlada, a lábia e o assassinato. Muitos criminosos fazem uma rápida prece a Tiamat antes de roubar, matar ou estuprar. Seu dogma é simples: dominar ou destruir. O culto a Tiamat não é aceito na maior parte das áreas civilizadas.

Zoser
Outros Nomes/Títulos: O Dançarino, Vento Ardente
Tendência: Caótica e Neutra
Domínios: Ar, Areia (Sandstorm), Caos, Destruição, Verão (Sandstorm)
Arma Predileta: Cimitarra
Zoser é um ser imprevisível cujo coração se rejubila na dança selvagem dos ventos do deserto. Adorado (ou no mínimo respeitado) pelos azurins do Deserto Azul, Zoser é visto por alguns como uma força da natureza (uma força de destruição) e por outros como um ideal a ser atingido. Dervishes são seus seguidores mais devotos, imitando seu poder caprichoso em sua dança de batalha. Ele costuma ser retratado como um turbilhão de areia vagamente humanóide, com um par de cimitarras flutuando ao seu lado. Clérigos de Zoser costumam ser alegres e festeiros, embora fatalistas – eles pregam que embora a destruição possa chegar a qualquer momento, este é só mais um motivo para aproveitar a vida enquanto se pode.

domingo, 23 de novembro de 2008

Races of Rubia: Xeph

Fontes: Expanded Psionics Handbook, Complete Psionic, Oriental Adventures, Eberron Campaign Setting, Races of Eberron, Tome of Magic
Conhecidos por sua presteza, domínio de magia verde e filosofias diferentes, além de viverem na Terra da Escuridão Perpétua, os xeph são envoltos em fascínio e mistério para a maior parte dos habitantes do Grande Círculo.
Metagame: Os xeph acabaram sendo uma mistureba danada, basta ver quantas fontes aqui. Eles são a 'raça oriental' de GD, também são ' raça psiônica' e tem todo esse lance exótico do Plano das Sombras.
Alguns xeph viajam para outros reinos, alguns em peregrinações religiosas ou filosóficas, outros buscando simplesmente lucro (muitas vezes se aproveitando da ignorância e admiração de grande parte do povo sobre sua gente). Qualquer que seja o motivo, não é uma visão rara - embora costume ser memorável - um andarilho ou comerciante xeph num centro urbano de Falenia ou Visper.

Personalidade: Os xeph são um povo alegre e amigável, recebendo visitantes de braços abertos. Essa postura de companheirismo é praticamente uma questão de sobrevivência em Kurairiku. Outro aspecto que esse companheirismo cultural assume é na fidelidade de um xeph com seus amigos e no que ele espera em retorno - se traído por alguém em quem confia, um xeph pode devotar sua vida a pagar na mesma moeda; apesar disso, os xeph não são vingativos - eles tendem a esquecer problemas e inimizades em nome do bem maior, portanto é relativamente fácil que esqueçam desentendimentos após breves brigas (desde que ambos os lados acreditem estarem quites, claro). Nessa mesma linha de pensamento, eles preferem evitar uma briga que entrar em uma, mas amam a arte do combate e uma vez envolvidos em uma batalha são guerreiros habilidosos e implacáveis. Dizem em Visper que "Um xeph daria um olho para não entrar numa briga, mas daria os dois para não sair".
Em termos de magia, os xeph praticam a magia verde com maestria - ela vem naturalmente para a raça. Alguns estilos de magia vermelha, como Shadow Hand, também são praticados e ensinados em mosteiros ou escolas de artes marciais. Elfos usuários de magia azul, branca ou negra são incomuns, mas existem em quantidade suficiente para não causar estranheza.
Xeph apreciam muito a música como arte e são apaixonados pela língua falada. Apesar de serem em geral alfabetizados e possuírem razoável produção literária (perdendo para os elfos e para os humanos, mas ainda superior a dos anões), a falta de iluminação natural em suas terras faz com que poucos xeph dêem muito valor à palavra escrita (o que é mais um motivo para sua devoção pela magia verde, que não é registrada em livros). Aqueles que o fazem muitas vezes procuram o Verdadeiro Nome, no processo dominando uma forma especial de magia.

