segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Almas Condenadas (Fingerprints)

Quem me conhece sabe que eu aprecio um bom filme ruim. São aqueles filmes que são tão sinceros em sua tosquice, tão engraçados em seus erros, tão flagrantes em seus atores ruins que se tornam mais divertidos que vários filmes produzidos de forma mais sóbria.
Almas Condenadas não é um desses filmes. É só uma merda mesmo.
Título Original: Fingerprints
Título no Brasil: Almas Condenadas (é, wtf?)
Diretor: Harry Basil (Não conhecia? Nem eu. Mais detalhes sobre ele no texto principal.)
Gênero: Horror
Lançamento: 2006
De alguma forma, esse filme conseguiu ganhar o prêmio de Best Feature no New York City Horror Film Festival. Acho que vou mandar uma fita pra lá ano que vem, então.
Pra começar, o título do filme em inglês é pelo menos interessante e tem relação com o plot. Claro, todo mundo sabe que tradução de título no Brasil é uma ciência coisa extremamente sem nexo, então acabamos com Almas Condenadas que deve ser o nome de filme de terror mais genérico de todos os tempos.
O conceito do filme ficou bem claro pra mim: unir o gênero horror adolescente do começo dos anos 90 com o filão do horror japonês que está tão na moda agora no século XXI... tudo isso com um orçamento baixo. Temos adolescentes mortos quando vão transar por um psicopata mascarado, temos os conflitos adolescentes, temos os atores de 30 anos interpretando personagens de 15 - tudo isso salpicado com fantasmas de criança e os sustos mais manjados desde A Hora do Pesadelo.
O plot é ruim, mas podia ser pior. Melanie (Leah Pipes, figurinha carimbada em seriados) é uma adolescente se mudando para uma nova cidade após uma experiência de quase morte, overdose (não falam de que, mind you) e perda de namorado. Na nova cidade, Melanie é a única pessoa que se veste feito emo e sua irmã Crystal (Kristin Cavallri) é a gostosinha local, que fofoca pra todo mundo como a irmã fez rehab e a leva para uma festa. Na festinha, o povo zoa Melanie bla-bla-bla, você já sabe como isso vai terminar. Claro que tem um namoradinho bonitinho, a única pessoa gentil com Melanie. E ele é interpretado pelo pior ator do filme. Sério. Ele consegue ser ruim que o cara que interpreta o bad boy da escola, que só foi contratado por parecer (de longe) com o Brendan Frasier. Enfim, namoradinho, irmã, fantasmas.
Ah, os fantasmas. Na cidadezinha tem uma história de terror e um lugar mal-assombrado, claro. 50 anos atrás, um ônibus escolar cheio de crianças foi destruído na linha do trem e os fantasmas das crianças empurram carros deixados em ponto morto nos trilhos, deixando neles marquinhas de mãos (daí o título, sacou?). Então, Melanie é a única que pode ver os fantasmas e depois 50 anos caladinhos eles querem botar a boca no trombone. Não me surpreende eles escolherem a Melanie pra revelar sua historinha triste, já que o resto da cidade não tem cérebro. O conselheiro da escola é assassinado dentro do próprio escritório enquanto estava no telefone com o filho e ninguém perceber. Eu quero dizer que ninguém percebe MESMO. Não mencionam o fato o resto do filme.
Enfim. É uma bomba com B maiúsculo.
Sidenote: o diretor Harry Basil é responsável por isso aqui. Esse deve ser um bom filme ruim, pelo menos.

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