domingo, 9 de agosto de 2009

Advice

nosoul diz:
*should i do something stupid?
Thiago Shinken // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*only if it's funny or if it'll get you laid

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nosoul diz:
*ei
*me diz pq eu sou uma bixa?
Thiago Shinken // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*provavelmente pq eu te comi

quinta-feira, 16 de julho de 2009

GDR 7 - A traição é azul

Quando o grupo se aproxima do NV Invencível para partir, encontra Faldorn trajado para combate (incluindo um cinto de couro marcado com três pedras de selenita*, luvas de couro ornamentadas com relâmpagos azuis, uma azagaia presa por cima do ombro, um peitoral de aço e um sabre à cintura) conversando com um elfo de cabelos negros trajado de forma aristocrática. O elfo de apresenta como Lerac da família Amatifa - antigos vassalos dos Argith, família de Gwen. Ele se oferece para acompanhá-los, inclusive oferecendo dois dragões (não presentes e referidos inicialmente apenas como "amigos") para proteção do Invencível. Lerac se mostra um cantor virtuoso, além disso muito gentil e amigável... até o Invencível sobrevoar o Deserto Azul. Neste ponto, Lerac dá a Faldorn a chance de trair o grupo enquanto dois dragões azuis, pouco maiores que cavalos mas muito mais ameaçadores, atacam o navio voador pelos flancos. Um combate se inicia, Lerac demonstrando a habilidade de criar com sua canção uma lâmina de fogo, relâmpago e som de poder assustador, derrotando Gwen e Neal em combate antes que eles pudessem reagir. Entre o combate com Lerac e os dragões causando tantos danos ao Invencível que o fazia cair dos céus, o grupo perde a coesão e não consegue enfrentar a ameaça. Abu tenta subjugar os dragões mas não consegue e é mastigado e cuspido ainda vivo no convés. Quando o navio atinge as areias, graças à perícia de Faldorn, a resistência do Invencível, a composição das místicas areias azuis de incarnum, muita sorte e boa vontade do DM, o grupo sobrevive mais ou menos ileso - com exceção do Faldorn, inconsciente e muito ferido.
O calor inclemente do Deserto Azul ameaça matar o bando, que é atacado por uma patrulha de janni - o tipo mais fraco de gênio, composto pelos quatro elementos. Quando não parecia mais haver esperança, quando Neal, Jallan e os Demônios do Deserto pareciam condenados a uma morte horrível por desidratação ironicamente justamente quando chegaram ao deserto... Nanashi surge para salvá-los. O jovem azurin explica ter sido contato por um membro de sua tribo logo depois da batalha de Ponto Verde e ter precisado voltar porque seu pai estava muito doente. O pai de Nanashi já morto, agora ele precisa liderar sua tribo em um momento delicado no Deserto Azul, quando um novo poder se ergue nas areias.
Na vila da tribo de Nanashi, o grupo recebe cuidados médicos através de usuários de incarnum - magia arcana ou divina é muito rara entre os azurin, Nanashi sendo o único conjurador arcano de sua tribo em particular. A conselheira dele, uma senhora de idade e com cabelos cor azul-cobalto chamada Azura, explica aos companheiros de Nanashi (após o jovem repetidas vezes tentar reunir os Demônios do Deserto ignorando Jallan e Neal sem muito sucesso) sobre a situação no Deserto Azul. Um janni chamado Ahmed surgiu recentemente buscando poderes arcanos, o que é relativamente comum na região - por toda Rubia se diz que no Deserto Azul existem mais segredos mágicos escondidos que em todo o resto do continente. Ahmed aparentemente reuniu uma considerável quantidade de poder, controlando uma força composta de mercenários e outros janni, uma força capaz de fazer frente aos poderes que mantém ocultos os segredos do Deserto Azul - primariamente os yuan-ti, senhores dos oásis, homens-serpente mais temidos e respeitados que a própria morte pelos demais habitantes dos desertos. Azurra sugerem que Nanashi e companhia visitem uma tribos de dervixes próxima (com muita cautela pois a relação entre dervixes e azurin não é exatamente estável) para dividir as preocupações com seus líderes.
Na manhã em que se preparavam para viajar, uma assassina yuan-ti ataca Nanashi mas o grupo consegue neutralizá-la rapidamente, apesar do jovem azurin ter escapado com vida por um fio.
Enquanto o grupo segue para seu encontro com os dervixes, uma figura parece segui-los à distância.