Aparência: Os xeph são basicamente humanóides, podendo ser facilmente confundidos com humanos se tiverem os olhos ocultos. Os xeph tendem a ter pele escura e cabelos negros lisos. Seus olhos possuem esclera de um verde vibrante e pupila negra ou castanha. Existem casos de xeph com cabelos e olhos prateados, mas é uma ocorrência rara e considera-se um bom augúrio. Eles possuem orelhas ligeiramente pontiagudas, como os meio-elfos e muitas vezes costumam usar seus cabelos em longas tranças (exceto a nobreza, que mantém o cabelo o mais longo possível e sempre solto).

Relações: Humanos vêem os xeph com um misto de admiração e assombro, em geral interagindo de uma distância segura. Os elfos os respeitam e admiram seu companheirismo, mas não deixam de expressar seu desconforto com a adoração das sombras. Anões, que vivem no subterrâneo com pouca iluminação e compartilham a lealdade da raça, têm nos xeph seus maiores aliados; acontecem até mesmo casamentos inter-raciais, coisa muito rara entre os anões. Muitos hengeyokai vivem em Kurairiku, em harmonia com os amigáveis xeph. Embora os elan da Ilha Proibida não demonstrem uma postura particularmente agressiva com o povo das sombras, a recíproca não é verdadeira - os xeph consideram os elan uma prova dos perigos do uso irresponsável da magia verde que tanto amam, com posturas pessoais variando da piedade ao ódio irrestrito. Os tieflings, naturalmente capazes de criar escuridão, são vistos com bons olhos pelos xeph em geral, sendo talvez o único povo que aceita os tieflings sem (muita) reserva. A dinasita Aesir mantém boas relações com Kurairiku e por isso muitos xeph admiram todos os aasimar, mesmo os viajantes planares. Os githyanki e githzerai são vistos com simpatia distante, muitas vezes por ignorância, visto que não ocorrem muitos encontros entre as raças. Orcs e goblinóides são respeitados como combatentes, mas até mesmo os xeph desconfiam de raças com histórico de conquista e tendências tão freqüentemente malignas.

Tendência: Xeph não tendem mais para a ordem nem para o caos - sua cultura possui muitas características ordeiras, como a lealdade, mas eles tendem a evitar levar quaisquer leis e regulamentos muito a sério. Apesar de seu companheirismo, os xeph acreditam imensamente no papel do indivíduo. "Uma pessoa a mais ou a menos faz toda a diferença", costumam dizer. Os xeph com mais freqüência são bons que maus, mas os xeph malignos existem e costumam ser extremamente dissimulados em sua maldade.

Terras dos Xeph: Os xeph são nativos de Kurairiku, chamada pelos elfos de Terra da Escuridão Perpétua, uma região cercada de enormes montanhas que dificultam a passagem do sol. A iluminação nas cidades xeph é geralmente feita com magia e as grandes cidades costumam ter grandes monolitos brilhantes que servem como relógio. Afastada do Grande Círculo, Kurairiku produz fungos comestíveis inexistentes em qualquer outra parte de Rubia, exportados por altos preços. As montanhas ao redor são ricas em minérios e madeira, geralmente exportados para os anões.

Religião: Os xeph crêem principalmente no Caminho das Sombras, mas não deixam de prestar homenagem a outros deuses ou respeitar filosofias diferentes. Aventureiros muitas vezes prestagm homenagem a Trithereon.

Língua: Os xeph falam sua própria língua, que possui sons muito diferentes dos encontrados nas línguas de outras raças. Eles usam o alfabeto humano e acredita-se que não possuíam linguagem escrita antes do intercâmbio com essa raça.

Nomes: Os nomes xeph costumam incluri terminações em 'ash' ou 'arsh' para homens e 'el' ou 'fel' para mulheres, além de incluir um nome de clã que é muitas vezes traduzido para o comum, geralmente com alguma referência a sombras ou ao escuro. Portanto, Darash Olhos Negros ou Melianel Rio Sombrio são ambos nomes xeph típicos.

Aventureiros: Existem muitos xeph aventureiros e eles podem seguir muitas carreiras. Existem andarilhos soulknife, clérigos do Caminho das Sombras espalhando essa filosofia, swordsages da disciplina Shadow Hand testando suas habilidades e magos buscando compreender melhor o Plano das Sombras.

Traços Raciais: Como o Expanded Psionics Handbook, exceto que como os kalashtar os xeph ganham 1 ponto de poder extra por nível em vez de um único ponto de poder extra no primeiro nível. Qualquer feat ou classe restrita para os kalashtar também pode ser adotada pelos xeph.