sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tenshiction

Thiago Shinken <3 Ju Milk pirada // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*achei um fanfiction seu
*http://dapplex.tripod.com/texts/tenshi04.html
Rafael // Céu é qualquer coisa acima do chão. diz:
*oh for fuck's sake
*cara
*não faz isso
*caralho, eu falei isso em voz alta agora
*mas é, tipo, eu meenvergonho dos meus fanfics, eu escrevia extraordinariamente mal nessa época
Thiago Shinken <3 Ju Milk pirada // Céu é tudo aquilo acima do chão diz:
*hahahahahahaha ^^
eu meio que twitei a url, tem galho?
Rafael // Céu é qualquer coisa acima do chão. diz:
*filho de duas putas >_<
*falei isso alto de novo
*não, agora deixa

sábado, 3 de outubro de 2009

O homem que não tinha nada

A primeira vez que o vi foi no caminho para o trabalho. Um senhor maltrapilho, aparentando seus cinquenta anos. Talvez fosse mais novo - a sujeira e a tristeza envelhecem as pessoas e eu nunca tinha visto alguém tão sujo e triste quanto aquele senhor. Ele estava sentado em um dos bancos verdes desbotados da praça, olhos fechados, cabelos desgrenhados, segurando com enorme carinho e cuidado um buquê de rosas mortas.
Durante semanas eu passava diariamente pela praça e, mais frequentemente que não, via aquele senhor, triste e sujo como eu jamais havia visto. Ele permanecia sentado no mesmo banco verde desbotado, vestindo os mesmos trapos, segurando o mesmo buquê de rosas mortas. Com o tempo, me perguntei como ele fazia para comer, se ele dormia naquele banco. Ele se tornava uma figura cada vez mais familiar e eu tinha vontade de oferecer alguma ajuda, de conversar, de acenar. A tristeza dele, tão flagrante e tão sincera, não me incomodava nem causava pena - servia de lembrança da minha própria angústia e de como ela era pequena comparada com o senhor do buquê de rosas mortas.
E um dia ele não estava lá. Achei estranho, mas acontecia de tempos em tempos - acreditava que era nesses momentos que ele se alimentava. No dia seguinte, ele não estava em seu banco novamente. E no dia seguinte também. Depois de uma semana achei que ele nunca mais voltaria e acabei me esquecendo daquele senhor e de seu buquê de rosas mortas.
Meses depois, passava pela praça numa tarde triste. Chovia fino, estava frio e a praça estava vazia exceto pelo senhor que novamente se sentava naquele banco, com apenas uma rosa morta nas mãos. Finalmente decidi que precisava conversar com ele.
Tentei falar, acenar, cutucar. Só o que ele fazia era segurar a rosa, olhar para o vazio ou olhar para aquele pedaço de planta já morta faz muito tempo como se fosse a coisa mais linda do mundo. Foi uma senhora rechonchuda quem me explicou.
- Ele era apaixonado por uma moça. Era um amor bonito de se ver. Eles se gostavam muito e ele fazia tudo por ela.
"E como ele ficou assim?" eu quis perguntar mas ela já sabia o que eu queria saber.
- Ele vivia por causa dela, no final. Amava demais. Deixou amigos, deixou família, deixou a moral, deixou o orgulho. E então ela não o quis mais. Por que ele não tinha nada, só o amor por ela. E o amor sozinho não dura muito. Ele apodrece e morre.
Quando a chuva ficou mais forte, não sobrou muita coisa da frágil rosa que o triste homem sentado no banco verde desbotado segurava.
No dia seguinte, ele não estava mais na praça e eu nunca mais o vi.