* Selenita é uma variedade de gipsita (na química - sal ou metalóide do ácido selênico) bem cristalizada e com aparência vítrea como vocês podem conferir na imagem desnecessariamente grande abaixo. Muitas vezes traduzido erroneamente como "pedra da lua" pelos tradutores preguiçosos e sem vergonha da Devir.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

GDR 7- A vingança é prateada

Klarf é ressucitado pro Amanda, uma curandeira cega que vive no monastério. Devota da Amante Eterna, ela desenha um coração na mão do mago.
Arikel, Klarf e Lerin percebem que Dominic subitamente demonstra habilidades que não possuía antes. Embora Lerin não pudesse se importar menos com isso, Arikel e Klarf o interrogam e a insistência de Dominic em não explicar o ocorrido faz com que Klarf o ataque. Despreparado para um combate contra o mago, Dominic é derrotado e acaba confessando ter vendido sua alma por poder. Domaris, que se aproximava cada vez mais de Dominic, passa a odiá-lo - os elans, a raça de Domaris, não possuem alma então Dominic vendeu algo que Domaris nunca pode ter [NOTA: eu sinto falta dos acentos diferenciais].
O Orador das Sombras, mestre da ordem do Sol Sombrio, oferece seu apoio à causa de Arikel durante um jantar mas ainda assim os ânimos permanecem gelados.
Os ninjas do Sol Sombrio encontram um githyanki exausto nas cercanias do mosteiro [NOTA: que aliás é sinônimo de monastério sim] e o acolhem, sendo que entre seus perseguidores estava um dragão vermelho enorme. Os monges iniciam preparações para a defesa dependendo principalmente da magia de Klarf.
Quando o primeiro grupo de ataque se aproxima, Dominic e dois ninjas conseguem derrotá-los e capturar um prisioneiro. Quando volta para o monastério, Dominic encontra o misterioso Lengar novamente. Lengar e Dominic interrogam o githyanki e descobrem que a força de ataque consiste de dez soldados gith, dois capitães, um comandante e um dragão vermelho. Quando Arikel avista o dragão vermelho se aproximando, Klarf lança magias protetoras em Arikel e Lerin para que eles possam participar do combate. O dragão cospe chamas no grupo, carbonizando Lengar e forçando Klarf a fugir. Lerin e Arikel se envolvem em batalha aérea com o dragão e o githyanki montado nele. Arikel mata o gith afundando a cabeça dele no tórax e o Orador das Sombras se dispõe a enfrentar sozinho o dragão. O mestre ninja acaba sendo bem-sucedido, mas o preço é muito alto e ele deve permanecer de cama por um bom tempo.
Após Amanda ressucitar Lengar, o grupo se prepara para seguir por uma passagem secreta dos monges e chegar a Weissenacht.
Do prazo de um mês para o reencontro, se passou uma semana.

terça-feira, 16 de junho de 2009

GDR 6.5- A jaula de um relâmpago, a chave de um veneno

Neal, Gwen, Jallan e Winter se preparam para partir no NV Invencível de Faldorn Da'Erte e encontram Abu, agora um membro ativo dos Contempladores de Astros, esperando-os. Apesar de inicialmente terem decidido partir sem o xeph, o grupo o leva consigo. O NV Invencível inicia sua primeira viagem em anos seguindo para Galland, a capital de Visper. Seguindo instruções de Pharaun, Faldorn para o Invencível em uma clareira na floresta, próximo da Cidadela de Ferro, onde Van está preso.
A Cidadela de Ferro foi construída pelos anões como um sinal de boa vontade e é um símbolo da amizade firmada entre o povo élfico e o povo anão após a Guerra dos Mil Anos. Construída como um bloco maciço de adamantine, a Cidadela tem como guardas demônios invocados pelos elfos e construtos criados pelos anões. Protegida por quatro catapultas operadas por demônios vrok, a Cidadela nunca havia registrado uma fuga em toda sua longa história de três séculos.
O grupo se divide - Jallan e Winter não têm nenhum interesse em arriscar as próprias vidas para salvar Van, mas com a insistência de Abu e Neal concordam de forma relutante. Gwen e Neal vão ao centro de Galland em busca de mais informações e Neal descobre que a família Argith de Gwen é uma das mais influentes do reino e a mais poderosa de Galland. A barda, porém, se recusa a entrar em contato com sua família. Juntos a elfa e o espião conseguem descobrir que um único mortal consegue entrar e sair livremente da Cidadela - um anão artífice com um curioso afeto por "bichinhos fofinhos" responsável por levar alimentos para os prisioneiros e reparar os construtos. Infelizmente para eles, o anão já está na Cidadela, permancendo lá por mais um ou dois dias.
Correndo contra o relógio, Neal falsifica um documento que o indica como prisioneiro enquanto Gwen se disfarça de guarda para que ele possa entrar na Cidadela. O plano falha devido às reduzidas habilidades de falsificação de Neal; a sucubus que os recebe leva Neal como prisioneiro após ser atacada, mas não antes de drenar sua energia vital e tomar todo seu equipamento.
Paralelamente, Winter entra na Cidadela através das grades na sua forma de raposa, usando o zecter de Jallan como apoio. Uma vez lá dentro, ela localiza Van mas não consegue libertá-lo, no processo sendo adotada como animal de estimação pelo anão artífice, libertando todos os demais pets do pobre anão e quebrando vários dos construtos na sua fuga.
Com Neal preso, Jallan consegue convencer Faldorn a voar acima das nuvens acima da Cidadela para que Jallan sozinho - por ser o único capaz de voar - resgate Van e Neal. O plano fracassa quando os vroks que operam as catapultas se mostram poderosos demais para o kiloren sozinho.
Jallan morto e Neal ainda preso, o grupo mergulha em um marasmo emocional até que Sorel Sulfure, o pai de Dominic, invade a Cidadela com sua Estrela do Veneno e consegue resgatá-los sem chamar atenção. Dolores, a tenente de Sorel, até mesmo ressucita Jallan e cura Neal. Sorel entrega a Neal um amuleto que lhe permite enviar uma mensagem de 25 palavras até ele e pergunta sobre seu filho. Explicando por fim que a Estrela do Veneno combate a corrupção atual de Falenia por dentro e levando um catatônico Van, Sorel e seus soldados somem na noite.
Encontrando-se com seus companheiros, Neal explica os acontecimentos e enquanto Winter e Jallan se trancam em um quarto e desafiam os recordes de tolerância física em maratonas sexuais, Abu e Neal bebem horrores e acabam acordando com um elfo e uma meio-orc na cama, respectivamente. Tendo torrado todo o dinheiro do grupo (100po para pagar a conta e 3900 como gorjeta), a dupla percebe a falta de Faldorn e acreditam que ele fugiu levando consigo seu navio. O elfo diletante porém aparece dizendo ter conseguido 12000po com Phaerun e tendo equipado o Invencível com armas. Ele parte para esperar o grupo no navio voador enquanto Abu e Neal compram equipamentos para a jornada que se reinicia.
Do prazo de um mês estabelecido por Arikel para que se reencontrassem, resta apenas uma semana.