sábado, 19 de setembro de 2009

Aurora - Criação de Personagens

Sobre o Karyu Densetsu Aurora, acho que tem duas coisas mais importantes que qualquer outra:
* Isso é Karyu Densetsu. A questão toda é um revival do cenário, então praticamente todos os eventos e personagens estarão de alguma forma conectados com os acontecimentos antigos do KD. Isso não faz grande diferença para a criação de personagens; não quero forçar ninguém a criar uma conexão com algum personagem antigo (inclusive por causa da segunda política; um Karyu ou um membro do Círculo do Dragão já estariam em um degrau de poder/influência maior do que o planejado), mas como é um fator tão importante dentro do Aurora achei uma boa mencionar.
* De dentro pra fora. Aurora começa em uma escala pequena e eventualmente vai se expandindo - isso é em termos de nível de poder e da influência dos personagens no mundo. Essa é uma política bem comum em mangás shounen de ação - em Bleach por exemplo Ichigo inicialmente só protege sua família, depois a cidade e quando vai para a Soul Society o escopo da série se expande completamente passando a englobar dois planos de existência (e um terceiro depois!). Inicialmente o cenário de Aurora será a Nobunaga High e seus arredores e os personagens seus estudantes, professores e pessoas relacionadas aos mesmos.
Com isso em mente, na questão do nível de poder, vamos nos ancorar nos primórdios das séries shounen que conhecemos. Os personagens costumam apresentar apenas uma ou duas técnicas especiais, bem diferente dos super-heróis que já começam suas aventuras com seus poderes plenamente desenvolvidos. Recomendo uma leitura do capítulo quatro de Mecha & Manga, sobre artes marciais, para ajudar nessas decisões de que poderes são e não são adequados. Basicamente, aquilo que você acha que poderia ver um dos protagonistas de um mangá shounen de artes marciais usando no começo da série está valendo (só não tomem como exemplo mangás com protagonistas já plenamente desenvolvidos, como Hokuto no Ken e Rurouni Kenshin).
Regras Opcionais e Nível de Poder: Como mencionado anteriormente, o nível de poder inicial é 8. Como sugerido no Mastermind's Manual, talentos com aumentos circunstanciais de dano (como Sneak Attack ou Favored Enemy) contam apenas como metade para definir seus limites de nível de poder. As regras opcionais sobre Chi level, staredown e honor estão em jogo.

Estou em dúvida sobre uma regra opcional interessante, though. O Mastermind's Manual sugere uma variante em que os hero points são usados também como experiência - aqueles não usados se transformam em pontos de personagem. Embora eu goste da idéia de dar pontos de experiência por ser heróico, irado e contribuir com o andamento da trama não quero que os hero points sejam "economizados" o tempo todo ou que um personagem que use os hero points para todas as coisas iradas que eles devem fazer dentro do jogo seja prejudicado in the long run. Aceito sugestões e opiniões.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nobunaga Gakuen

A Oda Nobunaga Gakuen (ou Nobunaga High como é mais conhecida internacionalmente) é uma das mais famosas escolas do mundo. Não por ter professores muito dedicados, alunos geniais ou empregar técnicas de ensino alternativas: a escola Nobunaga é a evolução natural de um centro de treinamento criado pelo famoso shogun que empresta seu nome à mesma; um espaço para o desenvolvimento das artes marciais, impedindo que elas se perdessem no novo mundo que surgia. Construída sobre o maior Ninho de Dragão do mundo, a Nobunaga High é praticamente um ímã de esquisitices - fendas dimensionais, demônios, artefatos... tudo aquilo que existe de místico e estranho no mundo já apareceu na escola. Muitos dos maiores artistas marciais do mundo (especialmente do Japão) matriculam seus filhos na escola para desfrutar do Chi emanado pelo Ninho de Dragão; já passaram pela Nobunaga High nomes como Kusanagi Souji, Kuragami Touma e Karyu Chiisako.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Karyu Densetsu: Aurora de uma Nova Era

Karyu Densetsu surgiu primeiro como uma mesa que Ewen "Blackbird" Cluney usava para testar seu RPG de anime/artes marciais Thrash. Depois ele converteu em um cenário oficial para Thrash e quando eu e o Botelho decidimos começar um pbem, decidimos pelo Thrash como sistema e pelo KD como cenário. O KD pbem foi muito legal, durou muito tempo e gerou muitas boas histórias, muitas brigas, muitas internas e muitas amizades.
Eu estava querendo voltar com o pbem faz um tempo, mas sempre pensava no que eu queria fazer com o sistema também, deixá-lo mais clean e mais integrado com o cenário. Isso atrasava tudo.
Por fim eu queria simplificar o cenário. Adotar uma postura inside-out, começar de um lugarzinho e depois ir expandindo - bem no estilo de séries shounen.
O sistema ia me dar muito trabalho e o povo todo está fazendo um bom trabalho com ele, embora seguindo na direção contrária que eu queria seguir. Decidi então que por enquanto vou pensar apenas no cenário. E assim surgiu a idéia de KD: Aurora.
Será uma campanha de mesa com o sistema de Mutantes & Malfeitores, iniciando em Power Level 8 (120 pontos) - de acordo com o suplemento Mecha and Manga, o mesmo tier de Noir, Ghost in the Shell e Getbackers - focado na Nobunaga High, colégio de ensino médio no Japão com uma tradição de jovens lutadores. Seria uma coisa meio irregular, inicialmente estava pensando em jogar durante a semana depois das aulas. O esquema do colégio facilita um rooster grande de jogadores, no melhor estilo KD. Interessados, procurem-me.