domingo, 31 de maio de 2009

A curva versão 3.0

Mexi de novo e continuo não estando satisfeito com o resultado.

A curva

A música soava com uma freqüência rotineira, criando uma sedutora trilha sonora que dos alto-falantes vazava suavemente. O som de teclados eletrôncios e percussão leve seguia conosco em nossa jornada através das cortinas do negrume da madrugada. As janelas estavam frias ao toque, evidenciado a temperatura mais baixa do lado de fora, mas eu me negava a crer que o clima pudesse ser mais frio. Manchas de sal e impressões digitais pintavam o vidro em sua sujeira e nas ruas a chuva escorria como uma preguiçosa cascata das calçadas. Um casal se abraçava na esquina, dividindo entre eles muito mais calor do que eu tinha em meu assento estofado e casaco fechado.

A música pulsou num timbre mais alto, porém ainda gentil, como o chiado distante de um pote de água fervente. O céu já brilhava fracamente, dando-nos um vago vislumbre da aurora distante. Pensei despreocupadamente que se um dia aprendesse a voar, nunca colocaria meus pés no chão novamente. O carro disparava por um trecho dolorosamente reto da estrada e ela não tinha movido o volante nem ao menos dois graus nos últimos vinte minutos, mas não falava faz muito mais tempo.

Percebi finalmente que outra época havia chegado; aquela dos resfriados e sobretudos; considerei que se estávamos quietos na viagem era porque queríamos chegar em casa. Resquícios das memórias do verão inundaram minha mente, os dias que eu guardava carinhosamente nos confins do coração. Como nós fomos; tão perfeitos e tão felizes, nas memórias do verão tão distante do medo e dos ciúmes. Agora, entre cada sorriso há uma lágrima nos olhos. O tempo era tão tangível sob a auroria fria que me fez lembrar de prometer nunca deixar o tempo escapar. Nossos sonhos pareciam tão distantes. Um trem havia saído da cidade uma hora atrás; mas não esperara por mim... ela foi me buscar.

A música parou e por um instante o carro parecia parado também, a paisagem tão repetitiva que era estática. Sem desviar o olhar, com um gesto quase mecânico, ela tocou o botão de reprodução suavemente com a ponta de sua unha manicurada. Eu finalmente estava sendo resoluto... poderia ela me pedir para mudar?

"Por que você está fazendo isso?", ela finalmente, disse sem esperar uma resposta. Sua voz penetrou o ar viciado como um espião em filmes de criança, tão inesperadamente que fez meu coração saltar.
"Eu não estou fazendo nada", eu disse, sem um átimo de crença no que dizia. "Isso é o que é melhor. Para mim, para você, para nós." Ou talvez apenas para mim, pensei, enquanto uma lágrima se formava no canto de seu olho esquerdo. Ainda chovia; não uma torrente mas uma garoa fina, triste e gelada que parecia seguir o ritmo sonolento que pingava dos alto-falantes. Eu não te amo mais, era tudo o que eu queria dizer. Nunca havia sentido tanto frio. E ironicamente sob o véu da aurora seguimos.

Súbito, a música jorrou dos alto-falantes e nos perdemos em sua cadência, duas poças crescentes na tempestade que se formava. Ela olhou para baixo e fechou seus olhos por um pouco mais que um instante, suas mãos delicadas se fechando com força no volante. Então ela estava chorando. Então ela estava gritando. Então eu estava gritando. A culpa e a apatia faziam chover confissões, sem respostas ou soluções... e nós nem ao menos sabíamos as perguntas.

Nossas vozes entrecortadas se tornaram parte da música. O carro dardejava pela noite. Enquanto nossas vozes diminuíam, a cadência novamente dominou o ar. Adiante, uma curva se aproximava. Ela não fez menção de desacelerar.